quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Silêncio da alma

Para cada um dos sete pecados capitais corresponde uma virtude que se contrapõe. O segredo é o equilíbrio entre os pecados e as virtudes. Assim segundo as definições temos:


 

Lia sobre esse assunto enquanto meditava em como é difícil alcançar esse equilíbrio e quantas virtudes me faltam? Por que todos sabemos bem os nossos pecados, mas e as nossas virtudes? O quanto elas são fortes para alcançarmos o tão sonhado equilíbrio? Quantas vezes a vida testa essas nossas virtudes? Quantas vezes temos que desenvolvê-las e qual o preço que pagamos? Exercício árduo mas necessário para nos sentirmos em paz, questionamento que precisa ser feito na mais absoluta solidão, sem ruídos ou interferências externas que na maior parte das vezes só nos confunde e nos devia dos nossos objetivos e de nossa essência.

Buscar dentro de nós o equilíbrio é tarefa muito difícil mas, sem isso não alcançamos a verdadeira paz de espírito. Independente da religião que professemos, independente de crenças que tenhamos, todos conhecemos os pecados e as virtudes e todos intuímos a necessidade de harmonizar esses dois lados que nos compõe por sabermos que isso nos faz bem.

Havia comentado há pouco tempo com algumas pessoas a quem amo o quanto me faltava à virtude da paciência e o quanto a minha estava sendo testada nos últimos tempos, essa virtude tenho certeza que preciso desenvolver. Sei disso há muito tempo mas ela nunca havia sido tão testada como agora!

Dedicava-me a essa tarefa quando meu celular toca e para a minha surpresa do outro lado escuto a voz dele, bom ouvir uma voz amiga nessa hora.

- Oi. Cheguei ontem e tenho algum tempo para nos vermos. Você pode?

- Que boa surpresa! Não só posso como no momento preciso.

- Então adivinhei.

- Adivinhou o que?

- Nada. Depois eu conto. Tomamos um café e conversamos.

- Tenho que resolver umas coisas. Ligo quando estiver livre ok?

- Pensando bem em vez de café almoça comigo?

- Agora o convite melhorou (risos) Mas hoje é impossível ficamos no café mesmo.

- Bom ouvir você sorrir. Até mais tarde querida.

Encontramos-nos na porta do seu trabalho, ele estava muito feliz mas, com certo ar de preocupação. Olhou atentamente para mim, brincou com o meu cabelo e enquanto andávamos até o carro ele se manteve em silêncio.

- Que foi? Me convida para um café depois de tanto tempo sem nos vermos e fica calado?

- Você está muito bonita bronzeada. Estou esperando que você fale, sinto que você quer falar alguma coisa ou muita coisa, então a palavra é sua.

Sorri para ele e o provoquei:

- Você agora é vidente?

Ele olhou fixamente nos meus olhos e respondeu:

- Não. Mas ocorreu uma coisa curiosa, não sei dizer a razão mas estava muito preocupado com você, tinha uma sensação que você não estava bem. Pelo seu jeito acertei.

Segurei firmemente a sua mão e falei:

- Engraçado como você me conhece. Muitas vezes melhor do que outras pessoas que eu julgava me conhecer. Mas eu estou bem melhor agora.

- Você esqueceu há quanto tempo nos conhecemos?

- É mesmo faz tempo. Mas o tempo importa? No momento minha tendência é achar que não.

- Depende das pessoas envolvidas e da disponibilidade delas em querer conhecer o outro. No seu caso conheço muitas facetas de sua personalidade, desde a profissional até a mais íntima e sempre admirei a sua integridade. Passamos por momentos bem complicados em vários setores de nossas vidas de certa forma crescemos juntos profissionalmente, cada um em seu caminho, quantas vezes nos apoiamos para aguentar à loucura do dia a dia por lá. Lembra? E quanto ao nosso relacionamento pessoal, muitas vezes nos desentendemos violentamente, mas eu sempre admirei a sua coragem em dizer o que tinha de ser dito apesar de muitas vezes termos nos machucado e só depois fui capaz de entender o todo. E quer saber mais? A cor que os seus olhos estão hoje me dizem que você não está mesmo bem, eles estão mais claros e eu já notei que isso acontece em algumas situações com você, dor física, satisfação ou tristeza. Como você não está com dor, nem satisfeita, só pode estar triste. Ou será o contraste entre o seu bronzeado e a cor dos seus olhos? Estou mais para a primeira alternativa. Acertei?

