segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um encontro, duas cabeças, quatro mãos...

O bom da vida são as surpresas que ela nos reserva, são os encontros inesperados, são as descobertas, são as chances que temos de estabelecer parcerias com pessoas que nos acrescentam algo de bom e a quem nós podemos acrescentar algo igualmente bom! É o que ocorreu nesse novo conto feito prazerosamente em parceria com a nossa já conhecida Rochinha, leitora d`além mar, que entrou timidamente em minha vida me mandando um lindo conto, depois outro e outro postados no blog e por quem aos poucos fui me afeiçoando. Um sentimento construído através das trocas de e-mail, de conversas gostosas, de trocas de experiências de vida, de trocas intelectuais, de trocas afetivas que aos poucos e devagar construiram uma bonita e singela amizade, sem nada pedir e sem nada cobrar como são as verdadeiras amizades. Vocês poderão observar quem escreveu o que, através da mudança do português, hora daqui, hora de lá criando ritmos diferentes e desafiadores, guardando as varientes linguisticas e de estilo de escrita, mas que no final interagem, se complementam e se unem num só sentimento que é o de despertar emoções e sentimentos!
Que o prazer da leitura desse conto se iguale àquele que nos propocionou o de escrevê-lo. A todos boa leitura!

Depois de uma semana muito cansativa ela resolveu dar-se um presente. Tinha um bar novo na cidade que todos diziam ser maravilhoso, ela resolveu que embora fosse um lugar muito caro depois daquela semana estafante ela merecia conhecer e gastar em algo que lhe desse prazer.Vestiu uma roupa nova, calçou sapatos novos e foi sozinha, sentindo-se uma nova mulher. O bar era mesmo tudo aquilo que tinha ouvido falar: chique, decoração linda e com gente bonita.
Dirigiu-se ao balcão e pediu a sua bebida predileta: Tequila fuego. Adorava tequila e vê-la pegando fogo a remetia a outros tempos de sua vida quando bebia junto com ele.
Enquanto saboreava a bebida perdida em suas recordações ouviu uma voz... Sentiu um cheiro de perfume conhecido... Pensou rindo consigo mesma: - Bobagem! Olha o que faz essa bebida!
Olhou para o lado e surpresa! Não era imaginação, nem efeito da bebida. Bem a seu lado estava nada mais, nada menos que ele!
Deixou-se ficar uns segundos, olhando-o, descrente, baralhada, confusa! Por momentos perguntou-se se estaria a sonhar? Se teria sido lavada para outra dimensão e não tinha dado por isso?
Não queria acreditar no que via!
À sua frente estava um homem maduro, cabelo já um pouco grisalho, elegante tanto fisicamente como no vestir, ar seguro mas ao mesmo tempo de sorriso tímido. Os mesmos olhos negros, brilhantes.
Ele olhava-a sorrindo, à espera que ela dissesse algo.E uma vez que nada dizia ...
- Boa noite! - disse ele por fim dando-lhe um beijo na face.
"Huuummm ... adoro este cheiro" – pensou ela sorrindo-lhe também.
Notava-se alguma atrapalhação entre os dois. Já há anos que não se viam, que não sabiam nada um do outro e de repente viam-se frente a frente num local que lhes era estranho, numa altura da vida em que tanta coisa já tinha acontecido.
Mais uma vez foi ele a falar:
- Parece que continuas a gostar dessa bebida?! - disse-lhe em jeito de pergunta.
- Sim – respondeu baixinho – sempre gostei desta bebida. Saio poucas vezes à noite, mas quando o faço, peço sempre esta bebida.
Fazendo sinal ao barman pediu uma igual.
- E vens sempre sozinha? - perguntou, olhando à sua volta, na expectativa de ver se alguém estava com ela.
- Nem sempre – respondeu – mas hoje apetecia-me estar sozinha.
Em silêncio beberam mais um pouco da Tequila.
Ela bebia olhando-o curiosa, inspirando aquele cheiro que ela sempre gostou.
Mais uma vez não sabia o que dizer.
Tinha pensado tanto nele....
