terça-feira, 24 de novembro de 2009

“...Dentre todos os amores e amigos de você me lembro mais, de você não esqueço jamais...”

As nossas vidas são pautadas por escolhas, escolhemos empregos, profissões, onde vamos morar, que tipo de roupas vamos vestir e tantas outras que fazemos racionalmente de acordo com as nossas necessidades ou conveniências.

E os amigos e amores? Fazemos escolhas racionais? Ou nos guiamos somente pelas nossas emoções? Algumas pessoas conseguem fazer essas escolhas racionalmente, eu me guio pelos sentimentos e deixo que eles ditem os meus caminhos afetivos. Porque há muito tempo aprendi que sentimentos não são lógicos, sentimentos não são racionais, sentimentos simplesmente existem e mesmo quando tentamos racionalmente ignorá-los não adianta nada, eles vivem independente das nossas vontades e se alimentam da etérea matéria que constituem os sonhos!

Cabe a nós dar-nos o direito de sentir e viver intensamente as emoções e surpresas que podem vir. Cada amor ou amigo nos é dado de presente, cada amor ou amigo nos acrescenta algo de bom, cada amor ou amigo nos ensina algo novo e o melhor é que isso não ocorre unilateralmente, também estamos nos dando de presente, também acrescentamos algo de bom às vidas deles, também ensinamos algo novo para aqueles que nos são caros.

Racionalmente não sabemos por que gostamos tanto de uma pessoa e porque ela é tão importante para nós, somente sentimos e nesse caso "sentir é compreender, pensar é errar" (Fernando Pessoa).

Assim se pauta o meu relacionamento com ele, uma deliciosa mistura de amizade, cumplicidade, respeito, admiração, afeição e sexo sem que racionalmente consigamos definir os limites que separam a nossa imensa amizade do nosso intenso envolvimento sexual, mas definir não é necessário, necessário é somente sentir essa troca deliciosa de carinho, de entrega quando estamos juntos, necessário é podermos saber que fazemos parte da vida um do outro, necessário é dizer sem palavras "estou aqui ao seu lado e isso me dá prazer".

Nossas atribuladas vidas muitas vezes nos afastam por períodos maiores do que gostaríamos, mas faz parte do relacionamento de amantes essa circunstância e saber conviver com esse lado desse tipo de relacionamento é fundamental para que ele sobreviva. Relacionamentos amorosos são frágeis e delicados, qualquer relacionamento mesmo o de amizade porque estão baseados em sentimentos, em sensações e emoções. Mais frágeis ainda são os relacionamentos de amantes uma vez que amantes se vem quando dá, amantes tem uma "vida secreta" e uma oficial e muitas vezes a "vida oficial" não permite que os encontros ocorram e por isso muitas vezes a palavra dita ou não dita pesa tanto, o gesto não feito pesa tanto porque as explicações demoram. Os relacionamentos oficiais são diferentes por terem muitos aspectos envolvidos, sonhos em comum que foram vividos, sonhos e projetos futuros que podem ou não se realizar, vivem e se alimentam do mundo do ontem e do amanhã e assim constroem o presente sabendo que tem tempo para resolver os muitos aspectos da vida em comum, os amantes têm o presente, criado através de um passado que solidificou os sentimentos, mas sabem que o futuro é agora! Amanhã é um tempo que pode demorar semanas ou meses e ai o cuidado com essa fragilidade tem de ser redobrado, se não o amanhã não chegará nunca!

Se por um lado isso estimula pela sensação de urgência por outro lado isso é perigoso porque pode criar situações muitas vezes delicadas demais que precisam de um tempo maior de contato para serem resolvidas. Mas vai ver que é disso que esse tipo de relacionamento se alimenta, da sensação de urgência e de perigo. Arriscaria dizer que amantes são na essência pessoas que gostam do perigo, que gostam de correr riscos, que gostam da parte incerta da vida, que gostam de viver ao sabor das surpresas que a vida reserva a todos nós.

Depois de um longo período de desencontros onde só conseguimos dar uns deliciosos e interrompidos amassos por estarmos em locais públicos (risos), finalmente conseguimos nos encontrar tendo claro, que driblar alguns obstáculos inesperados mas isso tiramos de letra há muitos anos, somos especialistas em criar oportunidades e achar brechas nas nossas vidas "oficiais" (risos).

Chegamos ao motel e assim que entramos no quarto começamos a nos beijar com volúpia enquanto tirávamos as nossas roupas e sempre me surpreendo como somos capazes de falar algum assunto sério e nos beijar ao mesmo tempo fazendo com que o assunto seja interrompido para dar espaço ao tesão que naquela hora nos une, sabemos que a conversa interrompida pode ser continuada depois de saciado o nosso imenso desejo! Mas olhando para trás vejo que isso sempre foi assim entre nós, e ai está à grande mistura de nossa amizade com o nosso relacionamento amoroso, não consigo ver as fronteiras que separam esses dois lados.

Ele segurava com força as minhas costas, minha cintura e eu acariciava seu peito deixando minhas mãos descerem pela sua barriga até segurar com força o seu pau delicioso, sentia o seu cheiro, a textura de sua pele, seus pelos enquanto ele tirava a minha calcinha e punha seus dedos em meu sexo completamente molhado, sentia seus dedos massageando meu clitóris e isso me deixa absurdamente excitada.

Andamos em direção a cama, ficamos um breve tempo ajoelhados um de frente para o outro nos acariciando e trocando beijos, até que ele me deitou com certa violência e enquanto acariciava meus mamilos sentia sua boca em meu sexo, sensação deliciosa, ser acariciada ali pela sua língua quente e macia que descreve movimentos rápidos e lentos, que alterna chupadas deliciosas segurando entre os lábios meu clitóris, eu gemia cada vez mais alto, segurava com força seus cabelos, minhas pernas estavam mais abertas e agora ele além de me chupar introduzia a língua e os dedos em minha vagina, eu arqueava o corpo e fazendo movimentos de vai e vem provocando uma penetração, sentia os seus dois dedos cada vez mais fundo enquanto ele me chupava com uma intensidade maior e claro que o resultado foi:

- Vou gozar! Quantas vezes você quer que eu goze?

Isso porque estava gozando pela segunda vez desde o momento que ele começou a me chupar, claro que ele não respondeu, estava com a boca muito ocupada (risos).

Agora ele estava deitado e eu beijava seu peito, sua barriga até chegar ao seu pau, chupava de leve e acariciava, lambia enquanto ele segurava com força minha cabeça, senti seu dedo novamente em minha vagina, estava delicioso aquilo, mas tanto eu quanto ele queríamos bem mais! Ele me faz sentar em seu pau, enquanto segurava com roça minha cintura e minhas costas na altura das costelas, ele sabe o quanto isso me excita.

Olhava para seu rosto cheio de tesão e sentia o mesmo que ele, pedi:

- Pega o vibrador?

- Não ainda não! Sente somente o meu pau dentro de você, curta esse pau que é seu. Vai gostosa! Sinta somente por enquanto.

Enquanto falava movimentava de leve o quadril o que só aumentava a minha vontade de senti-lo com força, cada movimento fazia com que ele entrasse mais fundo. Eu gemia de prazer, ele molhou os dedos em sua saliva e acariciava meu clitóris, até que pegou o vibrador e trocou os dedos por ele, agora a sensação era maravilhosa, sentir o seu delicioso pau dentro de mim e o vibrador em suas mãos experientes, que sabem dosar força, delicadeza e velocidade constituem uma sensação intensa.