- Quase. Estou pensativa.

- Um dia eu fico bom em desvendar a cor dos seus olhos (risos).

Sentia um carinho generoso, uma vontade de ajudar da forma que fosse e isso era para mim suficiente naquele momento.

Chegamos a um café que não conhecia ainda. Lugar sofisticado e acolhedor. Comentei:

- Esse tempo fora do país está mexendo com você e seus hábitos. Primeiro você está mais intuitivo, você não gosta muito de café mas pode ser saudades do delicioso café da nossa terra.

- A escolha é para te agradar. Sei o quanto você gosta de café e conhecer lugares novos. Isso é só o começo, hoje o meu tempo é todo seu, use da forma que quiser. Estou somente escolhendo um lugar novo e que combine com você, imaginei que o lugar ajudaria numa boa conversa e podemos até beber alguma coisa diferente. Peço vinho?

- Peça. Não gosto muito mas faz parte das coisas que quero mudar em mim, hábitos como o que beber pode ser um começo para mudanças maiores que terei de fazer.

Ele me observava em silêncio como se estivesse tentando adivinhar o que eu pensava naquela hora, ou sobre o que eu pensava. Rompi o silêncio dizendo:

- Acho que nunca te falei o quanto admiro a sua capacidade de ser discreto. Ser discreto e reservado para mim é uma virtude embora não esteja na lista.

- Que lista?

- Desculpe. Estava pensando na lista dos sete pecados e das sete virtudes, não comentei mas era sobre isso que lia e pensava na hora que você me ligou.

- Ah! Agora ficou mais claro (risos) Estou sendo um pouco irônico mas sem maldade, só estou te provocando.

- Eu entendi (risos).

- Mas falando seriamente agora, não sei se a virtude seria a discrição penso que está mais para respeito.

- Respeito? Como assim?

- Posso estar errado mas eu vejo dessa forma. Quando somos discretos com relação ao outro é porque o respeitamos e quando somos discretos com relação a nós é porque nos respeitamos.

Essas palavras dele naquela hora me fizeram ficar calada por um longo tempo. Ele esperou pacientemente até que falou:

- Eu disse alguma coisa que tocou muito fundo em você pelo seu longo silêncio deu para notar.

- Você nem imagina o quanto suas palavras calaram em mim. Nunca havia pensado dessa forma, você tem razão! Mas se você entende não quero falar sobre isso, agora não. São muitas coisas ainda não resolvidas que envolvem muitos setores de minha vida. São decisões sérias que preciso tomar que sei irão alterar radicalmente os rumos de minha vida. Passa por coisas que ocorreram e outras que preciso evitar que ocorram.

- Querida eu te entendo. Nem sei o que ocorreu, mas isso não importa e nem esperava que você me contasse, não combinaria com você ser indiscreta. O que você tem de evitar é futuro. Noto que o que ocorreu no passado ainda não se resolveu é o que está incomodando mais. Não é?

- É isso mesmo! Só que agora de forma diferente, só preciso resolver definitivamente esse assunto, o tempo da dúvida e da indecisão já passou, preciso comunicar a minha decisão e só. Mas você me conhece e sabe que trato com cada pessoa diretamente os assuntos que tenho com ela e somente com ela, e por isso não falo mais claramente com você. Desculpe não falar mais, desentendimentos sempre me incomodam...

- Desentendimentos? Pelo que percebo foi mesmo um grande desentendimento e pelo seu jeito foi com algum amigo ou amiga, não vem ao caso. Se fosse relativo a trabalho sei que você tira de letra, já vi você fazer isso muitas vezes. O que posso dizer é que quando duas pessoas se desentendem é necessário um tempo para que cada um assuma a sua parcela de culpa no que houve. O mais importante é que cada um entenda que errou e assuma isso de forma generosa para com o erro do outro. Os dois terão de dar o braço a torcer e passar por cima do orgulho, é complicado fazer isso. Só que é necessário se vocês quiserem se entender. Cada um vai ter que ceder um pouco e depois tudo se acerta.