- Nem acredito que és tu! - Acabou por lhe dizer timidamente. -Pensei que estavas no estrangeiro.
- Estive até agora. Respondeu-lhe ele, sentando-se de frente para ela – Mas estou cá há um mês.
Ela agradeceu o facto da iluminação do bar ser um pouco escura, pois quando ele se sentou à sua frente e se debruçou um pouco para ela ... mama mia!!! Ela tremeu um pouco e a sua pele ficou toda arrepiada. Enquanto bebia discretamente se observavam. Será que ele gostava do novo visual dela? Mais madura, mais mulher, mais ousada...Ele pensava será que ela o estava achando gordo? Havia engordado uns quilos desde a última vez que se encontraram, também fazia tantos anos. Será que ela havia casado? Tinha filhos?
Em unissono perguntaram:
- Você casou?
Riram juntos e ele como todo bom cavalheiro fez um sinal para que ela respondesse primeiro.
- Casei e você?
- Também casei.
- Filhos?
- Três e você?
- Dois
Mostraram as fotos dos filhos nos celulares e, automaticamente, vieram as lembranças de séculos atrás. Sorriram ao lembrar que haviam imaginado como seriam os filhos dos dois juntos, os nomes que teriam, como seriam seus temperamentos, as profissões que escolheriam.
- Lembra que eu dizia que quando tivessemos nossos filhos. queria que eles tivessem os seus olhos? Sempre gostei dos seus olhos...
Ela ri e comenta que essa era a maior divergência entre eles porque ela também gostava dos olhos dele, então para os filhos agradarem os dois teriam que nascer com um olho de cada cor, no mínimo eles seriam exóticos (risos)
- Você continua brincalhona.
- É. Procurei sempre conservar meu lado criança que adora uma brincadeira. E você, continua querendo mudar o mundo?
Ele ri gostosamente e responde que agora já desistiu de querer “promover a paz mundial”, dando ênfase a sua fala.
- Ah! Não quer mais o objetivo das misses?
Ele ergue a tequila, ri e fala:
- Um brinde às misses! Você sempre me dizia isso, eu nunca esqueci dessa provocação.
- Às misses e à sua beleza estonteante que deixa os homens de cabeça perdida! - Disse levantando o copo. - Brindemos a isso!
Embora a conversa estivesse a correr com naturalidade, por vezes ficavam calados, sem saber o que dizer.
Os anos de separação tinham sido muitos. Isso seria motivo mais que suficiente para terem muito que contar um ao outro. E tinham! No entanto, algo dentro deles se revolucionava, as emoções e os sentimentos tão antigos teimavam em aflorar e o esforço que ambos faziam para que não se percebesse era tão grande que por alguns momentos ficavam em silêncio, absortos em seus pensamentos.
- Por falar em coisas que nunca esquecemos, você ainda gosta do cheiro de talco no corpo de uma mulher?
Novamente ele ri e responde que gosta, assim como continua gostando do sexo feminino totalmente depilado.
- Taras! (risos) você continua com as suas...
- Também lembro de algumas suas, como gostar de um certo tipo de cuecas, tive uma coleção no modelo que você gostava (risos) continua gostando?
- Hoje não muito, a gente evolui em tudo até nas taras, descobri outras mais gostosas....
A troca de olhares agora entre eles era tão quente quanto a bebida, os dois sabiam o que poderia acontecer e internamente se perguntavam se era isso que queriam, dúvida que durou bem uns longos dois minutos (risos). Ainda conversaram um pouco mais, porém, o que não saia do pensamento deles era o que estava prestes a acontecer...
Ele fixou os olhos nela intensamente, com ar de quem estava a pensar algo muito importante e aos poucos ela foi sentido que ele estava a “despi-la” com os olhos. O nervoso miudinho começou a tomar conta dela e já não aguentando o olhar dele.
Ele continuava a fitá-la do mesmo modo, mas desta vez com um ar de gozo atalhou:
- Se os olhos são o espelho da alma, deixa-me dizer-te que tens a alma muito bonita!!!