- Vou gozar! Desse jeito vou gozar das duas formas ao mesmo tempo!!

- Goza minha putinha! Goza gostosa!

Gozar tendo ao mesmo tempo o clitóris e a vagina sendo estimulados intensamente é uma sensação que poucas vezes senti de forma tão intensa como dessa vez, já havia conseguido esse tipo de orgasmo outras vezes, mas não tão intensamente como acontecia agora.

Logo depois de ter gozado dessa forma tão intensa ele se posicionou sobre mim e me penetrou de uma só vez, minhas penas enlaçavam o seu pescoço, gosto de ser possuída dessa forma faz com que eu o sinta muito fundo e sentir aquele pau delicioso muito dentro de mim é uma sensação maravilhosa! Naquela hora queria mesmo gozar junto com ele, sentir o seu gozo, fundir o nosso tesão, de repente ele pegou o vibrador em deu em minha mão, eu deslizava pelos meus mamilos enquanto sentia nossas respirações cada vez mais rápidas, nossos gemidos cada vez mais altos e o gozo cada vez mais perto que chegou de forma gostosamente intensa.

Ficamos um tempo parados sentindo o ritmo de nossos corações e eu sentindo seu pau ainda dentro de mim, lentamente ele foi saído. Deitamos lado a lado, minha cabeça encostada em seu peito, minha perna sobre a sua pelve, trocamos um beijo suave, sem palavras por serem desnecessárias naquela hora, ele passava a mão em minha cabeça e eu acariciava delicadamente seu peito, sua barriga, seu pau. Estávamos de mãos dadas, segurávamos firmemente a mão um do outro. Agora era só mesmo uma demonstração de carinho e afeto, sem tesão envolvido.

Depois de termos tomado muita água, fazia muito calor mesmo com o ar condicionado ligado, começamos a conversar e voltamos à conversa interrompida pelo nosso tesão, o engraçado é que sempre conseguimos retornar a conversa de onde paramos sem nos perdermos no assunto mesmo depois de termos nos perdido nos braços um do outro (risos).

Ele de leve batia em minha bunda e falou:

- Só um carinho

- Percebi (risos)

Enquanto conversávamos sobre muitas coisas, meus projetos, minhas descobertas recentes, ele também falava sobre sua vida e trocávamos opiniões sobre muitos assuntos que haviam ficado parados durante nossos desencontros.

Eu dizia a ele o quanto sempre admirei a sua objetividade e quanto tenho procurado ao longo desses anos de nosso relacionamento aprender isso com ele, essa qualidade dele eu sempre vi e sempre procurei apreender porque sei ser necessária para a vida como um todo, e muitas vezes eu não consigo ser assim.

Mas novamente nosso tempo estava terminando ele me disse:

- Vamos comer. Estou com fome!

- Vamos eu também estou.

Levantei da cama e ele estava sentado, eu o abracei e dei um beijo, ele segurava as minhas costas, com a cabeça apoiada em seu ombro, beijando o seu pescoço falei:

- Eu te quero muito bem!

- E eu a você!

Era tudo que precisávamos dizer um ao outro, porque sabemos a intensidade desse "querer bem" que nos une, mistura de carinho, companheirismo, cumplicidade, amizade, respeito e tesão.

Saímos para comer alguma coisa rapidamente, tomar um café de olho no relógio como sempre (risos). No caminho eu disse:

- Qualquer dia vamos almoçar juntos? Comer uma bela carne mal passada que eu e você gostamos?

- Qualquer dia vamos sim.

Despedimos-nos com um beijo rápido:

- Obrigada por tudo.

- Obrigado também.

Essa é a síntese dos amantes, se alimentam do hoje e do lado leve da vida que é aproveitar os momentos da forma mais intensa que puderem porque o amanhã pode estar muito longe, mais longe do que gostaríamos mas esse é o lado objetivo da vida, a cada despedida voltamos a nossas vidas "oficiais" e as "secretas" aguardam o nosso retorno!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O que te seduz?

Sedução palavra chave para relacionamentos antigos ou novos, sem sedução eles viram rotina, eles acabam porque relacionamentos são feitos de fantasias que podem ou não se realizar pouco importa, o que importa é serem alimentados por elas.

Dia atribulado muitas coisas para resolver antes de uma viagem para dessa vez, somente descansar afinal, descansar é delicioso porque ninguém é de ferro (risos).

Chego à portaria, converso rapidamente com o porteiro, pego o jornal e ele me entrega um envelope dizendo que logo cedo um rapaz havia deixado lá para mim. Enquanto espero o elevador observo intrigada o envelope sem nada escrito, não estava esperando receber nada via portaria, entro no elevador, cumprimento os vizinhos e aquele envelope queima em minhas mãos, tudo que quero é chegar logo ao meu andar para poder finalmente abri-lo, meu lado curioso fala muito alto (risos).

Finalmente chego ao meu andar, me livro rapidamente do que tenho em minhas mãos e finalmente abro o envelope. Dentro encontro uma passagem aérea para outro país com um sucinto bilhete que reconheço a letra, dizendo somente: - "O convite continua valendo". Por um tempo fico parada com a passagem em minhas mãos e logo começo a sorrir pensando em como ele pode ser sedutor quando quer, a resposta a esse convite ele já sabia mas conseguiu me surpreender com a sua atitude.

Ligo para ele e...

- Gostou da surpresa?

- Gostei mas a resposta continua a mesma.

- Eu sei. Somente tive a intenção de mostrar que o convite era sério e também gosto de surpreender você porque sei que te deixa feliz.

- Obrigada. De fato me deixa feliz, e olha, eu não imaginei que o convite fosse uma brincadeira, sei exatamente quando você está brincando e quando está falando sério.

- Almoça comigo hoje? Não tenho muito tempo mas pelo menos poderíamos almoçar juntos.

- Tempo nesse momento é artigo em falta para mim, mas almoço sim.

- Que bom! Agora você me deixou feliz.

Desligo o telefone depois de termos marcado hora e local, olho para o relógio e penso em tudo que ainda tenho para fazer, mas pensando bem o que tenho para fazer pode esperar, porque administrar o tempo é uma de minhas especialidades e sei que quando queremos o tempo é relativo, quase sempre podemos arrumar um intervalo entre um compromisso e outro para podermos encontrar quem achamos que devemos ou queremos e depois dessa surpresa sedutora por parte dele eu achei que no mínimo devia encontrá-lo, costumo retribuir e reconhecer atos de gentileza e sedução, se gosto de ser seduzida gosto de seduzir e principalmente gosto de retribuir delicadeza com outra delicadeza.

Adianto o que posso e vou tomar um banho e me arrumar, tudo rápido porque é o jeito para poder encontrá-lo, às vezes me sinto uma equilibrista de pratos, giro vários ao mesmo tempo e tento não deixar cair nenhum, nem sempre consigo mas eu tento e a escolha mais difícil quando vejo que não vou conseguir é saber qual dos pratos posso deixar cair, escolho aquele que sei poder colar os cacos depois e fazê-lo novamente girar (risos).

Chego ao local marcado e ele está me esperando com uma bebida bem gelada, o dia estava absurdamente quente, minha bebida preferida mas um gesto de delicadeza que eu adoro. Não esquecer o que a outra pessoa gosta, não esquecer o que a deixa feliz e fazer isso considero fundamental, só mostra o quanto prestamos atenção naquela pessoa, o quanto ela é especial para nós. Como diz um ditado antigo: "Educação e gentileza não custam caro e não ocupam espaço" Então porque não fazer?