- Verdade! Quem sabe...

- Posso estar sendo duro no meu julgamento, mas se preocupe com você, faça o melhor para você e só. Agora um conselho médico: Esquece, divirta-se e na hora certa fale, você acima de tudo é uma mulher muito sensata e pelo jeito já encontrou o caminho. Até conseguir conversar com quem precisa faça silêncio, silencie a sua alma e vai se ouvir melhor e no tempo certo tudo se resolve.

Mas hoje eu queria te ver porque estava preocupado e com saudades e agora, falando de coisas agradáveis eu te trouxe um presente, olha!

Tirou do bolso uma caixa embrulhada lindamente.

- Para o seu futuro, com votos de muito sucesso!

Abri curiosa e era uma linda caneta, ele sabe que uma das coisas que gosto além de relógios são canetas.

- Linda! Para o meu futuro?

- Claro que sim, como você pensa em dar os autógrafos sem uma caneta na mão?

Sorrimos um para o outro e ele falou:

- Tenho mais uma coisa que comprei para dar de presente a minha secretária, mas acho melhor dar a você.

Pôs sobre a mesa outra caixa, quando abri era um espelho de bolsa muito bonito acoplado a um estojo pequeno de maquiagem, agradeci e falei:

- De novo obrigada mas sou mais a caneta.

- Eu sei, o que importa nesse outro presente é o que o espelho mostra.

- Como assim? É um espelho mágico? (risos)

- Abra e olhe.

Fiz o que ele mandou e vi claro, a minha imagem.

- Ele não mostra nada de especial.

- Não? Olhe de novo!

- Desisto qual é o enigma?

- Ele mostra a pessoa mais importante do mundo para você. Que é você mesma! Entendeu agora? Nunca esqueça disso, você comumente esquece, não faça isso. Eu vou te lembrar disso sempre que puder. Fico por aqui pelo menos até março, tenho muitas coisas para fazer, isso quer dizer que quando quiser me procure. Você vai estar por aqui?

- Vou. Mas se você me entende não estou com muita vontade ainda de nada a não ser resolver o que tenho que resolver e traçar os meus rumos.

- Claro que entendo. Faça isso! Você precisa se distanciar de tudo por um tempo vai perceber que muitas vezes à distância e o silêncio são os melhores remédios e os melhores conselheiros.

- Tem razão, eu me perco por um tempo mas sempre me acho novamente. É isso que vou fazer e depois é depois. Penso que o espelho que você me deu vai ajudar muito, vou olhar e procurar aquela menina do passado que aprendeu a ir em frente, fazendo o que fosse importante a aceitando as mudanças, procurando ver nelas não uma perda mas uma nova vida cheia de oportunidades e desafios, um eterno recomeço de uma história, sempre cheia de surpresas e gostando disso. Nesse tempo vou refletir sobre a virtude da paciência e procurar desenvolvê-la ao máximo. E principalmente lembrar de um conselho que cresci ouvindo: "Minha filha, não peça a ninguém o que a pessoa não tem para dar, cada um só dá o que tem. Fazendo isso você vai ser mais tolerante com você e com os outros"

- Sábio conselho esse! Faça isso e não se preocupe, lembre que ninguém perde o que não tem e foi você mesma que um dia me disse isso. Só perdemos um amigo se o tivemos se vocês forem mesmo amigos conseguirão se entender. Sei disso porque eu e você já passamos por provas de amizade muito grandes diria que verdadeiras provas de fogo e você sabe do que estou falando mas sobrevivemos apesar dos arranhões e hoje estamos aqui como amigos que sempre fomos.

- Curioso. Muitas vezes eu julguei você como um homem imaturo emocionalmente agora vejo que estava errada sobre isso.

- Você na maior parte das vezes é muito teimosa e impulsiva e eu aprendi a ver isso e respeitar, não tenho a pretensão de mudar nada em você. Só me reservo o direito de "puxar a sua orelha" quando perceber que você está perto de se dar muito mal. Posso fazer isso?

Sorri para ele e respondi:

- No momento pode. Mas depois já não sei (risos).