Ela não aguentou e deu uma gargalhada enorme, perdida de gozo e prazer.
- Olha que a idade te requintou! - disse ela entre gargalhadas. - Não me digas que lá onde estiveste era essa a frase típica do engate!
- Engate??!! - Perguntou rindo também – Eu aqui a dizer que és linda de morrer e tu dizes que tou no engate???!!
- Óh se tás!! Diria antes, isso mais parece a canção do bandido!
Riam-se agora os dois divertidos, sentido-se uns teenagers inconscientes.
Tequilla bebida, conversa daqui, conversa dali, sem darem por isso estavam agora colados um ao outro numa amena cavaqueira, como se “só ontem” tivesse sido o último dia que tinham estado juntos. De repente, o tempo de separação não existia e sentiam que jamais se tinham afastado. A alegria que sentiam era contagiante e riam com uma facilidade comovente.
Decidadamente as coisas mudam, o tempo muda as pessoas e os dois voltaram a sentir a mesma curiosidade das descobertas que ocorrem nos primeiros encontros.
Ele pagou a conta e sairam para tentar descobrir o que mais havia mudado, na chegada ao motel ela ri e fala:
- Aviso: Não uso talco e não tenho o sexo totalmente depilado.
- Também não estou usando o seu modelo de cueca favorito – fala rindo
- Vamos “encarar”? Ou vamos filosofar sobre a “paz mundial”
Ele olhou-a, tirou uma tira da franja da frente dos olhos e divertido …
- Francamente, francamente, preferia filosofar. Aliás, não existe melhor sítio para filosofar sobre a “paz mundial” do que um motel, não achas? Mas como já vi que esta não é a tua onda, encaremos então … seja lá o que isso for!!!!!
- Ahahahahah – Gargalhou ela deliciada – O menino está muito espírituoso!!!
Abraçaram-se num abraço quente e prometedor e beijaram-se nos lábios uma, outra e outra vez deixando-se levar pelo prazer que era a resdescoberta um do outro e das emoções que isso lhes trazia.
À medida que se íam envolvendo, os seus corpos colavam-se um num outro e o desejo que ía tomando conta deles deixava-os com a certeza que era aquilo que queriam naquele momento e que não se iriam largar tão cedo.
Ela acariciava-lhe o corpo por cima da roupa e adorava sentir a sua reacção a cada passagem das suas mãos. Por outro lado ele já só desejava senti-la por inteiro e delicadamente tirou-lhe a camisa.
- Estás tão quente! – Disse-lhe ela ao senti-lo tremer quando passou com a mão pela braguilha.
- És tu que me estás a deixar assim – Respondeu-lhe acariciando-lhe os seios.
Ofegantes e desejosos, agora finalmente as suas línguas se encontraram, e deliciaram-se no prazer que era senti-las envolvidas uma na outra, na promessa de que algo bom e intenso se avizinhava.
Quando ela sentiu o seu penis erecto e duro, por dentro das calças, como se suplicasse que o libertassem, sorriu sacanamente.
- Huuummm … está aqui uma coisa tão inchada! Que será? - rindo divertida.
Ele gemia de prazer e sorria sem responder, concentrado no gozo que era sentir os seios dela nas suas mãos e os bicos a ficarem rijos do desejo.
- Estará doentinho? - continuava ela entre beijos e abraços, abrindo-lhe o fecho das calças e soltando-lhe o pénis inchado.
- E eu é que estou espirituoso?
Ele tirou-lhe a saia e deitou-a em cima da cama, ficando por uns momentos a olhá-la embevecido. À sua frente via uma mulher madura, corpo roliço sem ser gordo, e ainda bem delineado. Sua lingerie era simples, cor de pele e talvez por isso ele se concentrava só no corpo dela e percebia o quanto a menina que em tempos fora sua, se tornara numa mulher desejável e interessante.
- Está uma mulher poderosa, desejável, linda!! - Conseguiu dizer por fim.
- Achas?
- Não acho, tenho a certeza! - E deitando-se junto dela, beijando-a com paixão – tu estás aquilo a que nós os homens costumamos dizer “um pedaço de mau caminho!!”
- Parece que o tempo foi nosso amigo. - Respondeu ela sorrindo. - Afinal estamos os dois como o vinho do Porto: Quanto mais velho melhor!
