quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Amor é latifúndio, sexo é invasão

Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você. Friedrich Nietzsche

A melhor coisa da vida é que ela é dinâmica, não sabemos o que cada dia nos reserva, cada novo dia traz surpresas, revelações e nos dá a chance de recomeçar histórias, de viver novas histórias. As certezas de ontem serão testadas, rumos mudados ao sabor dessa grande e maravilhosa aventura que é viver!
O importante é saber quem somos e o que queremos de verdade, mantermo-nos fiéis as nossas convicções e desejos, sendo flexíveis para mudarmos sempre, e assim não perdermos a chance de embarcar no trem da nossa história e podermos desembarcar no futuro que nos aguarda. Quem fica preso ao passado perde a hora do embarque, perde a chance de viver o novo, o inusitado, perde a chance de crescer em todos os aspectos da vida.
Viagem deliciosa em todos os sentidos, excelente para espairecer, para nos distanciar de tudo e nos aproximar da nossa essência, do eu de cada um e do nós construído devagar, passo após passo, lenta e calmamente...
Naquele dia havíamos feito programas separados, enquanto ele ia ao encontro de lugares históricos da cidade eu aproveitava para fazer uma viagem ao meu passado. Refazer os caminhos que durante muitos anos fizeram parte do meu cotidiano naquela cidade maravilhosa. Reencontrar comigo mesma numa outra época, num outro tempo sobre o qual somente eu sabia todos os significados, pegar a mão da menina que fui. Deixar me conduzir nesse roteiro fascinante que é a nossa vida, afinal essa menina é quem melhor me conhece, pois foi quem me conduziu ao futuro, construiu a mulher que sou hoje. Saber o que conservo dela, o que preservo em mim daquela outra que sou eu mesma foi uma descoberta maravilhosa!
Cheguei antes dele ao hotel e o vi de longe se aproximando. Por conhecê-lo muito bem percebi pela forma de andar e pela expressão de seu rosto que ele ainda não estava bem. Sorri para ele que retribuiu com um sorriso tímido de garoto que quer colo e colo era o que queria dar a ele naquele momento.
- Oi – disse beijando de leve meus lábios
- Oi. Tudo bem? – perguntei abraçando sua cintura.
- Não. Nada bem, mas agora se você não se importa não quero falar, só quero ficar perto de você.
Segurou minha mão e saímos andando em direção ao bar do hotel, sua mão estava fria, eu procurei aquecê-la com o calor da minha, ele sorriu e disse:
- Mão gostosa e quente, é tudo que eu preciso agora, sentir o calor que vem de você! Sempre me encanta como você sabe o que preciso e me dá o que preciso na hora certa.
- Dou mesmo. Fiz uma brincadeira de duplo sentido somente para tentar alegrá-lo.
Ele manteve-se em silêncio.
- Nossa! Quanta seriedade, nem embarcou na minha provocação (risos)
- Desculpe querida, logo vou ficar bem.
O abracei, acariciei de leve seu rosto, ele retribuiu beijando minha mão, bebemos em silêncio. Silêncio gostoso, com a cabeça encostada em seu peito ouvia o bater de seu coração Enquanto bebíamos eu o observava e seus olhos estavam mais frios e distantes, expressavam alguma tristeza, não sabia definir e naquele momento me senti triste por causa dele. Empatia é uma virtude que normalmente todos temos e ao longo da vida a cultivamos: é a capacidade de sofrer por dores que não são nossas e ficarmos felizes por vitórias que também não são nossas. Todo ser humano tem essa capacidade.
Alguns a cultivam como virtude e alguns a desprezam, vivem na busca incessante e frustrante da “tal felicidade” a qualquer custo e para alcançá-la cometem os atos mais vis. Tentam justificar tais atos como seu direito divino e são incapazes de sentir culpa ou remorso, afinal se Eu sou Deus posso tudo! Pensamento típico dos sociopatas, mas, felizmente eles são a minoria.
Pessoas assim têm um ego imenso e não conhecem nem reconhecem limites na sua eterna busca de uma realização egoísta que para tudo tem justificativa, e dessa forma eles possam se justificar. São adultos infantilizados. Presos a uma busca na qual se perdem, se frustram e perdem a chance de viver plenamente um amor maduro, responsável e comprometido de verdade!
Ao acabarmos de beber ele me perguntou se estava com fome.
- Estou. Vamos jantar?
- Muita fome ou dá para esperar um pouco mais?
- Dá para esperar dependendo da proposta (risos)
Segurando com força minha cintura falou em meu ouvido:
- Aquilo que você está pensando pode ficar para mais tarde (risos) prometo te compensar...
- Até que enfim um sorriso mais safado (risos). Pensei que não fosse conseguir te fazer sorrir.
- Minha querida você sempre me faz sorrir. Você não imagina o prazer que me dá a sua companhia, a sua presença, o seu sorriso, cheio de segundas intenções deliciosas. Ia te propor andarmos um pouco juntos assim de mãos dadas, preciso espairecer um pouco. Você se importa?
- Não de jeito algum! Você sabe que também sou assim, quando quero pensar ou não pensar, gosto de andar sem rumo, sem objetivo e sem destino certo...