- Então estamos combinados pelo menos por enquanto (risos). Divirta-se muito, olhe-se todos os dias no espelho e veja a mulher de hoje e os caminhos que ela teve de andar para ser quem é. Acima de tudo cuide muito bem de você!

- Obrigada pelo café, pelo vinho e pela longa conversa, foi muito bom. Silêncio da alma?... Posso usar isso?

- Claro que pode. Não foi a primeira vez que te dei idéias para um título ou frase de um conto. Me deixa feliz contribuir de alguma forma e depois ler no que você foi capaz de transformar. Quando você ficar famosa no mundo literário eu cobro tá bom?

- Combinado pode cobrar que eu pago com prazer!

Agora ele me olhava sacanamente e falou:

- Olha que promessa é dívida. Adorei a parte do "prazer" (risos) vou ter mais um motivo para torcer que isso aconteça o mais rápido possível!!! Mas dá para pagar parcelado, ou adiantar uma parte do pagamento... Dá para usar uma tal calcinha pequena de renda preta? Desculpe mas não consigo não imaginar como ficaria em você, ainda mais agora que você está com essa linda cor bronzeada, fico imaginado a marca do biquíni, você dentro da calcinha e eu a tirando do jeito que você quiser, seus seios em minhas mãos, sua boca na minha me beijando deliciosamente como você sabe fazer, minhas mãos percorrendo o seu corpo, começando pelo pescoço, descendo devagar, acariciando delicadamente cada parte dele, você gemendo baixinho, sua boca me provocando, suas mãos me acariciando... Melhor parar por aqui antes que eu não respeite o seu "tempo" (risos)

- Vou pensar com carinho na sua proposta (risos) Falando sério agora, penso que em breve nos encontraremos, digamos daqui a uns quinze dias pode ser?

- Pode ser. Eu aprendi a ser paciente em se tratando de você. Essa virtude eu tenho. Melhor nem te beijar agora porque não me responsabilizo pelo depois do beijo...

Despedimos-nos por pelo menos uns quinze dias quando poderemos nos encontrar e tratar de coisas bem mais agradáveis em todos os sentidos!

Voltei a minha meditação sobre as virtudes, e comecei a fazer o silêncio da alma que ele me recomendou e aguardar pacientemente o tempo correr e finalmente entender que o mesmo tempo que nos prende nos liberta!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Fantasias no infinitivo

Fantasias sexuais fazem parte da vida de todos, nos alimentam a libido e através delas nos conhecemos melhor, falam de uma parte oculta de nossa personalidade, aquela que temos dificuldade de admitir que faz parte de nós. Aquele outro lado do espelho que na maior parte das vezes passamos nossas vidas cobrindo com um lençol, para que não possamos ver por medo de, quem sabe, ela possa sair de lá e se apossar de nosso corpo, nos obrigando a realizar as fantasias que pertencem aquele seu "outro eu".

Pois é, eu, como muitas mulheres um dia, à toa, comecei a pensar em como seria fazer sexo com dois homens. Foi bom, mas o meu lado sério me fez afastar isso e até rir desse tipo de pensamento. Mas as fantasias são caprichosas e uma vez instaladas em nossas cabeças, parecem adquirir vida própria e esse meu pensamento perdido se tornou uma fantasia recorrente,

Como toda fantasia que se preza, era cheia de detalhes: quem seriam os homens, como seria o local, que papel cada um deles teria. Ah! Claro, como a fantasia era minha os homens envolvidos estariam ali simplesmente para me proporcionar prazer. Nada mais justo, afinal o trabalho de elaborar cenário, personagens e clima era meu, lógico que a recompensa também tinha que ser.

Tudo começaria com belo jantar romântico, romantismo é fundamental na minha fantasia, nela estariam presentes eu e o homem que conhecia e havia eleito para participar disso comigo. Enquanto estivéssemos no bar do restaurante, de preferência um bistrô francês, chegaria o outro homem, fundamental que fosse totalmente desconhecido de nós, mas absolutamente discreto e confiável. E "que me desculpem os feios, mas beleza é fundamental", ele seria lindo, educado, gentil, um perfeito cavalheiro, uma vez que adoro esse tipo de homem, e principalmente seria inteligente. Tudo bem pode ser muita exigência, mas para a minha fantasia não estava disposta a aceitar nada menos que a perfeição, imperfeições ficam para a nossa vida real!