Trocamos um beijo rápido e ele me diz:

- Obrigado por ter arrumado um tempo para vir. Sei que hoje seu dia está complicado.

- Obrigada também. Seu dia não está muito diferente do meu.

Rapidamente pedimos a comida e enquanto aguardávamos falei:

- Gostei da sua surpresa.

- Eu sei. Nesse ponto te conheço bem.

Sorrindo perguntei:

- Mas você entende que a minha resposta não mudou não é?

- Entendo e respeito, não tive uma segunda intenção só queria mesmo mostrar a você o quanto falava sério e o quanto gostaria de tê-la ao meu lado nessa viagem.

Fiquei um tempo olhando para ele e pensando como um simples gesto de delicadeza pode nos deixar feliz, um gesto que fazemos sabendo que a resposta da outra pessoa não vai mudar, fazemos porque queremos agradar, fazemos somente para deixarmos o outro feliz. Acho isso generoso, mas relacionamentos devem e precisam ser generosos, afinal num relacionamento os dois se dão de presente e presentes são sempre muito bons de receber e de dar independente do valor monetário que possam ter. Aliás, diria que os melhores presentes que recebi e dei até hoje não foram os mais caros em termos monetários, mas foram os mais caros em termos afetivos por serem a entrega de emoções e sentimentos e isso para mim não tem preço.

- A passagem é válida por um ano, quem sabe não seja agora mas depois...

Sorri novamente e segurei a sua mão por cima da mesa.

- Eu sei. Em um ano tudo pode mesmo acontecer, tudo muda a cada minuto não é?

Ele olhou ternamente para mim e disse:

- É verdade, quando penso em nós vejo isso claramente e ainda bem que mudou, porque imaginei que tivesse perdido a chance de reconquistá-la.

- Eu lembro. Mas no fundo sabia que era só uma questão de podermos nos entender, de ajustarmos o nosso relacionamento dentro de nossas expectativas e realidades de vida. Você mudou e eu também, e agora penso estarmos prontos para uma nova fase, mais realista, menos idealizada e com isso tudo fica mais fácil.

- Idealizar. Você tocou num ponto chave, eu idealizava mesmo um relacionamento sem perceber que o meu ideal era diferente do seu. Pensando bem, mentira minha (risos) eu percebia só não queria aceitar e ai você me mostrou claramente que era possível continuar se achássemos que valia a pena mas agora dentro de um novo contexto. Foi duro na hora mas depois entendi e agradeço a sua sinceridade.

- Sinceridade. Agora foi você que tocou num ponto chave, sem sinceridade não existe nada, temos de ser sinceros primeiro conosco e sabermos o que queremos de verdade e só ai podemos ser igualmente sinceros com a outra pessoa. Eu também levei um bom tempo pensando no que queria de verdade com relação a você e só quando tive certeza me senti pronta para conversar calmamente, sempre confiei na sua inteligência e sensibilidade e sabia que na hora certa você entenderia.

- Que bom minha querida que voltamos a nos entender, você nem imagina a falta que senti de você, do seu carinho, da sua atenção, da sua delicadeza e até das nossas brigas (risos) que não foram poucas.

- Não foram, mas agora sei que foram necessárias porque através delas passamos a nos entender melhor, a nos respeitar mais, a conhecermos os nossos limites e estabelecermos assim os limites que envolvem a nossa história.

Ficamos um bom tempo em silêncio apenas aproveitando a companhia um do outro e a deliciosa comida, comer em boa companhia é um dos prazeres da vida, mesmo que naquela hora o comer fosse só os pratos que havíamos escolhido (risos).

Pratos! Estava na hora de correr antes que algum dos que estava equilibrando caísse porque nesse dia eu ele não podia deixar nenhum cair (riso). Simultaneamente olhamos para o relógio ele também estava equilibrando os seus pratos e como eu não dava para deixar cair nenhum. Hora de nos despedirmos pelo menos por enquanto, saímos apressados e como almoçamos perto de seu trabalho voltamos a pé, jeito de termos mais alguns minutos juntos antes da despedida.

Despedimo-nos com um beijo mais demorado cheio de promessas e fantasias que poderiam ou não se realizar, mas esse detalhe não importava naquela hora, importava para mim saber que havíamos feito juntos uma escolha e assim ditado os nossos novos caminhos.

- Boa viagem e divirta-se muito, você merece isso.

- Obrigada pela companhia e tente não trabalhar demais, faz mal para o coração, gostou do conselho (risos)

- Gostei. Embora tenha sido uma provocação mostra que você se importa comigo.

- Bom, é uma retribuição, o fato de você ter feito hoje uma surpresa para mim também mostra isso o quanto você se importa comigo.

Sai pensando no que seduz uma pessoa, imagino as mais variadas respostas, sei o eu me seduz e vocês o que alguém pode fazer para seduzi-los?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Naquele dia

Esse conto é colaboração de uma leitora a Edlainy que gentilmente divide conosco uma história real ou fictícia não vem ao caso. O que importa é o caso que ela relata, história que tenho certeza muitos de nós conhecemos e já vivemos. Quem nunca se viu atraído (a) por um amigo (a)? Quantas amizades começam só como amizades e depois passam a ter desdobramentos deliciosos e que valem à pena serem vividos simplesmente porque se descobre o quanto aquela pessoa pode nos acrescentar e o quanto podemos acrescentar a vida dela! História com clima de urgência e tesão.Espero que gostem!

Naquele dia, depois de uma discussão com o marido na hora do almoço e um quase acidente de trânsito no percurso para o trabalho, parecia que todo o resto da tarde seria estressante. Mas, o grand finale estava por vim. Uma simples conversa virtual foi o inicio daquele que seria um dos momentos mais esperado por ela nos últimos anos.

O interesse por aquele amigo já vinha de certo tempo, mas, as circunstancias nunca lhe eram favoráveis. O fato de ser casada, a afastava desse momento, e, algo que ela julgava que não seria mais possível de acontecer, aconteceu.

Eles conversavam muito através de e-mails e raramente se encontravam pessoalmente tentando quem sabe evitar o inevitável quando existe um clima velado de tensão sexual entre amigos o resultado era para os dois previsível e ao mesmo tempo perigoso, mas o que aumentava o tesão era exatamente isso ser perigoso!
A conversa que levou ao acontecimento começou com um poema desses que nos fazem fazer piadinhas quando se termina de ler, ele lançou um comentário e ela respondeu. O rumo da conversa foi ficando mais erótico, e a cada nova investida, a vontade dela aumentava.
Ela tentou resistir, pois ele já a havia feito entender que seria muito arriscado encontrarem-se pois conhecia o marido dela, embora não freqüentasse a casa dos dois muitas vezes haviam se encontrado em festas de amigos comuns e não era segredo a amizade deles. Mas, ele não estava disposto a resistir
por muito tempo se ela quisesse, estava na verdade procurando com a sua atitude aumentar a temperatura para o sonhado encontro. Tudo tinha que ser combinado rapidamente, pois haveria muitas testemunhas até chegar onde ele estava. O local de trabalho não é um dos melhores lugares para um encontro amoroso, mas, é um dos mais excitantes. E ela já sabia como era esse lugar...vários encontros antes já haviam acontecido, mas não passavam de conversas com segundas intenções, todas ocultas. Mas sabia que o desejo existia.