Saímos abraçados trocando o calor de nossos corpos em perfeita harmonia de sentimentos. Naquela hora sem falar nada estávamos nos tocando muito mais do que se estivéssemos na cama fazendo sexo, trocávamos um amor generoso, um companheirismo que tudo entende, uma sensação deliciosa de estarmos juntos e fazermos parte da vida um do outro!
- Noite estranhamente silenciosa, a cidade parece parada, quieta, reflexiva, aguardando algo... Como os seus sentimentos e pensamentos.
- Verdade! Você às vezes me conhece mais do que eu.
- Isso é bom ou ruim?
- Acho maravilhoso! Só que muitas vezes me assusta por me sentir vulnerável.
- Perante a força do amor todos nos sentimos vulneráveis.
- Foi uma declaração de amor?
- Não exatamente, é uma constatação, mas em se tratando de você foi uma declaração de amor sim!
- Eu não aprendo mesmo, você é sempre o meu enigma predileto, ou minha caixa de surpresas, não como as que se usa para guardar objetos, mesmo os mais ousados (risos). Esses objetos sabemos quais são, sabemos seus usos, já você é deliciosa e completamente imprevisível, nunca sei o que vou ouvir e o que esperar de você.
- Não sei se gostei da comparação, até as surpresas gostei, mas uso? – falei só para provocar, havia entendido perfeitamente o significado da analogia dele (risos)
Como esperava, ele ficou sem graça. Adoro vê-lo sem graça, ele fica com um ar tão desprotegido que é irresistível!
- Me desculpe, me expressei mal, o uso não se refere a você, estava falando... Beijei-o despudoradamente e dando uma gargalhada respondi:
- Bobo! Encanta-me isso em você. Eu só estava brincando. Serviu para você pensar em outras coisas? Tudo que queria era desviar o seu pensamento do que no momento está te perturbando tanto.
Acariciando minha mão ele responde:
- Obrigada querida. Serviu e muito para desviar meu pensamento para outra coisa deliciosa que vamos fazer depois. Ao dizer isso passou de leve a mão em meus seios, como resposta os mamilos ficaram muito duros.
- Acho que isso foi um sim!
Andamos por um bom tempo pela avenida e ao darmos de cara com um barzinho acolhedor. Entramos.
- Demorou! (risos)
Acariciando minha cabeça e olhando ternamente para mim responde:
- Entrei porque sabia que você queria. Normalmente sei o que você quer, normalmente, nem sempre porque você pode ser muito enigmática quando tem vontade.
- Como todo mundo meu querido, ninguém é totalmente transparente e ninguém conhece tudo da outra pessoa, quem acha que conhece é muito arrogante, pessoas são maravilhosas por serem surpreendentes. Esse é o segredo a meu ver de relacionamentos verdadeiros, saber que podemos a qualquer momento sermos surpreendidos, que a qualquer momento podemos perder a pessoa com quem nos relacionamos traz desafios novos e saber conviver com a verdade de cada um, aceitando que todos somos mutáveis e surpreendentes.
O contrário disso é ficar na mesmice, ou na ilusão do tipo ““nunca vou te perder”, “você me pertence” “somos uma só pessoa” e outras bobagens ou infantilidades do gênero; entender que a vida e as pessoas mudam e gostar de mudanças é crescer. Quem não entende isso, acaba por se transformar em adulto cronologicamente, porém, emocionalmente são crianças mimadas que não admitem que além delas no mundo existem outras pessoas, com anseios, sonhos e realidades diferentes e fazem de tudo para “moldar” o outro de acordo com suas vontades, sejam elas boas ou não para o outro; transformam pessoas em “objetos” sem vida que podem ser usados de acordo com a vontade do “dono”, como se fosse possível sermos “donos” de alguém!
- Mas filosofias a parte, proponho que em vez de jantar poderíamos ficar por aqui, comermos uma rodada de petiscos, bebermos e depois andarmos pela praia, sentirmos o vento, ouvirmos o barulho das ondas, olharmos para a imensidão do horizonte. Que tal?
- O que você quiser. Sei o quanto você gosta de tudo isso.
- Não só gosto como preciso disso, faz parte da minha história que por sinal hoje reencontrei mais fortemente...
- Foi bom o reencontro?
- Foi maravilhoso, quando estivermos andando na praia te conto o resultado do meu encontro...
- Nesse caso não sinto ciúmes porque o seu encontro foi com a pessoa que mais amo no mundo: Você! Às vezes me pego pensando que gostaria de tê-la conhecido criança.
- Mas você convive com meu lado criança: adoro brincadeira, adoro surpresas, adoro aventuras, adoro mudanças e desafios! Quando era criança não era muito diferente disso.
- Que bom que você conserva a criança que foi. Eu me distanciei muito da minha...
- Quem sabe você precise fazer alguma coisa para resgatá-la? Muitas vezes quando olho para você consigo vê-la, ela está dentro de você e me espia com olhinhos curiosos e meio tímidos. Vamos andar pela praia?
- Vamos fazer alguma coisa gostosa agora? Voltar para o hotel? Tomar um banho e...
- Perfeito!
Na volta rimos muito de algumas situações que ele havia passado por desconhecer os “regionalismos” da fala local.
- Você precisa de mim, não tem jeito (risos)
- Meu amor eu preciso sempre de você aqui ou em qualquer lugar.