Conversaríamos durante o jantar, sobre assuntos gerais, nada de ir direto ao ponto, acho muito grosseiro, os detalhes seriam acertados entre o café e o licor. Sairíamos eu e meu acompanhante e o outro homem, o nosso quase desconhecido companheiro de fantasia, nos encontraria duas horas mais tarde, tempo para fazer a digestão do jantar, no flat alugado há algum tempo, para encontros ocasionais com o meu acompanhante fixo. Na verdade ele faria parte da minha vida há muitos anos, teríamos uma relação livre de obrigações e compromissos, seria ele meu maior confidente, para ele poderia contar tudo sobre minha vida. No começo nosso envolvimento seria quase que puramente sexual, com o passar do tempo iria se transformando numa maravilhosa cumplicidade a ponto de poder compartilhar com ele essa minha fantasia.

Chegaríamos ao flat e eu sentiria a necessidade de ir "me aquecendo" aos poucos; ele gentil como sempre poria uma boa música, me serviria uma bebida e sentaria ao meu lado no sofá. Como sempre acontecia em nossos encontros a conversa seria ótima e o tesão melhor ainda. Ele saberia exatamente como e onde me tocar, começaria a me beijar primeiro suavemente, vindo da nuca, eu adorava isso, passando a língua pelo meu pescoço, até me beijar sofregamente a boca. Sua língua me era tão conhecida que quase fazia parte do meu corpo. Ele sussurraria palavras nos meus ouvidos, palavras que só ele sabia o quanto me excitavam. Sentiria seu rosto roçando no meu pescoço, sentiria o seu perfume, que eu adorava, como, aliás, adorava o seu cheiro. Enquanto me beijasse deslizaria suas mãos pelos meus seios, parando um pouco nos meus mamilos que ele chupava, só para me provocar, passava as unhas nas minhas costas e suas mãos iriam descendo, descendo, até encontrar minhas nádegas, coxas e finalmente meu sexo. Eu imploraria para que ele continuasse e que seus dedos acariciassem meu sexo como só ele sabia fazer.

Mas ele me diria: - Não! Agora temos que esperar pela sua fantasia, o outro. Se continuarmos agora vai perder a graça.

Eu não agüentaria e falaria: - Foda-se! Quero você agora! Depois penso no outro!

Ele diria: - Hoje estou aqui para te amar e te servir. Que seja!

Então tiraria totalmente minhas roupas e eu as dele, deitaríamos no tapete alto e macio da sala e ele começaria a me chupar, com a eficiência de sempre, quando eu estivesse quase gozando ele me penetraria e me faria gozar loucamente com seu pau maravilhoso dentro de mim.

Depois trocaríamos um longo e profundo beijo, nos abraçaríamos e gozaríamos o prazer de sentir nossos corpos unidos em um carinhoso abraço, e assim ficaríamos, sem falar nada apenas aguardando que o ritmo de nossas respirações voltasse ao normal, tomaríamos um longo e demorado banho, vestiríamos nossos roupões e aguardaríamos a chegada do nosso companheiro de fantasia.

Na hora marcada ele chegaria. Depois de uns minutos de conversa começaríamos a acertar os detalhes do que gostaria que acontecesse. A vantagem de ser o "dono" da fantasia é que se pode mandar nela, e aquela, era definitivamente a "minha fantasia". Tudo combinado ele começaria a me beijar enquanto o meu acompanhante acariciaria meus seios pela abertura do roupão. Delicadamente o nosso companheiro de fantasia tiraria o meu roupão enquanto suas mãos percorriam meu corpo, teria mãos macias, um beijo quente e gostoso, seria delicado e ousado ao mesmo tempo e isso seria muito excitante. Agora os três estariam completamente nus e meu acompanhante acariciaria minha barriga, suas mãos que me corpo conheceria tão bem descreveriam círculos em volta do meu umbigo enquanto nosso companheiro de fantasia chuparia avidamente meus seios cujos mamilos estariam completamente duros. Meu acompanhante me provocaria pondo o seu pau perto de minha boca saberia que eu adorava chupá-lo, eu começaria a chupá-lo delicadamente e aos poucos aumentaria o ritmo, adoraria vê-lo perder o controle. Mas não hoje, ele não perderia o controle da situação, estaria disposto somente a me dar prazer. Nosso companheiro de fantasia estaria me chupando e seus dedos começariam a entrar e sair de minha vagina, começando de leve e entrando cada vez mais fundo. Eu gemeria de prazer enquanto ele para me provocar substituiria os dedos pelo seu pau, aliás, maravilhoso forçaria de leve a entrada de minha vagina, pondo somente a "cabeça" e saindo, fazendo com que eu dissesse: - Põe tudo! Quero o seu pau inteiro dentro de mim.