Dado o horário de ir embora, ela foi. As mãos geladas e o coração batendo mais forte. Ele a esperava na porta, sob o olhar atento do vigia. A discrição só existiria até ali. Quando a porta foi trancada, tudo mudou. Ele a puxou para si e a beijou. Um beijo ardente, que os deixou quase sem fôlego. Na sala, além da mesa de trabalho e reunião havia um sofá verde de veludo. Era o objeto perfeito para aquele momento. Ela, ao mesmo tempo que abria a camisa e a calça dele com os dedos nervosos, o empurrou para aquele sofá. Os beijos foram descendo pela sua barriga enquanto as mãos acariciavam suas coxas e virilha. Já podia sentir e ver seu sexo duro e viril, e aquilo a excitou mais ainda. Com vontade, começou a chupá-lo, primeiro com toda a delicadeza e depois com mais intensidade. Era bom sentir o gosto, a textura em sua boca. Chupou, mas não deixou que ele gozasse. Ele então a puxou para si, e com menos delicadeza, mas com total determinação, lhe tirou sua blusa e sua calça. Beijou seus seios, e sua barriga, indo em direção ao seu sexo que a esta altura já estava mais que molhado e a chupou também. Ela não podia ter dimensão do prazer que estava sentindo naquele momento. Era mais que êxtase...Mas ela queria sentir sendo penetrada. Ficou por cima dele e começou a cavalgar. A intensidade e a velocidade dos movimentos foram aumentando, e o que era inevitável, veio. O gozo! Forte, intenso, arrepiante. Olhava nos olhos dele para tentar fazê-lo enxergar o quanto ela estava sendo feliz naquele momento...o quanto ele a estava fazendo sentir prazer. Os movimentos não pararam e ela gozou várias vezes. Ele então a colocou de quatro, e a penetrou mais uma vez, segurando seus quadris com suas mãos fortes e másculas.

Foi ficando forte, rápido e ele gozou. A abraçou por trás e em silêncio começaram a se recompor. Não havia palavras para aquele momento. Apenas inesquecível. Um beijo de despedida antes que a porta fosse aberta. Ele a acompanhou até a saída principal e ali como bons amigos, deram tchau, sob o olhar atento do vigia que não imaginava o
que havia acontecido.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Entrevista

Leiam a minha entrevista concedida a jornalista Juliana para a revista eletrônica Vila Mulher no link abaixo. Ela transformou a entrevista de forma muito competente em uma matéria interessante com uma escolha de foto muito feliz e instigante como o assunto que se presta a muitas interpretações... Beijos a todos

http://vilamulher.terra.com.br/traicao-relato-de-uma-esposa-e-amante-3-1-31-275.html

domingo, 8 de novembro de 2009

Jogos de adultos

Jogar e correr riscos são sempre altamente atrativos e quando os jogos envolvem riscos? Bom ai para mim é quase irresistível. Na verdade penso que começamos a desenvolver esse fascínio na infância, quem não lembra de brincadeiras e jogos que nossos pais não aprovavam por considerarem perigosos? Como por exemplo, pular o muro da casa do vizinho, que tinha um cachorro bravo só pelo prazer de correr o risco, o motivo podia desde roubar manga até ser uma aposta que definiria quem de fato era corajoso ou covarde.

À medida que crescemos, só vamos sofisticando mais os jogos e as regras deles, agora com a diferença que as regras não são mais explícitas e isso dá mais tesão porque somos desafiados a adivinhar, prever os resultados, correr os riscos das escolhas de estratégia que escolhemos usar.

Dentre os jogos de adultos o que mais me fascina é o jogo da sedução adoro ser seduzida e seduzir, mas esse é um jogo perigoso e por isso para mim se torna mais atraente ainda, meu lado obscuro sempre me empurra para jogar (risos).

Há de saber sonhar para ser um bom jogador porque sedução é feita de sonhos, uns se tornam realidade e outros não e isso se constitui em novos desafios, me motiva a procurar novas estratégias para termos o merecido gozo no final.

Claro que cada um tem as suas regras e estratégias nesse encantador jogo, mas penso que se de fato queremos seduzir aquela pessoa vale à pena investir pouco ou muito de nosso tempo, o tempo vai depender de quem é o outro jogador se as regras são mais sofisticadas ou mais simples, mas quem não está disposto a "perder" esse tempo não deve mesmo entrar nesse jogo, porque ele é lento, cheio de desafios e alguns obstáculos que devemos transpor para vencer, vencer não, continuar jogando porque a cada partida terminada começa sempre outra igualmente desafiante! E é exatamente ai que para mim se resume o fascínio desse jogo, ele não termina a cada partida, muito pelo contrário ele continua e se os jogadores forem bons o próximo lance será melhor que o anterior, as rodadas terão um valor cada vez mais alto e claro que o gozo final será proporcional ao desafio ultrapassado!

Esse jogo de sedução eu sei que conheço bem e ele nunca me intimida, na verdade ele me motiva, mas e quando o jogo não é esse? Bem, ai para mim muitas vezes complica e preciso de alguma ajuda ou muita dependendo do que está em jogo.

Pensava em tudo isso quando o encontrei naquele dia e como é prazeroso jogar com ele esse jogo de sedução, aliás pensava em muitas coisas naquele dia e tentava me concentrar em um pensamento único, porque naquele momento tinha um problema de ordem prática sobre a minha vida que necessitava de uma solução imediata. Nosso tempo anda meio escasso, os inúmeros compromissos não nos dão as férias que merecemos para desfrutar longamente da companhia um do outro.

E nesse dia não era diferente nos encontramos, conversamos, demos uns beijos cheios de promessas e trocamos uns amassos deliciosos, porque sabemos que o fato de estarmos juntos compartilhando preocupações, desejos e expectativas nos fazem bem, e todas as vezes que olho para ele lembro do começo de nossa deliciosa história, da pausa no nosso relacionamento por razões de ordem prática da vida, casamento, trabalho e cidades diferentes nos separaram por um bom tempo e do surpreendente e inesperado reencontro quase ao acaso se é que existe acaso, pode ter sido o destino. Seja como for agradeço ao acaso ou ao destino por nossos caminhos terem novamente se encontrado, agora de uma forma diferente estamos mais vividos, mas experientes principalmente eu nos caminhos do amor e suas diversas formas de amar, fui ao longo dos anos aprendendo muito sobre a vida e sobre mim mesma, descobrindo pessoas e me descobrindo com elas e através delas e isso me ajudou a ir aos poucos mudando a minha visão do mundo e dos relacionamentos amorosos. O reencontro com ele além de ter sido uma das melhores surpresas de minha vida nesses últimos tempos, e as mudanças e perdas por que passei podendo sempre contar com o seu apoio, amizade, cumplicidade e companheirismo me fizeram aprender muitas coisas e ele foi e é de fundamental importância nesse aprendizado, me mostrando que a vida estava dando outras cartas e mudando as regras a minha volta e eu teria de aprender novas jogadas, novas estratégias para encontrar meu novo lugar na mesa do jogo da vida e a partir daí me posicionar de forma diferente, dar as cartas quando fosse preciso, embaralhar e distribuir as cartas quando necessário e só então estaria pronta a jogar novamente passado um período em que todo o meu movimento deveria ser de observação do posicionamento dos jogadores.