Estávamos no elevador e começamos a nos beijar intensamente, no corredor do quarto riamos de nós mesmos por não estarmos conseguindo controlar o tesão que sentíamos.
- Parecemos dois adolescentes (risos)
Assim que entramos começamos a nos acariciar e tínhamos uma sensação de urgência, minha mão rapidamente abriu o zíper de sua calça e a dele me deixava nua, logo nossas roupas estavam no chão, andamos até a cama e suas mãos massageavam meus mamilos enquanto nossas bocas se procuravam num beijo violento e intenso, nossas línguas conhecem o “mapa” do prazer desenhado em nossos corpos e habilmente o percorrem, explorando todos os sentidos: tato, olfato, paladar, visão e audição.
Fiquei por cima dele sentido suas mãos em minhas costas forçando o meu corpo ao encontro do seu pau deliciosamente duro.
- Vem safada! Senta nesse pau que é só seu!
- Ainda não! Primeiro quero sentir o seu gosto.
Comecei a acariciar seu pau vigorosamente, ele gemia e seu gemido me dava o tom se devia acelerar os movimentos ou diminuir o ritmo. Acelerei a massagem em seu pau e comecei a chupá-lo devagar e delicadamente enquanto acariciava seu peito, minha mão descia suavemente até a sua barriga enquanto minha boca o sugava. Ele pôs o dedo em minha boceta e enquanto eu o masturbava com a boca ele me masturbava com o dedo, acariciava meu clitóris para depois entrar em minha vagina e massagear vigorosamente com movimentos de vai e vem.
Agora estávamos completamente entregues ao cheiro de sexo que nos rodeava e aos sons que emitíamos, gemíamos cada vez mais alto até que gozamos juntos, ele em minha boca e eu em sua mão!
Nesse dia não pretendíamos parar tão cedo, logo começamos tudo de novo.
- Vem. Agora senta de uma só vez. Quero entrar todo em você, te preencher com meu pau!
Era tudo que eu queria também (risos) Sentei de uma só vez e o senti totalmente dentro de mim. Ele intensificou os movimentos, sentia seu pau quase saído para logo entrar com força.
- Gostosa! Apertadinha, molhada e muito sacana! Mulher deliciosa!
- Vai gostoso! Mais rápido agora...
Novamente o gozo chegou deliciosamente intenso, quando cessamos exaustos os movimentos o quarto ficou em silêncio, o silêncio que vem depois de um sexo completo em todos os sentidos!
Quando conseguimos falar ele me disse:
- Não sei o que seria da minha vida sem você!
- Nem queira saber, porque eu também não sei o que seria da minha sem você!
Trocamos um beijo demorado e calmo, nossas línguas agora somente se acariciavam suavemente, depois do tesão saciado vem sempre a meu ver, a melhor parte, a troca dos sentimentos que se traduzem no olhar de carinho, o deslizar delicado das mãos de um no corpo do outro, o silêncio quando os olhos se encontram e dizem tudo sem precisar das palavras. Ficamos nesse estado de encantamento um pelo outro durante um longo tempo até que rompendo o silêncio.
- Obrigada meu amor!
- Pelo que?
- Por você ser quem você é.
- Eu não sei ser diferente, sou somente o que sou. Ainda bem que você gosta (risos)
- Gostar é pouco! Você sempre me encantou, sempre o admirei, e foi por isso que me apaixonei por você, não sou capaz de amar a quem não admiro.
- Nem eu. Não sei se sou “tudo isso”, mas de uma coisa eu sei, “você é tudo isso” e muito mais.
- Que bom que consegui te deixar mais feliz, estava começando a me preocupar com você, não gosto de te ver preocupado ou triste.
- Nem eu a você. Mas agora me sinto revigorado para enfrentar o “mar”, com você ao meu lado sou muito mais forte. Vou tentar ser mais flexível como você sobre aquela situação, prometo ok?
- Tudo bem meu querido, mas faça o que achar certo, estarei ao seu lado para o que der e vier, como sempre estive. Apenas acho que ficar pensando no que não vale e a pena faz com que não pensemos no que vale a pena: nossa deliciosa e desafiadora vida juntos!
De volta os nossos caminhos interrompidos pelo tesão formos andar na praia, abraçados, atravessamos a avenida e logo nossos pés tocavam a areia, paramos para trocar um longo e intenso beijo. Beijo com gosto de amor, de amizade e de entrega de sentimentos, amor de verdade, sem ilusões, com fantasias na medida certa; todo amor deve ter uma dose de fantasia, mas, deve ter também uma dose de realidade.
Saber separar fantasia de realidade cria um amor sincero, nele cada um dos envolvidos sabe os limites, porque mesmo os amores mais profundos exigem limites. Temos de ter a dimensão real de até que ponto se pode ir sem invadir a individualidade da outra pessoa. Não conheço amor que resista à invasão constante: “amor é latifúndio, sexo é invasão...”.
Latifúndio se constrói aos poucos, começa com uma pequena parte de terra, nesse caso “a terra dos sentimentos” e aos poucos vamos vendo essa “terra” crescer e frutificar, se tornar vigorosa pelas “sementes das emoções por nós plantadas”, regadas com o carinho de pequenos gestos, adubada com cuidado, diariamente. Cuidamos dela, até que fique tão grande que quando a olhamos “perdemos de vista” até onde ela vai. O horizonte fica sempre mais distante e é para lá que nos dirigimos juntos, sabendo que sempre existirão mais “terras” adiante a serem conquistadas, novas sementes a serem plantadas e com amor cultivadas.