Mas ele não faria. Não agora! Meu acompanhante beijaria meu pescoço e seios, quando o nosso companheiro de fantasia cederia o lugar a ele e ai o pau que estava sentindo agora era aquele que tanto gostaria e que já havia me dado muito prazer, enquanto ele começaria um delicioso vai e vem comigo o nosso companheiro de fantasia estaria de pé com seu pau ao alcance de minha boca pronto para ser chupado e eu não me negaria esse prazer.

Começaria a chupá-lo delicadamente, passando a língua pela cabeça de seu pau, enquanto com a mão iniciaria uma masturbação. Ele gemeria de uma forma deliciosa, não há sensação melhor para um mulher do que sentir a excitação crescente de um homem. Enquanto isso meu acompanhante me comeria, intercalaria movimentos lentos com rápidos, ele saberia como me enlouquecer. Iria ficando cada vez mais excitada até que imploraria: - Vai gostoso! Enfia tudo de uma vez. Quero te sentir inteiro dentro de mim! Ele não agüentaria mais segurar o tesão, me agarraria com força e me poria de quatro, começaria a me penetrar com intensidade cada vez maior enquanto puxaria meus cabelos e o nosso companheiro de fantasia me daria tapas na bunda, enquanto eu continuaria a chupá-lo, agora num ritmo mais intenso, mostrando que estaríamos prestes a gozar. A primeira a gozar seria eu e seria um gozo como não haveria sentido antes, não daria para descrever a intensidade do prazer que seria saber que tinha a minha disposição dois homens absurdamente gostosos me dando um puta prazer. Meu acompanhante começaria a gemer cada vez mais alto até que sentiria seu sêmen dentro de mim. Ah! Como eu adoraria isso, sentir aquele líquido quente me preenchendo, ele começaria a diminuir o ritmo e eu pediria que não saísse de dentro de mim. Queria ver nosso companheiro de fantasia gozar enquanto o pau de meu acompanhante estivesse em mim. E assim seria, ele não agüentaria mais a excitação das chupadas sairia de minha boca e gozaria, veria seu sêmen escorrendo por aquele maravilhoso pau. Seria uma delícia de foda!

Como estriamos cansados ficaríamos jogados no tapete, eu e meu acompanhante abraçados e nosso companheiro de fantasia, me acariciando as costas.

Pararíamos o tempo suficiente para comer alguma coisa, não a nós mesmos, pelo menos por enquanto, conversaríamos sobre assuntos banais, depois de uma excelente foda tudo parece banal, e ai começaríamos a conversar sobre sexo e nossa conversa iria se tornando cada vez mais picante, com relatos de fodas inesquecíveis de cada um de nós e isso nos deixaria cada vez mais excitados, principalmente eu, mulheres são mais facilmente excitáveis com palavras! Eu estaria deitada agora entre os dois e começaria a acariciar os dois paus ao mesmo tempo, enquanto meu acompanhante me masturbaria, nosso companheiro de fantasia, acariciaria meus mamilos. Da minha fantasia fazia parte masturbar dois homens ao mesmo tempo enquanto eles me masturbavam. Não agüentando mais tanto tesão imploraria: - Enfia fundo esses dedos dentro de mim, faz com que eu goze como se você com o seu pau! Eu aumentaria a velocidade dos movimentos e os masturbaria com mais força e cada vez mais rápido. Ele retribuiria na hora e começaria a ir mais fundo e mais rápido dentro de mim. Enquanto isso nosso companheiro de fantasia acariciaria meus seios, suas mãos desceriam pela minha barriga e os dedos dele passariam a dividir meu sexo com o meu acompanhante. Essa mudança de mãos estaria me enlouquecendo, saberia de quem eram os dedos que entravam e saiam de mim pelo toque, grossura e tipo de movimento, se mais lento ou mais veloz. Meu acompanhante perguntaria: - Fala safada! Com a mão de quem você quer gozar? A minha ou a dele?