Lembranças boas de um outro tempo, mas agora o bom mesmo era aproveitar o momento mais “maduro”, sem talco ou cueca especial (risos). Ela queria muito mostrar a ele suas novas taras e descobrir se era verdade que ele continuava somente com as mesmas.
- Vem! Faz o que quiser, primeiro você me mostra o que mudou, depois é a minha vez...
Sem dizer nada ele a conduz na direção do sofá, tira a sua roupa devagar e abre as suas pernas enquanto fala
- Seu cheiro delicioso! Saudades de sentir o seu cheiro...Nunca resisti ao cheiro do seu corpo,
Ela apoia as pernas em seus ombros e provocativemente faz seu sexo ficar a altura de sua boca deliciosa!
Não tinha a vagina completamente depilada, como ele gostava, mas estava muito bem aparada e com os pelos púbicos muito rentes junto ao papo. Debruçou-se perante ela, percebendo o quanto ela estava desejosa de o sentir.
- Vou te chupar inteirinha. Gostosa, sacana!
Ela gemia enquanto sentia a deliciosa língua dele percorrendo seu sexo molhado, suas mãos seguravam com força a cabeça dele contra o seu sexo, as mãos dele estavam agora em seus seios massagenado seus mamilos irrigecidos de tesão! Sua língua deliciosa era exatamente como ela lembrava, quente, macia e provocativa...
Segurando com força a sua nuca e afastando a cabeça dele falou:
- Chega! Agora é a minha vez!
Ele se surpreendeu com o tom da sua voz, ligeiramente rouca e sensual, muito longe da voz de miuda que lembrava dela e a surpresa o deixou mais excitado ainda querendo desbobrir do que essa nova mulher era capaz.
Ela levantou-se e finalmente se resolveu despi-lo. Aos poucos abriu-lhe os botões da camisa um a um e enquanto o fazia ía beijando o seu peito acompanhando o movimento das mãos até chegar às calças. Despiu-lhe as calças carinhosamente, sem nunca tirar os olhos dele e quando passou a mão levemente pelo seu penis, sentiu-o vibrar de desejo. Massajou-o, primeiro devagar e aos poucos ía aumentando o ritmo, enquanto a sua língua se enrolava na dele, sugando-a e lambendo-a para depois lhe lamber os lábios com doçura e paixão.
Delicadamente foi-se baixando, passando com a língua pelo seu dorso, barriga ,umbigo … penis.
Ouvi-o gemer e ajoelhou-se perante ele.
Ele via-a de joelhos, com a boca mesmo em frente ao seu pénis, e aquela imagem dava-lhe a impressão que ela ali estava, escrava, submissa, ajoelhada para lhe satisfazer os seus desejos.
Tremeu ao sentir a língua dela passar pela cabeça do penis, para logo de seguida sentir-lhe os lábios molhados a beijá-la e acariciá-la. Sua boca era quente, gostosa, provocadora e adorou quando ela meteu o pénis todo dentro dela.
A tesão aumentava vertiginosamente, não só por tudo o que ela lhe estava a fazer, mas por se lembrar que há uns bons anos atrás ela fugia sempre de lhe fazer um broche. Agora ali estava ela, de livre e espontânea vontade, agarrada ao seu pénis, numa dedicação e concentração que o deixava louco.
Mais uma vez ele a olhava de cima e via-a acariciar-lhe o pénis, levantando-o levemente para logo de seguida sentir a boca dela a sugar-lhe os testículos. Suas pernas tremeram ao vê-la sentar-se mesmo por baixo dele e sentiu a sua lingua lamber-lhe o períneo com sofreguidão. Mais uma vez ela se ajoelhou e docemente massajou a entrada do ânus com um dedo enquanto a sua boca lhe comia o pénis, mais, mais e mais ...
- Você mudou muito! Nunca havia feito isso... – falava arfando enquanto gemia cada vez mais alto.
- Goza gostoso! Quero ficar te olhando enquanto você goza!
Ele agora não respondia mais pelos seus atos, deixando-se envolver somente pelo imenso tesão que estava sentindo. Gozou violentamente, enquanto ela se deliciava ao sentir seu corpo vibrando em suas mãos e seu pau latejando em sua boca.