Ele além de ser um exímio jogador no jogo da vida e dos relacionamentos, é absurdamente generoso comigo e sempre me ensina novas jogadas e principalmente me ensina a ver as regras que outros jogadores estão usando que eu muitas vezes nem percebo e conhecer as regras de qualquer jogo é fundamental para que se possa elaborar uma estratégia porque saindo do terreno amoroso a vitória ou a derrota contam muito e podem ter desdobramentos agradáveis ou não. Certamente o prazer não está em jogo e por isso há sempre um vencedor e um perdedor o prêmio se houver será de um e o ônus do outro, quando muito haverá um empate e às vezes o empate é o melhor resultado que se pode obter.

Agora me sinto mais preparada para enfrentar novos desafios, para jogar ou sair do jogo quando me for mais conveniente, ele me ensinou que devo olhar mais para mim e deixar de lado uma faceta da minha personalidade que é ser muito protetora, precisava aprender agora a me proteger mais do que fazia, estava na hora de aprender que o jogo da vida é prá valer nos negócios e na realidade dura que a vida muitas vezes nos mostra e precisamos continuar jogando, perdendo e ganhando mas jamais desistindo de lutar pelos nossos sonhos, pelos nossos ideais, pelo nosso lugar na mesa, porque se não fizermos isso restará uma sensação de frustração por não havermos tentado, por não termos tido a coragem necessária para jogar, por termos nos deixado intimidar por um jogador que pode muito bem estar só blefando.

Blefe. Outra tática comum aos jogadores e que eu tenho uma certa dificuldade em reconhecer porque na maior parte das vezes, dependendo com quem jogo vou muito de "peito aberto" e não tenho trunfos escondidos nas mangas (risos) e ele tem me ensinado a perceber quando alguém está blefando e normalmente eu digo:

- O que faço?

Ele sorri cinicamente e responde:

- Pague para ver! É um blefe.

O que faz com que hesite e fale:

- Mas e se não for?

Ele ri e diz:

- Pague para ver e depois me diga. Quando você perceber que é isso mesmo eu prometo não dizer aquela frase tipicamente irritante feminina: "Tá vendo? Eu não te falei!"

O que invariavelmente faz com que eu ria e ele também, porque eu como toda mulher que se preza uso essa frase (risos), poucas vezes com ele, não porque não pense mas não falo porque sei que ele com a maior parte dos homens se aborrece, mas pensar eu penso (risos)

Posso dizer que todas às vezes até agora que segui o seu conselho e paguei para ver não me arrependi, e quando conto para ele o resultado a resposta é somente um sorriso que faz com que eu provoque e diga:

- Que foi?

- Nada!

- Tá bom você estava certo.

- Quando você vai aprender a acreditar no que te falo? (risos)

- Pode falar.

É a vez dele me provocar e candidamente pergunta:

- Falar o quê?

- Que você estava certo!

Sorrindo ele diz:

- Se você quer ouvir, tudo bem mas eu não falei foi você que pediu: Tá vendo? Eu não te falei?

E assim para mim vai se construindo um relacionamento amoroso que ultrapassa a fronteira do sexo para ser um relacionamento de aprendizado, de descobertas, de ensinamentos que ele me proporciona de troca de experiências e de visões de mundo diferentes, muitas vezes conflitantes mas essas visões diferentes me ajudam a entender que por mais que a vida embaralhe e muitas vezes distribua as cartas o dono do jogo somos sempre nós e o resultado final vai depender de nossa capacidade de apreender as novas regras e principalmente perceber os trunfos que temos, porque todos nós temos e saber usá-los na hora certa é mesmo o grande segredo para que possamos encerrar uma partida e assim iniciarmos outra, mais outra, mais outra... Indefinidamente enquanto a vida nos deixar jogar e que quando podemos contar como eu com um parceiro em quem confiamos o jogo sempre será bom de ser jogado porque sabemos que se ganharmos dividiremos com ele a vitória é muito bom dividir vitórias e se perdermos choraremos no seu ombro a derrota e ele estará disposto a mostrar onde erramos para podermos aprender e a partir daí descobrimos novas estratégias e sentamos a mesa de jogo novamente, agora mais experientes e querendo novos desafios!

sábado, 24 de outubro de 2009

Encontros que surpreendem

Por mais que possamos supor que conheçamos uma pessoa, ela sempre pode nos surpreender e não importa há quanto tempo a conhecemos, qual o grau de intimidade que temos com ela. Para mim o fascinante da vida são as pessoas por causa do seu grau de imprevisibilidade, o imponderável que dá cor e muda a dinâmica das relações.

Saia de um encontro de negócios bem agitado, muitos coisas para resolver e felizmente um grupo muito alegre e descontraído. De repente a surpresa: No saguão do hotel ele me esperava, estava sentado lendo um livro e ao seu lado em cima de uma mesa, um buquê de flores, tulipas as minhas flores preferidas!

Ele sorriu ao ver-me entrar e disse:

- Surpresa!

Sorri de volta para ele e pensei que sempre me fascinou nele esse jeito às vezes infantil, sorriso franco e lindo, cada vez que sorri faz uma covinha na bochecha que eu sempre achei um charme.

Trocamos um beijo e eu perguntei:

- Aconteceu alguma coisa? Você não avisou que vinha.

- Aconteceu. Demorei a chegar aqui porque como não sabia onde encontrar tulipas tive de andar muito e perguntar bastante, se não teria chegado logo pela manhã e te entregaria as flores no café da manhã.

- Bobo! Eu perguntei se aconteceu algum problema e por isso você veio.

- Além de você ter luxado o dedo? Isso para mim já seria motivo suficiente, você pensou que eu não ia querer ver como você estava? Fiquei preocupado, sei que você não reclama de dor e quando fala é porque está doendo mesmo e sei também que você muitas vezes não fala tudo para não me preocupar então queria ver para crer que era só uma luxação sem gravidade.

Pegou a minha mão enfaixada e deu um beijo, me senti uma criança que quando me machucava minha mãe dava um beijo e dizia: Pronto, vai passar.

O beijei ternamente e ele me disse:

- Onde está a sua educação? Não vai me convidar para subir ao seu quarto e descansar um pouco?

- Não sei se devo levá-lo ao meu quarto, não sei as suas intenções...(risos)

- As melhores possíveis sou um homem confiável

Gostei da brincadeira, meu lado criança às vezes fala mais alto e continuei o jogo de palavras:

- Primeiro me pague um café e me convença que devo deixá-lo subir em três palavras, se não conseguir não deixo!

Levantamos e fomos até o café do hotel, ele me olhava com um olhar divertido e disse:

- Fazendo jogo duro comigo é? Você vai perder, sou muito bom com as palavras, afinal eu vivo disso esqueceu? (risos)

- Mas quem disse que quero ganhar? Sou muito competitiva mesmo mas dessa vez quero perder, porque o prêmio vai ser muito compensador.

Ao dizer isso passei discretamente a mão em seu pau e segurei firmemente.

- Sacana! Sei bem o que você quer (risos)

Olhei para ele e sorrindo desafiadoramente falei:

- Vamos lá, seu tempo está passando me convença.

Ele ficou pensativo um instante e depois sorrindo disse:

- Muito difícil isso! Vamos lá: Eu te amo! Convenci você?

Fiz uma cara de quem estava pensando muito e : - Meu grau de exigência se rende aos seus argumentos, vamos?