Sexo é uma invasão que fazemos e permitimos que façam conosco. As “sementes” jogadas crescem na hora e nem precisam de cuidados especiais: desabrocham, cumprem o seu papel de naquela hora matar a nossa forme ou sede e morrem. Podem ser novamente jogadas a hora que quisermos, mas são perenes: tem tempo certo de vida e crescem em qualquer solo. Porém, quando não estão plantadas em “terras sólidas” são somente utilitárias e nada mais. Uma das maiores ilusões da vida é confundir sexo com amor... Sexo faz parte do amor, mas, não é O AMOR!
- Fale mais sobre o seu dia.
Contei a ele sobre o meu dia e os caminhos que havia feito, o delicioso encontro comigo e a alegria que sentia por ter percebido o quanto me orgulhava de minha história, de meus erros, acertos, dúvidas e certezas, fracassos e conquistas, dos sonhos realizados e daqueles a realizar.
- E você? Como foi o seu dia?
- Foi também cheio de descobertas, não tão profundas quanto as suas, mas muito gratificantes, mergulhei um pouco nas histórias de personagens importantes, visitei lugares lindos e penso ter feito algum tipo de resgate da história de vida desses personagens ilustres. Nada se compara ao “seu resgate”, quem sabe quando voltarmos eu faça a mesma coisa: vá a lugares onde vivi na infância e procure “por mim”.
- Faça isso! É importante uma viagem solitária para dentro de nós, mas que nos forneça as respostas à eterna pergunta “Quem somos nós de verdade?” “O que nos move?” “O que somos e o que não somos capazes de fazer?” As respostas estão na criança que fomos, porque foi lá atrás que nosso caráter foi construído, nossa essência está lá! Muitas vezes abandonamos essa criança por considerar que ela não entende nada do “mundo adulto”. Ledo engano, ela não só entende como pacientemente nos espera para segurar a nossa mão e nos mostrar os caminhos que nos levarão ao futuro que queremos construir.
Ele me abraça com força e olhando fixamente para mim pergunta:
- O que mais está passando pela sua cabeça agora?
- Agora? Pensava que contemplando o mar e sua imensidão não há quem não se sinta pequeno, quem não se sinta uma criança desprotegida e curiosa frente ao misterioso desconhecido. Esse sentimento tenho todas as vezes que olho para o mar, principalmente à noite quando o mar está mais calmo. Para quem o conhece sabe que é ai que mora o perigo; é quando os desavisados ou pouco atentos se aventuram sem respeitar aquela calma e silêncio e invadem um espaço sem pedir licença. Comparo o mar âs pessoas: precisamos ter mais cuidado quando elas silenciam e nos dão a falsa segurança que podemos ir adiante, quando na verdade é um aviso para pararmos, mudarmos os rumos, voltarmos à praia, desistirmos de continuar navegando porque o porto seguro está ficando muito longe e talvez não seja possível ancorar. Em nosso afã de nos aventurarmos, infringimos regras, quebramos acordos, “queimamos todos os nossos navios” e não podemos mais voltar!
- Você me fascina! Jamais vi o mar desse jeito e nunca imaginei essa analogia, vai ver porque o mar nunca fez parte da minha vida, é somente bonito e tenho certo medo dele por não o conhecer. Uma coisa que me encanta no mar é que ele me assusta, fascina, ao mesmo tempo em que nele quero ir longe , me afasto e ele continua me chamando. Sabe como é?
- Sei. É o fascínio pelo desconhecido que moveu os descobridores, porém, dependendo da situação pode não ser bom ir adiante porque podemos estar na beirada do abismo e “Quando se olha muito tempo para o abismo, o abismo olha para você” como bem disse o filósofo Friedrich Nietzsche.
- Tem razão minha querida. Entendi ao que você está se referindo...
- E?
- E ainda não sei o que vou fazer, se dou as costas ou sigo em frente.
- Vou te apoiar seja qual for a sua decisão, você sabe disso. Somente sou diferente, não gasto mais do que preciso do meu tempo precioso com assuntos que não valem à pena, com pessoas que não valem à pena. Fazer isso é ficar olhando para o abismo e de lá não vem nada de bom. Levo o tempo necessário para resolver uma questão e depois de resolvida, decido não gastar nem mais um segundo com o assunto. Viro a página, ponho o ponto final no livro e começo outro!
Quem sabe a sua resposta esteja mesmo dentro da criança que você foi, uma criança boa, justa e amiga; esses traços soam muito fortes na sua personalidade e tenho certeza que vem dela. Tá certo que também tem um lado dela muito rancoroso e teimoso, mas sem esses outros lados não seria você!
Depois de mais alguns dias voltamos a nossa vida, eu havia encerrado a minha viagem ao meu passado, e ele iria fazer a dele na busca da sua essência perdida pelos caminhos que a vida toma, independente de nossas vontades e muitas vezes independente de nossas atitudes tem coisas que, simplesmente. acontecem e cabe a cada um de nós decidir qual a melhor rota a tomar. Aquela que nos levará ao nosso porto seguro!