Momento de pura luxúria, puro prazer, pura adrenalina. Assim que ele gozou em sua boca a puxou para si com força e retribuiu o delicioso boquete dizendo:
- Sua vez agora! Quero sentir o seu gozo em minha boca, o pulsar da sua vida em minhas mãos...
Sua língua era tão deliciosa quanto ela lembrava, quente, macia que ele movimentava devagar alternando movimentos, chupando e mordiscando seu clitóris para depois lamber despudoradamente toda a sua boceta e finalmente entrar nela enquanto sussurava:
- Boceta deliciosa, apertadinha como lembrava! Vem se entrega! Me dá mais de você!
Ela intensisicava cda vez mais os movientos da pélvis indo de encontro aquela língua deliciosa, falando:
- Me come! Me fode! Deixa que eu sinta seus dedos dentro de mim.
Ele dando um sorriso safado responde:
- Não! Ainda não! Primeiro goze em minha boca e depois...
Não terminou a frase pois ela estava gozando selvagemente, ele sugava o seu gozo e dizia?
- Delícioso o seu gosto! Gosto de saudade!
Seu pau já estava completamente duro novamente, ele a conduziu até a parede, a encostou, levantou suas pernas e de uma vez só sem dizer nada entrou fundo, ela o enlaçava com as pernas e segurava em seus ombros com força enquanto ouvia enebriada sua voz.
- Você ainda gosta de ser comida de pé, não é sacana?
Sua resposta foi fincar as unhas em seus ombros e dizer:
- Adoro! E gosto também de provocar alguma dor!
Ele gemeu ao sentir as suas unhas e os dois gozaram violentamente. Após o orgasmo, ela deixou-se deslizar lentamente pelo seu corpo, ele a segurava agora com delicadeza e com delicadeza a conduziu de volta para a cama. Ficaram deitados lado a lado trocando carícias suaves, perdidos em pensamentos e lembranças antigas.
Ela sorrindo falou:
- Bonito o que você me disse!
- O que eu te disse? Falei tantas coisas.
- Que eu tenho um gosto delicioso, gosto de saudade! Achei lindo.
Agora ele a olhava com imensa ternura e durante um tempo ficou calado somente acariciando devagar o seu rosto e a beijando suavemente, até que.
- Você sempre me acompanhou esses anos todos mesmo sem saber, você sempre foi a saudade que gosto de ter!
Foi a vez dela ficar queita pensando, ou melhor não pensando somente, se permitindo sentir.
- Você também meu querido, sempre esteve presente em meus mais caros e preciosos pensamento. Quantas vezes nesses anos todos me peguei pensando em te contar alguma coisa, em ouvir a sua voz, em sentir o seu corpo, em dividir com você vitórias e derrotas. Não sei que nome dar a esse sentimento, pode ser mesmo saudade!
- Eu chamo a isso de amor.
- Deve ser mesmo, só que agora vivemos outro tempo, construimos outra vida separados e esse amor está fadado a ficar para sempre com uma deliciosa e maravilhosa saudade!
- Ou não. Cabe somente a nós decidirmos o que iremos fazer com esse sentimento. Se vamos encarrar (risos) ou continuar vivendo a saudade!
- Não estou preparada para responde agora e você?
- Sinceramente também não. Proponho o seguinte, vamos pensar e daqui a um mês nos encontramos no mesmo bar, no mesmo horário e então decidimos ok?
- Feito. Mas agora, quero muito tomar um banho com você e depois um maravilhoso café. Topa?
- O que você quiser, estou aqui para te amar e te servir.
- Você não muda. Sempre galanteador! Aposto que diz isso para todas (gargalhada) mas não me importo.
Ele a olhou muito sério e respondeu:
- Não é verdade! Digo isso as mulheres que são importantes em minha vida como você!
Tomaram um gostoso banho, acaricando-se ternamente, sairam, beijaram-se com intensidade. Sabiam que iriam ter de tomar uma decisão séria dali há um mês, mas naquela hora isso não importava, importava apenas terem por um breve tempo matado a saudade que os manteve juntos emocionalmente, embora separados fisicamente durante tantos anos e depois seria depois...