Subimos até o quarto abraçados, ele me contava as novidades que ocorreram durante a minha ausência. Entramos e eu logo providenciei um vaso para por as tulipas que tinham um lindo tom entre o rosa e o vermelho.

Estávamos cansados e muito suados, fomos tomar um banho e ele me disse:

- Hoje eu dou banho em você, assim você relaxa e não precisa se preocupar com a sua mão.

Claro que adorei isso (risos), delicadamente ele começou a me despir e beijava o meu corpo suavemente provocando arrepios de tesão, eu gosto muito de ter o corpo beijado devagar, a cada beijo seu eu correspondia com um sussurro de prazer!

Logo ele e eu estávamos nus e delicadamente ele ensaboava meu corpo massageando de leve, meu pescoço, minhas pernas, minhas coxas na parte interna que ele sabe me provocam o maior tesão, propositadamente não tocava em meu sexo, percebia que estava me provocando e com a minha mão sem a faixa eu tocava levemente seu pênis e acariciava devagar retribuído o toque suave de sua massagem, ele estava visivelmente excitado mas uma coisa que faz muito bem é controlar o tesão.

Disse:

- Vire de costas e abra as pernas!

- Uau! Adorei essa ordem (risos) O que você vai fazer?

- Espere para ver, você às vezes é muito apressada, calma. Garanto que vai gostar!

Começou então a beijar lentamente minhas costas, indo da nuca até o cóccix, beijava e lambia suavemente, percebi que agora ele estava abaixado e senti sua boca mordiscando de leve minhas nádegas, aquilo estava uma delícia, meu corpo estremecia de prazer e ele continuava agora fazendo a mesma coisa em minha cintura, fechei os olhos e me deixei levar pela sensação de delicadeza e tesão que ele estava me proporcionado. Engraçado isso ele é sempre suave, delicado e calmo eu gosto, mas também adoro um sexo mais violento e selvagem sei que isso não ocorre com ele e aprendi a não esperar isso dele e assim posso curtir esse tipo de sexo com mais prazer ao seu lado, quanto ao meu outro lado mais selvagem... Bem essa é uma outra história que não realizo com ele... (risos)

De repente senti sua mão entre as minhas coxas, acariciando de leve, sentia sua língua passeado entre as minhas coxas, enquanto sua mão tocava minha virilha para depois sentir os seus dedos em meu sexo, movimentos suaves como ele gosta, massagem delicada e estimulante, sentia que não ia aguentar por muito tempo segurar o gozo.

- Puta sacanagem o que você está fazendo comigo!

- É mesmo? Quer que eu pare? É só pedir que eu paro.

- Não!!!!!! Continue.

Ele começou a acariciar meu clitóris duro de tesão, segurava entre os dedos enquanto beijava minhas nádegas, a sensação da água morna escorrendo pelo meu corpo e a seus dedos em meu sexo se confundiam numa mistura suave e aconchegante de tesão e relaxamento.

- Mais rápido!

Ele começou então a movimentar seu dedo mais rápido indo do meu clitóris até a entrada de minha vagina, só até e entrada e voltava ao clitóris. Nossa! Aquilo estava uma delícia! Agora eu movimentava o meu corpo forçando que seus dedos entrassem de vez! Ele então usou os dois dedos, rapidamente entrava e sai até que gozei loucamente. Depois de respirar fundo falei:

- Deixa eu retribuir?

- Não agora não, agora eu vou dar o banho de verdade que te prometi (risos)

De fato ele me ensaboou e me deu um belo banho.

- Pena que não possa fazer o mesmo com você, minha mão enfaixada não deixa.

Ele sorriu e passou a toalha pelo meu corpo dizendo:

- Pode deixar que quando sua mão estiver boa eu cobro. Agora termine de se secar e espere por mim na cama ok?

Enxugando os cabelos fui para o quarto e pedi uma garrafa de vinho, ele adora vinho e uma bela tábua de queijos, afinal eu tinha de retribuir o prazer e a surpresa que ele estava me proporcionado.

Saiu do banho vestindo o roupão, sentamos na cama e começamos a comer os queijos e beber o vinho, ele atentamente olhou a garrafa e falou:

- Bela escolha! Você me surpreende, sei que não gosta muito de vinho e na verdade pensei que quem entendesse de vinho de nós dois fosse eu.

Ele é conhecedor de vinhos, e está sempre lendo e se atualizando sobre o assunto, gosto disso nele sabe comparar tipos de vinhos e escolher a harmonização perfeita para a comida, sabe fazer molhos deliciosos para vários tipos de saladas, lado sofisticado e para mim com um certo charme francês que acho lindo!

- Ah! Você só está esquecendo que eu adoro aprender o que não sei, então aos poucos comecei a me interessar por conhecer vinhos, embora não os aprecie como você.

Depois de saciada a nossa fome de comida era a minha vez de retribuir:

- Deite na cama que eu quero te fazer uma surpresa!

Abri seu roupão, comecei a beijar seu peito, fui lambendo e beijando sua barriga devagar até chegar ao seu pau, dava umas chupadinhas de leve na cabeça, até que o coloquei inteiro na boca, comecei a chupar lentamente, sugando firme e aos poucos aumentava a velocidade e intensidade das chupadas, minha mão acariciava seus testículos e ele se contorcia de prazer!

Estiquei a mão para a mesinha de cabeceira e falei:

- Olha o que ganhamos de brinde no congresso!

- Uma camisinha?

- É. Só que é comestível! Vamos experimentar? Não posso por em você com uma mão só, então...

Ele rapidamente tirou-a da embalagem e colocou.

- Pronto!

Comecei novamente a chupá-lo agora com a camisinha comestível que tinha gosto de conhaque, nunca havia experimentado uma camisinha comestível estava achando bem gostoso.

Lambia e chupava seu pau até que comecei a sentir que a camisinha começava a se dissolver, perguntei a ele:

- Tá bom?

- Delícia! Vou gozar!

Resolvi surpreende-lo parei de chupar e simplesmente segurei seu pau entre meus lábios por um certo tempo sem fazer movimento algum,somente deixando que ele sentisse o calor de minha boca, depois segurei seu pau com força e comecei a masturbá-lo, ele gozou em minha mão, senti sua porra quente escorrendo entre meus dedos, olhava sua expressão de prazer e resolvi continuar a surpreendê-lo, sem dizer nada passei meus dedos melados pelo seu esperma em seu rosto, o fiz lamber os meus dedos.

Deitei ao seu lado e sacanamente perguntei:

- Foi bom para você?

Ele me olhava atônito e respondeu:

- Foi surpreendente.

- E ai gostou do gosto da sua porra?

- Nunca havia experimentado. Mas sabe de uma coisa até que gostei, foi estranho mais gostei.

- Viu só? Nada como a primeira vez. Tem gosto de novidade e isso é muito bom.

Sorrimos um para o outro e agora relaxados dormimos abraçados por um tempo, estávamos de lado e eu encaixada em seu corpo, dormi até que senti seu pau entre as minhas pernas, sorri, me virei e disse:

- Agora vamos os dois juntos é?

- Vamos!

Logo estava sentada sobre seu pau, suas mãos acariciavam minhas costas provocando arrepios de prazer, eu segurava seu peito e ele começou a mordiscar meus mamilos duros de tanto tesão, sentia seu pau entrando lentamente em minha boceta completamente molhada, logo começamos um movimento mais rápido até que o gozo veio ao mesmo tempo para os dois e com a mesma imensa intensidade!