16 Comentários:

Débora disse...

Cláudia nem sei o que dizer sobre esse seu conto! A única palavra que me ocorre é LINDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Caraca que imagens maravilhosas! Eu como o seu personagem não sou familiarizada com o mar e jamais imaginei uma analogia entre ele e as pessoas amei!
Amor lindo desses dois, a gente passa a vida querendo um amor assim, quem diz que não quer está é mentindo, todos querem construir na vida um “latifúndio de sentimentos” pq sexo tem mesmo em qualquer lugar, fácil de achar e logo acaba, “invasão” rápida que satisfaz na hora e logo vai embora. Tem tanta coisa para pensar nesse conto que me faltam palavras......
PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!!!

bjuuus

Mary disse...

Jogar as “sementes” e depois não cuidar delas com atenção, com responsabilidade, com carinho é não saber cultivar nada! Elas vão desabrochar e morrer logo. Amor verdadeiro é construído aos poucos, dá trabalho e nesse mundo cada vez mais individualista que se vive a tendência é somente o USO, o imediato, o prazer pelo prazer e mais nada, por isso vemos tantas pessoas descontentes e reclamando que não encontram o AMOR, que perdura, que perdoa, que entende, que recomeça histórias. A pergunta é: Você tem feito a sua parte? Cultiva as “sementes”? Respeita? Dá atenção? Se a resposta for não, então não reclame a culpa por não dar certo é sua!
Cláudia novamente me surpreendo com a sua imensa sensibilidade para tratar desse tema tão importante na vida de todos nós que é o relacionamento afetivo, conto para mil reflexões e para muitos pensarem sobre a vida e o que fazem dela.
Quem passa a vida olhando para o próprio umbigo não enxerga o outro e por isso perde a oportunidade de viver plenamente um amor como o dos seus deliciosos personagens, tem horas na vida em que precisamos muito fazer uma viagem interna e redescobrir a nós! Tem que ter vontade de crescer, mudar e muitas vezes isso dói e fica mais fácil nos enganarmos e fugirmos das “nossas verdade” mas se não sabemos nem que somos como poderemos nos relacionar verdadeiramente com outra pessoa?
Queremos sexo ou amor? O perfeito é o pacote completo (risos) porém, como dá trabalho muita gente fica com o mais fácil que é o sexo e depois se frustra ou confunde uma coisa com outra essa é mesmo a maior ilusão da vida.
Belissimo conto tanto nas imagens quanto na troca de sentimentos entre os personagens maduros, responsáveis de verdadeiramente comprometidos com o “latifúndio” dos sentimentos!

Abraços

Marco disse...

Cláudia esse conto é para ser lido e relido muitas vezes. Tem tantas coisas para se pensar e interiorizar que fica até difícil de comentar de “cara”.
Sensibilidade, emoção, filosofia, sexo bem feito (risos) e muita cumplicidade entre os dois sortudos personagens.
Uma coisa eu sei, quem tem a sorte de encontrar um amor verdadeiro tem que se comprometer, tem que estar inteiro na relação se não é sexo simplesmente que pode ser delicioso, mas não é o amor. Amor é sorte, amor é desafio, é compromisso emocional e muitas pessoas não conseguem manter um amor porque emocionalmente são imaturas ou covardes e quando se deparam com esse sentimento tão intenso fogem, é um sentimento deliciosamente assustador para ao fracos, porque testa as nossas “certezas”, nos torna vulneráveis, nos desafia a rever nossos conceitos.
Para amar temos de estar disponíveis emocionalmente, temos que olhar o outro como alguém que não está no mundo para nos “servir” de cama e mesa (risos), temos que cultivar a empatia e sentir o que o outro sente.
Infelizmente existem mais sociopatas do que imaginamos e quando damos o azar de topar com uma pessoa assim haja para se livrar dela! Conheci alguns direta ou indiretamente em comum todas tem uma coisa: são altamente destrutivas em todos os sentidos, são doentes emocionalmente, imaturas e sem nenhum limite!
Não respeitam o outro porque não se respeitam e não adianta falar com elas, elas não conseguem ver o que fazem de errado e não tem a capacidade de arrependimento e muito menos se desculpam se consideram Deuses, só isso já mostra o quanto são doentes de verdade!
Enfim, quem deu a sorte de nunca topar com alguém assim agradeça aos céus. Muitas vezes é difícil identificar esse tipo de personalidade porque tem “aparentemente” uma vida normal, trabalham, são simpáticos, tem amigos e tudo mais que compõem uma pessoa normal, só que usam as pessoas e informações sobre elas contra elas, e não hesitam em cometer as maiores canalhices desde que alcancem seus objetivos que pode ser poder, sexo ou qualquer outra coisa de fundo egoísta.Criam uma teia de intrigas e envolvem a todos que estão a sua volta, os “fins” justificam os “meios” quem é inteligente percebe, quem não é se deixa levar e vai cada vez mais se envolvendo nessa teia e vai se dar muito mal no final, seja perdendo as amizades, seja perdendo a chance de viver o amor.
Mas deixando os sociopatas para os psicólogos ou psiquiatras o que importa na vida é viver plenamente e honestamente os sentimentos verdadeiros e não ficar olhando para o abismo se não vamos cair nele, temos que ser sempre “nós” e nos mantermos no nosso rumo e só assim com uma vida comprometida com outra pessoa viveremos o amor, como bem sabem fazer os seus personagens. Tudo mais é ilusão!