17 Comentários:

Cyrano disse...

Cláudia, ma chérie:

Saborosíssima essa sua produção em parceria com a Rochinha e como é um produto binacional arrisco uma anologia vinícola que estou certo as agradará: este conto é maturado em carvalho e reserva segredos deletáveis, principalmente, àqueles que já sabem e reconhecen o que a vida tem de nelhor: amar e ser amado. Ter saudades de algo que nunca acabou e que tendo outras chances, é reanimado com impeto ainda maior e melhor. Sem culpas nem amarras com convenções.
Um reencontro como esse que vocês descrevem, sem medo e coeso em cumplicidade de corpos, almas e desejo ardente e saciado, me lembraram os versos de uma antiga chanson - C´est si bon -que diz: "Si nous nous aimons, cherche pas la raison. C´est parce que c´est si bon" (trad. Se nos amamos, não busque a razão. Simplesmente é porque é tão bom).
Bem sei que não há nada inédito no que aponto em relação a sua maestria como contista, aliás só reitera o que seus seguidores fiéis sempre o apontam, no entanto, saiba que descobri-la cada vez mais e melhor - começarei por conhecer os demais contos, já li cinco deles - será meu propósito daqui em diante.
Enchanté de vous faire connaissance,
Cyrano

Delicada disse...

Escrever é um dom mesmo!!!! Claudinha e Rochinha amei o conto, a mistura do português do Brasil e de Portugal ficou maravilhosa, demonstra a riqueza desse idioma compartilhado entre nós e eles.
Conto que li com pura emoção e sentimento, quem nunca viveu um grande amor? Quem nunca sentiu saudades? Lindo demais “gosto de saudade” essa palavra SAUDADE define a meu ver a essência do conto.
Muito gostoso ir lendo e de repente mudar a forma da escrita, não só o idioma, mas a maneira de escrever. Como você disse na bela introdução é um conto desafiador lingüística e estilisticamente.

Beijocas para as duas e parabéns duplo!
P.S. Amei o comentário do Cyrano tb.

Marco disse...

Mulheres sensíveis, inteligentes e delicadas são deliciosas em qualquer sentido que se queira dar ao significado da palavra. Vejo esse conto como o encontro e começo de uma amizade entre duas mulheres, a Cláudia que todos nós leitores conhecemos bem o estilo, a sensibilidade e a inteligência. Sem falar na sensualidade que consegue transmitir através de sua bela escrita e a Rochinha que também nos tem proporcionado contos gostosos, românticos e delicados. Os estilos de escrita embora diferentes nesse conto se completam e o resultado é uma história romântica e sacana ao mesmo tempo.
A Cláudia mais provocadora e a Rochinha mais romântica, sem falar no quanto é gostoso observar as variedades linguísticas a que somos expostos. Parcerias que dão certo são assim, começam devagar e cuidadosamente e vão crescendo e se tornando mais fortes, sejam parcerias intelectuais sejam as afetivas, tem de haver respeito, cumplicidade, lealdade ao parceiro e entrega sem nada exigir em troca, quem consegue estabelecer vínculos assim é feliz de verdade, quem não consegue é porque não tem os pré requisitos para isso e não merece ter parceiros inteiros ao seu lado em qualquer setor da vida!
Cheiro de saudade e gosto de saudade é bom, melhor é quando podemos matar essa saudade...