Ficamos um tempo parados e eu sentia o pulsar de seu pau dentro de mim, devagar ele foi saindo, deitei com a cabeça apoiada em seu peito e olhando para ele falei:

- Tenho que te confessar uma coisa.

- O que?

- Eu te amo muito!!!

- Eu sei!

- Sabe?

- Sei. Afinal eu sou um homem muito especial!

- E nada modesto! (risos)

- Deixe eu explicar: Só um homem especial merece uma mulher como você, então por isso sou especial!

Olhei para ele encantada com a sua delicadeza:

- Você muitas vezes me confunde, é um quebra cabeças de muitas peças e eu às vezes não sei por onde começar a armar, mas como gosto de desafios eu continuo no jogo.

- Esse é o meu segredo e minha estratégia. Enquanto você não conseguir desvendar o quebra cabeças tenho certeza que ficará comigo.

Beijamos-nos ternamente e depois fomos tomar outro banho, agora saciados. Enquanto tomávamos o banho púnhamos os assuntos em dia, ele me disse que teria de ir embora logo cedo. Saímos para jantar e depois voltamos, dormimos calmamente abraçados, era muito bom poder senti-lo ao meu lado.

Acordamos cedo porque eu tinha os meus compromissos profissionais e ele tinha de voltar, nos despedimos com um longo beijo.

- Boa viagem! Até a minha volta e foi maravilhoso você ter vindo!

- Sabia que você ia gostar, eu conheço muito bem esse seu lado que ama surpresas e sabe? Acho que vou repetir a dose de surpresas, o sexo foi divino (risos)

- Foi mesmo. Nada como uma escapada da rotina para que nos possamos soltar toda a nossa criatividade.

- É pena que não possamos fazer isso sempre. Mas tudo bem, essa valeu por muitas que não fizemos antes. Fique bem, cuide da mão e volte logo.

- Volto na próxima semana.

Agora eu o observava se afastando e pensava no quanto uma pessoa pode nos desafiar e surpreender, e quantas vezes nós julgamos mal alguém e somos julgados também porque simplesmente vemos atitudes isoladas e ao fazermos isso perdemos a dimensão do todo, de tudo de bom que aquela pessoa tem para nos proporcionar e o quanto já nos proporcionou através de pequenos momentos felizes que pudemos ao seu lado compartilhar, esquecemos que isso é a vida; uma soma de momentos felizes que são só momentos, muitas vezes nós nem percebemos o quanto somos felizes por vivermos aqueles breves momentos de alegria porque não conseguimos identificá-los quem sabe por serem breves, quem sabe por serem sutis, quem sabe por serem fugidios como é a felicidade!


 


 


 


 


 


 

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Uma história com uma persona e quatro máscaras


 

Parte II - Grécia

Chegou à Grécia em uma manhã ensolarada. Apesar de conhecer bem Atenas nunca deixava de se encantar com a beleza do mar mediterrâneo, o azul intenso daquele mar e o contraste com o branco das casas no alto das montanhas.

Observando aquele céu límpido não era difícil imaginar porque os gregos sabiam morarem os seus deuses no monte Olimpo. Quem não gostaria de morar em um lugar de cores tão vivas, em cima de uma montanha, cujo topo tocava as nuvens e dali ter a visão dos humildes mortais? Seus eternos joguetes! Devia ser deslumbrante, afinal, os deuses gregos eram muito humanos, cheios de defeitos e de luxúria como nós: Adoravam os prazeres da mesa e da cama, com a vantagem de serem imortais e poderem desfrutar para sempre o néctar dos prazeres...

Deixou as malas no hotel e imediatamente partiu para seu compromisso profissional; ia encontrar um famoso antiquário que lhe prometera máscaras autênticas do século IV. Ele um fornecedor de antiguidades muito conhecido por sua honestidade, coisa rara nesse ramo de atividades, porém, ela já havia negociado com ele em outras ocasiões e sabia que podia acreditar. O único "porém" era o preço que ele costumava cobrar, mas ela também sabia que o que ele mais gostava era barganhar. Fazia parte do negócio e no final era muito divertido.

Depois de muita barganha consegui um preço justo, aquele que o museu estava disposto a pagar; saiu feliz por ter conseguido realizar mais um excelente negócio. Estava um dia muito quente e resolveu tirar a tarde de folga só para apreciar a cidade. Visitou alguns museus, comeu muitas coisas na rua pois adorava experimentar os sabores locais e acreditava que somente a comida servida na rua mostrava. de fato a cultura de um povo sem a interferência dos sabores de outros países.

Voltou ao hotel no final do dia sentindo-se mais cansada que o habitual. Depois de um banho de muito tempo dedicou-se a uma de suas atividades prediletas: Poder mergulhar através da leitura de livros na cultura do país visitado. Ao ler sobre Platão e sua descrição do funcionamento do cérebro, ficou fascinada com o fato dele saber que dentro de nosso cérebro existiam dois lados distintos: Um que ele chamou de Logistikon, responsável pelo nosso raciocínio lógico, e o outro chamado por ele de Nous, responsável pelo nosso lado intuitivo e criativo. Isso num tempo em que não havia desenvolvimento da ciência que comprovasse que, de fato, temos dois hemisférios: O esquerdo que rege nossa lógica e o direito que rege nossa intuição e criatividade. Platão já sabia que um não existe sem o outro, precisamos dos dois lados para estarmos equilibrados. Imersa nessa reflexão deu-se conta que em sua vida faltava exatamente, dar mais voz ao "nous" porque fora habituada a exercitar muito só o "logistikon" necessário mas sem imaginação...

Dormiu muito mal, acordou de madrugada se sentindo muito indisposta e resolveu pedir à recepção do hotel um médico; foi prontamente atendida e logo surgiu a sua frente um deus grego, personificado na figura de um lindo médico!

A comunicação entre eles foi complicada, pois ela não falava grego além de poucas palavras necessárias a suas negociações comerciais. Tentou inglês mas ele não o falava, tentou o francês e nada, até que ele falou em italiano e ela apesar de estar se sentindo muito mal não pode deixar de sorrir e pensou: Novamente um belo homem falando italiano! Acho que trouxe Veneza comigo só falta à máscara.

Depois de medicada e estar se sentindo melhor, o belo médico grego ficou de passar no outro dia para saber como ela estaria se sentindo. Ela foi deitar e sonhou com aquele deus grego numa situação divinamente carnal!

No dia seguinte sentia-se melhor. O médico a convidou para um passeio pela cidade, explicou-lhe que falava italiano porque era meio italiano: sua mãe era de Nápoles e seu pai grego, então ele conhecia bastante as duas culturas e claro falava as duas línguas. Ela teve um dia muito agradável e no final da tarde, depois de conversarem muito ela o convidou para ver algumas máscaras nos bazares; disse que sempre comprava alguma para ela porque as colecionava. Entraram em muitas lojas até que ela conseguiu achar uma meia máscara que representava a deusa Afrodite, deusa do amor. Perguntou a ele se podia presenteá-lo com alguma máscara, ele não entendeu o porquê daquilo mas concordou, então escolheu para ele uma meia máscara que era a representação do deus Apolo, considerado pelos gregos o deus da beleza. Ele agradeceu e comentou que a junção dos significados era perfeita: o Amor e a Beleza ou a beleza do amor...