Grande beijo Cláudia!

Filósofo disse...

Claudinha já falei mais de uma vez que você é meu sonho de consumo intelectual. Cada vez que leio um conto seu fico feliz por saber que existem pessoas que entendem para que serve a filosofia na vida cotidiana, Essa sua citação de Nietzshe é primorosa e abrangente embora você tenha usado somente uma parte dela por se adequar ao seu conto mas para quem tiver curiosidade vai a citação inteira: “Quando lidamos com monstros temos de nos acautelar para não nos transformarmos num deles, Quando se olha muito tempo para o abismo, o abismo olha para você”
Perfeito para todos que estamos por aqui e vivendo na sociedade, a todo o momento encontramos pessoas ou situações que nos fazem refletir sobre a melhor forma de agir, a tendência é dizermos: Se fez comigo faço igual! Engano profundo, quando nos igualamos ao que não concordamos e passamos a agir como a outra pessoa nos afastamos de nossas verdades e de nossos compromissos para conosco e para com a sociedade na qual todos estamos inseridos e é nesse momento que nos transformamos nos monstros que devemos a todo custo nos afastar. O abismo não deve mesmo ser olhado se não podemos cair nele e nos transformarmos em massa amorfa, sem sentimentos, sem empatia para com as outras pessoas, nos transformamos em nada.
Buscar a nossa essência é fundamental na vida, nos faz inteiros e felizes são aqueles que tem a coragem de reencontrar os caminhos numa viagem de descobertas internas, como o amor é um exercício árduo mas compensador.
Belas imagens, bela viagem da personagem no resgate de sua história de vida, bom quando ela nos dá orgulho como para a personagem, mas vale a pena mesmo que não seja assim porque no mínimo serve como um exercício de auto conhecimento que nos levará a verdade e só assim estaremos prontos para os desafios constantes da vida com todas as incertezas que ela nos dá e poderemos viver intensamente um amor como o descrito no conto!

Beijos filosóficos Claudinha.

Gaúcho disse...

Guria de filosofia não entendo nada mas de sexo bem feito entendo muito kkk
Mulher gostosa que nem essa não me escapava de jeito nenhum. Sexo maravilhoso!!!!!!!!!!!!!!!! Esquenta no inverno que nem agora e refresca no verão, minha imaginação foi a mil pensando num banho delicioso que daria numa guria assim, com direito a língua, filosofia se ela quisesse e o escambau a quatro kkk

Abraços.

Anônimo disse...

Com alguma frequência, os queridos leitores da Cláudia, ao fazerem os seus comentários, falam na sorte de encontrar um amor verdadeiro, na cumplicidade, no compromisso e muitas coisas mais. E também com a mesma frequência dizem que um amor assim é uma sorte encontrar.
É verdade, sim! É muito difícil encontrar. E tão difícil, tão difícil, que chego a pensar que só mesmo em sonhos se encontra algo parecido.
No sonho tudo é permitido. A cumplicidade, o compromisso, o amor apaixonado, a entrega total, o respeito mútuo, o estar sempre ao lado de …
No sonho podemos idealizar uma história de amor onde nós somos os personagens princípais, os protagonistas dos momentos mais belos e e apaixonados jamais vividos na vida, mas tão desejados, tão desejados que ao sonhá-los os interiorizamos e passam a ser parte da nossa história de vida, como se fosse verdadeira.
E é por isso que se encontra por esse mundo fora gente infeliz, desamada, indesejada mas que consegue “sobreviver” a tudo isso à custa de muito sonho e muita ilusão e da certeza de que são amados, quando na realidade não são
Sorriem ao sonhar. Adormecem a sorrir crentes de que um amor assim é tão raro encontrar, que se consideram as pessoas mais sortudas do mundo.
Sonhos!
Ilusões!
Enganos!
Todas as pessoas procuram constantemente a felicidade e talvez por isso todos nós adoramos finais felizes, adoramos ler um bom romance carregado de momentos cheios de magia e felicidade, e tentamos rever-nos nesses mesmos romances na expectativa de nos identificarmos com a perssonagem X ou Y.
No fundo, no fundo acaba por ser isso que todos nós fazemos ao ler os contos da Cláudia. Vimos aqui lê-los, não só porque são bem escritos e bem estruturados, mas porque nos fazem sonhar e acreditar que o amor ainda vale a pena!