Beijão Cláudia e Rochinha.

Sexypistol disse...

Claudinha meu sonho de consumo, tem coisa melhor que o encontro de línguas em todos os sentidos leteral ou não? kkk
Ainda bem que gozar é gozar em qualquer idioma, nem precisa saber falar basta gemer kkk Sem brincadeiras quero mesmo é dar os parabéns a você e a Rochinha consto safadamente luso-brasileiro. Caraca o personagem é que é feliz em duas línguas é pouco ou quer mais? kkk

Chamegos pras duas queridonas

Mary disse...

Claudia até o título é instigante, a primeira vista parece que iremos ler somente altas sacanagens (risos) mas assim que li a introdução, belissima por sinal, percebi o que o título queria dizer.
Inegavelmente os encontros mais prazerosos são os que nos complementam, matam saudades, criam novas histórias, dão rumos diferentes a histórias existentes e emocionalmente nos deixam felizes!
Também gostei muito da mudança do idioma tão parecido e ao mesmo tempo tão diferente do nosso do Brasil, faz a leitura ficar mais surpreendente. Estilos diferentes mas em comum existe a qualidade do texto e a sintonia das emoções.
Boa parceria onde cada uma contruibui com a sua maneira de ser e escrever como bem pontuou o Marco em seu comentário, vemos a Cláudia claramente e a Rochinha independente do português utilizado percebemos a mudança de ritmo que cada uma imprime a história.
Duas cabeças que pensam diferente mas que se harmonizam na delicadeza e sensibilidade.
Parabéns as duas e depois conta a decisão que eles (personagens) tomaram? Não sei se contam, a Cláudia normalmente nos deixa no maior suspense (risos).

Abraço

Anônimo disse...

Se é o mesmo homem ou dois nem me importa, com o sou gulosa penso que são dois que falam línguas diferentes mas na hora H agem com a língua que toda mulher entende kkk
Gostei muito do conto, gostei de ler, de me surpreender com as mudanças de ritmo e de fantasiar com um gajo e um nativo kkk

bj
Liberada

Gaúcho disse...

Guria se uma mulher como tu já é o que é! Imagina duas? Duas cabeças inteligentes, seis mãos (as quatro das duas + as duas minhas rsrs) um encontro que pode falar qualquer língua, no cado línguas rsrsrs
Cláudia e Rochinha minha imaginação foi a mil!!!!!!!!!!!!!!

Renato disse...

Cláudia belo encontro de duas cabeças que se completam. Belas imagens, delicadas e sensíveis, bela mistura de idiomas tão iguais e tão diferentes, belo conto, belo desafio intelectual para os leitores que a cada momento da leitura são obrigados a mudar de ritmo e entender as nuances linguisticas.
PARABÉNS!!!!

Abraços sinceros para as duas!

das Graças disse...

Cláudia mulher porreta como se diz por aqui rsrs Eita conto gostoso de ler e de sentir as línguas em qualquer sentido rsrs
Gajo gostoso, nativo gostoso, encontro delicioso, seu com a Rochinha e dos personagens e nosso por tabela com eles!

bjus

Danilo disse...

Cláudia por falta de tempo não tenho comentado os seus contos, leio sempre pode ter certeza. Fui surpreendido prazerosamente por esse conto em especial por alguns motivos: Desafio de ler e me obrigar a entender as diferenças na linguagem, pensar sobre a forma de escrita de cada uma, sua e da Rochinha e ver as semelhanças e diferenças entre as duas, e por ter me feito reviver amores do passado.... Saudades de outros tempos e de outras pessoas é um sentimento que as vezes dói, porém, melhor sentir saudades de alguém do que passar a vida sem ter amado!
Vou tentar ter tempo para escrever mais comentários em outros contos seus que gostei muito ok?