- Ora, ora – pensou ela – Esse deus grego promete muitas coisas.... Depois voltaram ao hotel e na despedida ele perguntou se ela conhecia a ilha museu de Delos, ao lhe dizer que não, ele a convidou para irem lá no dia seguinte porque achava um desperdício algum vir à Grécia e não conhecer um lugar onde não há habitantes, somente um museu a céu aberto. Nada como o silêncio das ruínas antigas para entrarmos em contato com a atmosfera local, sem a interferência dos sons da vida moderna, do trânsito, de nada a não ser o céu sempre azul e nossa imaginação para nos transportar para outro mundo, para outra época. Imediatamente ela concordou e pediu que ele levasse sua máscara ela levaria a dela, que isso ajudaria a entrar no clima de outras épocas, a entrar no espírito da bela civilização grega. Ele concordou sem saber em que fantasia estava prestes a embarcar...

Saíram cedo no outro dia, embarcaram em uma lancha alugada, levando apenas uma cesta cheia de uvas, vinho, queijo, mel e claro muitas intenções veladas por trás das máscaras que os acompanhava. O céu azul se confundia com o mar mediterrâneo fazendo com que se perdesse a noção de onde começava o céu e onde terminava o mar, cenário perfeito para se perder a noção da realidade, para se permitir usar somente o lado "nous" do cérebro.

Atracaram na ilha e logo começaram a explorar o local. Ele se revelou um excelente guia, sabia tudo de cultura grega; andaram por muito tempo e ela pode fotografar as maravilhas que via, inclusive ele. Procuraram um lugar com sombra para, finalmente, comerem as deliciosas uvas, beberem um excelente vinho resinado grego e poderem sentir-se como deuses, mesmo que só fazendo de conta. Aliás, não era difícil se sentir um deus nessa terra dos deuses!

Ele começou, então, a mostrar-se bem mais insinuantemente, resolveu alimentá-la com as uvas. Servida de boca a boca. Ela gostou do jogo e pediu que pusesse a máscara e imediatamente pôs a dela. Agora sim, eles eram a personificação perfeita daqueles deuses tão sacanamente humanos!

Seus corpos estavam muito próximos, ele a beijou com sofreguidão e logo começou a despi-la, tirava peça por peça devagar e a cada peça de roupa tirada ele a beijava e deixava o vinho escorrer pelo seu corpo. Ela o acariciava com força mostrando o quanto estava excitada, deixava suas mãos explorarem aquele lindo corpo que na sua imaginação tinha sido esculpido no mais nobre mármore; sentia a dureza do mármore ao acariciar seu pau que agora estava em suas mãos, finalmente livre das roupas. Novamente ela se via nua, vestindo apenas sua persona de deusa do amor. Ansiava por descobrir como seria o sexo entre dois deuses! Ele, por sua vez, estava encantado com os seios deliciosos dela, com o contraste da brancura de sua pele tendo ao fundo o intenso azul do mar, isso só o deixava mais excitado. Sabia que teria que se controlar e proporcionar a ela a delícia de um sexo feito não por um mortal, mas por um deus do Olimpo, afinal, aquela era a persona que ela havia escolhido para ele.

Deitada ao lado dele beijando-o, fazendo com que sua língua fosse de seu peito à barriga e provocantemente não chegava ao seu pau. Ele gemia e tentava forçar a sua cabeça em direção ao seu membro, mas ela sorria por trás da máscara e dizia: - Calma! O Amor é paciente, a demora da conquista aumenta o valor da recompensa. Ele sussurrava palavras para ela incompreensíveis, pois naquela hora a única língua dele era o grego, como sempre acontece com quem fala mais de um idioma: Na hora do sexo falamos somente a nossa língua de origem, provavelmente, porque estamos usando somente o nosso lado instintivo, animal e sem racionalizar nada!

Quando ela percebeu que já o havia maltratado bastante, sem esquecer que as divindades gregas tinham um quê de crueldade (risos) ela começou a beijar seu pau voluptosamente. Sua boca molhada o chupava com carinho e intensidade, sua língua passeava da cabeça a base de seu membro, parando apenas para chupar com força enquanto sua mão o masturbava, ele se contorcia de prazer e ela admirava seu belo rosto, ou sua bela máscara. Não importava, ela agora tinha em suas mãos um deus de verdade! Logo pode sentir seu gozo, sentir a boca inundada por aquele gozo, quente, viril e deliciosamente humano, depois de senti-lo gozar em suas mãos e em sua boca era a vez dela se fazer uma deusa para ele...

Ficou imóvel enquanto as mãos dele deslizavam sobre seus ombros e depois sobre seus seios, buscando os mamilos. Ele molhou o dedo em sua boca para aumentar a sensação de prazer e começou a tocar levemente seus mamilos com a ponta da língua. Com o dedo criava uma linha dos seios até as coxas. Quando chegou ao púbis, delineou com os dedos círculos ao seu redor, ela sentia seu corpo se retesar, arqueou-se e seus quadris moveram-se de lado a lado, tentando introduzir aquele dedo errante em seu sexo, agora úmido de tesão. Ele continuava punha e tirava o dedo, alternando com sua língua, provocando-a! Quando finalmente começou a chupar seu sexo, ela gritou forte, agarrando seus cabelos. Aquela divina boca percorreu seu corpo, suas mãos agarravam os seus seios, ele com a língua deslizou do umbigo para o pescoço. Pra em seguida refazer o caminho, colocando os lábios em seu sexo. A penetrou, segurando seu corpo em seus braços, erguendo-a enquanto se mexia lentamente para trás e para frente; estavam em pé apoiados em uma coluna grega, sentiam-se agora não mais como personas mas como os verdadeiros deuses Apolo e Afrodite. Ele beijava seu pescoço, suas bocas se chupavam e gozaram juntos enquanto cada um em sua língua gritava de prazer. Seus gritos poderiam ser ouvidos pelos deuses do Olimpo? Quem sabe. Em suas imaginações era possível...

Refeitos desse gozo fantástico jaziam lado a lado cada qual tentando voltar de uma viagem que os levou a outras épocas: aos primórdios da civilização grega, aos primórdios da origem dos homens, a uma época em que deuses e homens conviviam lado a lado.

Beberam mais vinho e agora adicionaram ao vinho um pouco de mel e água. Para eles isso representaria a personificação do néctar, bebida exclusiva dos deuses gregos de acordo com a mitologia e esses fenomenais amantes mereciam beber esse néctar porque por um tempo humanamente curto puderam ascender ao Olimpo como deuses, puderam sentir-se deuses!

Agora a tarde caia, ou Apolo dirigia sua carruagem levando o sol para o ocaso enquanto Nyx, a deusa da noite, o substituiria cobrindo o céu com seu manto negro cheio de estrelas. Essa imagem retratada pela mitologia grega vinha a sua cabeça enquanto olhava a silhueta dele recortada sobre o céu azul, que cada vez mais era tingido de tons mais profundos pela escuridão da noite que se aproximava. Ele dirigia a lancha de volta à cidade e às suas costas as primeiras estrelas da noite começavam a surgir.

Despediram-se com um delicioso beijo sem promessas de amanhã porque sabiam que não haveria amanhã. Ela novamente partiria para continuar seu roteiro de busca pelas máscaras para o acervo do museu. Partiria no dia seguinte rumo à África, levando consigo mais uma persona e indo em busca de uma nova que, certamente, usaria. Dessa vez, porém, queria algo mais selvagem...


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

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