Rochinha

das Graças disse...

Eita Cláudia fiquei sonhando acordada com tantas emoções que esse seu conto me despertou. Muitas lembranças de situações que vivi e tive de enfrentar, muitas decisões que tomei e hoje me arrependo por não ter conseguido ver o todo.
Me peguei pensando em um ex que tive e me fez sofrer além da conta, hoje vejo que ele era cruel e só queria mesmo sexo, me iludi confundindo sexo com amor, mentia e me usava e eu nem percebia, ainda bem que acordei e agora não caio mais nessa, foi duro demais cair na realidade e saber quem ele era de verdade, antes tarde do que nunca como diz a minha mãe rsrs.
Ainda não encontrei um amor como esse do conto mas continuo tentando rsrs, de verdade o que me interessa agora é viver intensamente sem mentiras e covardias, quero mais é ser feliz fazendo a felicidade de quem está ao meu lado.
Tem muito mais coisas que queria dizer porém estou sem tempo para meditar mais, depois volto a comentar.

Beijocas

Sexypistol disse...

Claudinha to com o Gaúcho kkkk Mulher sacana e inteligente é tudo de bom! Esse conto é tudo de bom, aula de sexo bem feito e que deixa qualquer um nas nuvens.
Química perfeita que nem essa não tem filosofia que explique kkk
Falando sério agora não me sinto preparado para discutir filosofia mas entendo que é bem por ai temos que ter responsabilidade para viver um amor de verdade, não sou maduro o suficiente para isso mas chego lá porque é o que quero. Enquanto não acontece vou curtindo a vida só que sou responsável com quem me relaciono e não ponho ninguém em roubadas nem grandes nem pequenas, já vi muito cara fazer isso com as garotas e se dar muito mal porque receberam o troco a altura e ai sifu kkk
Respeito a mulherada com quem me dou em todos os sentidos kk sou imaturo mas não sou moleque irresponsável e nem sociopata kkkk

Chamegos queridona

Renato disse...

Cláudia querida queria ter mais tempo para comentar esse conto. Fiquei encantado com as imagens, com as palavras, com a sensibilidade e a capacidade de compreensão da sua personagem, sem falar na coragem e empreender uma viagem solitária ao passado, na busca da sua essência que é verdade muitas vezes perdemos por nos deixar levar por caminhos enganosos que são os mais fáceis.
Acreditar no amor, buscar o amor e na hora que encontrar estar disposto a viver com intensidade e responsabilidade esse sentimento que nos engrandece vejo como uma das dádivas humanas, não vejo como ilusão ou sonho, muito pelo contrário vejo com a realização do sonho que todos temos.
Se nos deixarmos levar pela indiferença ou determinismo que o amor é uma ilusão a vida fica muito sem graça e emocionalmente seremos sempre insatisfeitos. Seus contos vão ficando cada vez mais profundos em pensamentos e intensos em emoções e isso nos leva a refletir sobre a nossas emoções, o que é delicioso e incomoda ao mesmo tempo. Mas essa é mesmo a função da literatura, desafiar, provocar pensamentos e ajudar a entender o mundo que nos cerca.
Escrever bem é uma dádiva também e você consegue em poucas palavras transmitir “um mundo” de reflexões, sedução e sonhos possíveis de serem realizados para aqueles que se dispõe a lutar pelo que ser quer da vida! Muitas vezes para isso temos de ter a coragem de deixar para trás "paisagens do passado" pois as vezes elas são o abismo e se cairmos não poderemos voltar!

Abraços

Anônimo disse...

Reflexão + Tesão = SEXO DELICIOSO
Fórmula matemática, um tipo de filosofia rsrsrs

bj Cláudia

Delicada disse...