Abraços

Fê disse...

Cláudia e Rochinha acehi lindo o conto feito em parceria, aliás, parcerias que dão certo são tudo de bom na vida, seja nas amizades, seja no trabalho, seja emocionalmente. Quando encontramos uma pessoa que tem o que acrescentar nas nossas vidas é maravilhoso.
Amei ficar lendo em duas línguas ao mesmo tempo, foi gostoso demais até tive de recorrer ao dicionário pq muitos termos em português de Portugal desconhecia, seu blog Cláudia além de provocativo tb é cultura.

bjuuus

Gatissima disse...

Amei o conto, perfeito entrosamento das escritoras e dos personagens. Outro detalhe é que o ponto de vista do narrador muda o tempo todo, fazendo o conto muito dinâmico, e assim ficamos sabendo como os dois personagens se sentem. Parabéns e repitam a dose!

Anônimo disse...

Tenho andado muito ocupada e cansada com o trabalho (ossos do ofício!) de maneira que quando chega à noite não tenho coragem nenhuma de vir até aqui. Mas hoje decidi tirar um pouco do meu tempo dedicar-me a “transgressões femininas”.
Estou muito feliz por perceber que estão a gostar do nosso conto., mas, vou ser franca … JÁ ESTAVA À ESPERA!!!
Não porque eu esteja convencida que sou uma grande escritora, mas porque na realidade eu e a Cláudia escrevemos esta história com tanto prazer e entusiasmo, que só poderia sair algo assim tão do vosso agrado.
Mas olhem que não é fácil, ouviram?
Isto de duas pessoas diferentes, com personalidades desiguais, de países distintos e cuja única coisa que as liga na realidade é a lingua, se meterem a escrever uma história … é um feito!
No entanto sinto que o resultado final vai ao encontro da linha seguida aqui neste blogue. Eu e a Cláudia, depois de limadas algumas arestas, conseguimos entrar na mesma “linha de pensamento” e encarámos o boi de frente.
Obrigada pelos vosso comentários, sempre tão agradáveis e bons de ler e sentir.
Obrigada mais uma vez à Cláudia por esta partilha.
Beijos a todos.

Rochinha.

Guilherme Victor disse...

@ Danilo falou o que gostaria de ter dito! Saudades de amores e poder rever esses amores é muito bom de verdade. Gosto de saudade....

Beijo Cláudia

Mariana disse...

Quando eu penso que vc não é capaz de nos surpreender mais com o que escreve e com esse blog delicioso, dou de cara com esse conto maravilhosamente conduzido a quatro mãos.
Deve ter sido um p* desafio né? Bem que vc sempre diz que adora desafios, uma vez tentei escrever um conto bobo com uma amiga e não saiu nadica de nada rs
Tb não sou escritora que nem vc e nem a minha amiga era, tem que ter talento e vc tem e acho que sabe que tem e a Rochinha idem, gosto dos contos dela.
Curti do começo ao fim esse encontro de duas línguas a daqui e a de lá, imprimiu um ritmo diferente na leitura e foi desafiante ler e ao mesmo tempo sentir o que as duas diziam. Parceria gostosa a que vcs fizeram se foi gostoso ler imagino o qu tenha sido escrever.....

Beijocas

Anônimo disse...

Não sei se fico aqui ou se vou para Portugal voando kkk Duas mulheres assim ao mesmo tempo é um encontro inesquecível...................................Falando qualquer língua, até Russo que não entendo nada!!!!!

Anônimo disse...

Parecerias que dão certo sõ deliciosas, em qualquer língua para qualquer tipo de relacionamento. Gerando até esse conto delicioso de ler e lembrar de pessoas que perdemos pelo caminho. Saudade é gostoso de sentir e melhor ainda quando se pode matar essa saudade...........
Parabéns as duas!!!!!!!!!

bjus

Nelly

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