Cláudia li o seu conto muitas vezes antes de comentar. Caramba! É um dos seus contos mais profundos e filosóficos. Tantas coisas para pensar, refletir sobre as nossas vidas, como nos comportamos frente aos desafios, como os superamos, como nos equilibramos, como vemos o amor, seus desdobramentos, suas dificuldades e alegrias.
Ter de separar o “joio do trigo” é tarefa difícil, porem, necessária. Complicado demais porque fazer isso normalmente nos obriga a escolhermos e quando se trará de emoções e sentimentos as escolhas ficam mais difíceis. Saber o caminho a seguir, nos mantermos firmes nele é duro. Quem já não se viu nesse tipo de situação?
Procurar a força dentro de nós, olhar para “dentro” não é para qualquer um! Tem que ser uma pessoa muito segura de si, porque as vezes a “verdade” que somos nós machuca.
Conheço poucas pessoas que tem essa coragem. A maioria fica só na superfície de tudo inclusive dos relacionamentos e confunde de verdade sexo com amor.
Amei a imagem de latifúndio transformada em sentimentos que criam vínculos e raízes. Bem por ai “o sexo vem dos outros e vai embora, amor vem de nós e demora...”
Deu para sentir a cumplicidade deliciosa e o comprometimentos dos seus personagens e quer saber é isso que vale a pena!!!

beijoca

Sérgio disse...

Conto muito bem construído, elaborado com esmero, juntando todas as pontas para construir uma verdade!
Cláudia quem sabe fazer faz. Decididamente você sabe escrever e fazer (risos). Ah! As escolhas que a vida nos força a fazer! São tantas e quantas vezes elas são conflitantes, entre o que queremos e o que devemos fazer. Buscar o equilíbrio entre razão e sentimentos é necessário, complicadamente necessário. Esse modismo que temos de ser felizes 100% do tempo, que temos que ser resolvidos 100%, que o mais importante é a “nossa felicidade” tão vendido pelas mídias de todos os tipos me parece ir criando uma sociedade egoísta e individualista de filhos únicos mimados que vêm o mundo como um imenso parque de diversões e as pessoas como brinquedos que estão ali para nos dar prazer a qualquer custo e vão infringido o que o ser humano tem de mais bonito que é a capacidade de doação, se cumplicidade, de entrega de sentimentos sinceros.
Saber a diferença entre fantasia e realidade, dosar a fantasia necessária para a vida poucos conseguem, porque é mais fácil viver uma ilusão do que aceitar os desafios do amor!!!! Saber a hora de parar e de seguir em frente quando se trata de emoção é chave para um relacionamento bem construído.
Tem que somente procure sexo, tem quem procure relacionamento verdadeiro, fazer a distinção entre uma coisa e outra poucos fazem. Querer amor é o que todos dizem que querem, mas amar significa doação, escolhas as vezes difíceis, empatia e generosidade para com o outro, para com seus erros e incertezas e acima de tudo implica em respeito.
Lição de amor e sexo feito com perfeição pelos seus personagens!

Abraços

Mariana disse...

Claudinha tudo de bom esse conto. Deu para pensar, sonhar, filosofar e querer de montão um amor comprometido como o desses dois.............Só sexo a gente acha sem nem procurar muito mas amor junto é que faz a diferença.
Prá amar tem que saber respeitar, apoiar e querer junto encarar a vida pro que der e vier. O maior perigo é a inveja que desperta em pessoas com baixa autoestima (sei lá se tiraram o hífem rsrs pelo sim pelo não eu tirei) ai a gente tem mais é que unir as forças com quem amamos e seguir adiante sem olha para trás ou para o abismo, os invejosos que caiam e os “do bem” seguem em frente.


bjuuuus

Fábio disse...

É por ai Claudinha, Tem sempre um momento na vida em que temos de voltar nos nossos passos e nos redescobrir, se não ficamos presos ao passado sem chance de encarar o futuro.
Saber o momento de fazer as escolhas na vida e as fazer nos torna mais fortes.
Lindo seu conto, sem falar no sexo deliciosos que rola entre os personagens.
Esse conto dá mesmo o que pensar.........

beijo

Fê disse...

Cláudia AMEI sua comparação entre latifúndio e sexo! Olha só, todo mundo quer de verdade um "latifúndio" por mais trabalho que dê, pq sexo a gente acha de montão, é só procurar e as vezes acha sem nem procurar, artigo fácil e barato, só que a satisfação é momentânea, já amor latifúndio é duradouro......
Fiquei pensando pra que serve o passado? Quando a gente apende com ele é bom. quando embracamos na viagem do encontro conosco tb é bom principalmente quando o que achamos lá nos dá orgulho e satisfação.
A vida é assim mesmo, bola prá frente, pq olhar demias para as coisas ruins ou pessoas que não tem nada a nos acrescentar é perda de tempo!
Seu personagem masculino é delicioso em todos os sentidos, físico e emocional, cara comprometido e envolvido nessa linda relação dos dois, qual mulher não sonha com alguém assim na vida? As que dizem que não, ou estão mentindo ou são superficias e vazias interiormente e querem mesmo "usar e serem usadas" acho pouco isso mas tem sempre quem se contente com pouco né?

beijocassssss

Anônimo disse...

O VELHO E A FLOR

Por céus e mares eu andei,
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber
O que é o amor.

Ninguém sabia me dizer,
Eu já queria até morrer
Quando um velhinho
Com uma flor assim falou:

O amor é o carinho,
É o espinho que não se vê em cada flor.
É a vida quando
Chega sangrando aberta
em pétalas de amor.

Vinícius de Moraes

Ou o AMOR é latifpundio de sentimentos.....

Poetinha

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