Eu estaria loucamente excitada e tudo que quereria seria gozar e muito, mas dessa vez iria queria que o nosso companheiro de fantasia me levasse ao gozo! Responderia: - Quero a mão dele! Meu acompanhante riria e diria: - Sabia! Vadia! Gostosa!  Então o outro passaria a me masturbar e eu imploraria: - Vai! Vai! Mais rápido! Isso! Assim que eu gosto! Nessa altura meu acompanhante estaria sendo também masturbado por mim e gozaria violentamente, sentiria seu sêmen escorrendo pela minha mão enquanto eu gemeria e gozaria loucamente, continuaria a masturbar nosso companheiro de fantasia que se controlaria até que eu gozasse e ai daria um gemido alto e gozaria violentamente, esguichando sua porra pela minha mão e barriga. Ah! Como seria boa a sensação de ter feito dois homens gozarem ao mesmo tempo!

Depois de descansarmos nosso companheiro de fantasia apareceria com uma venda e diria:

- Quer usar?

Usaria e o que ocorreria depois conto...

Pediria que eles sentassem confortavelmente e iniciaria um sensual strip-tease. À medida que a excitação fosse aumentando eles começariam a me beijar, chupando-me de todas as formas e em todos os lugares. Nosso companheiro de fantasia estaria com o pau absurdamente duro. Sorriria encantada. Sem perda de tempo, enfiaria inteiro na boca. Ele daria um urro de prazer e começaria a foder minha boca. Eu lamberia toda a extensão daquele membro, lamberia a glande acariciaria os testículos. Ele não estaria mais agüentando e diria que ia gozar. Eu olharia para ele, sem deixar que seu membro saísse totalmente de minha boca e falaria: "Goza, quero engolir tudo". Ele explodiria num gozo fenomenal. Eu nunca havia visto alguém gozar assim. Meu parceiro estaria satisfeito.

Olhava nosso companheiro de fantasia e comentaria: "Eu não disse que ela era uma putinha mais do que gostosa?". Ele estaria maravilhado.

Começaria então, uma sessão de lambidas na minha boceta que me faria gozar duas vezes. Ele lamberia meu clitóris, enfiaria a língua toda em minha vagina. Em seguida me viraria de bruços e poria seu pau na entrada de minha boceta e começaria a penetrar-me. Eu daria um grito de prazer e ele me possuiria com sofreguidão. Meu parceiro que estaria deitado ao lado do meu rosto ofereceria seu membro para que eu chupasse. Eu abocanharia com sede seu pau, enquanto nosso companheiro de fantasia me penetraria por trás. Cada vez que ele entrasse, eu teria meus gemidos abafados pelo membro do meu acompanhante. Seria um festival de gritos e gemidos, até que nosso companheiro de fantasia não suportaria mais tanto tesão e gozaria bem no fundo de minha vagina.

Meu acompanhante por sua vez conseguiria se segurar e assim que nosso companheiro de fantasia saísse de trás de mim ele assumiria seu lugar, iniciando novamente outra sessão de vai e vem. Trocariam de lugar e eu não me faria de rogada e trataria de aproveitar lambendo o pau do nosso companheiro de fantasia de modo excitá-lo loucamente. Meu acompanhante que estocaria sem dó seu pau dentro de minha boceta, gemeria alto e gozaria profunda e longamente. Mas a melhor parte de minha fantasia ainda estaria por vir. Ser vendada e num jogo tentar descobrir de qual deles era a mão que me acariciaria, de quem era o pau que estaria dentro de mim...

Mas essa é uma outra fantasia a ser realizada numa outra vez, porque fantasias têm a vantagem de serem eternas e sempre que quisermos estarão lá em algum lugar secreto do nosso pensamento, dormindo, esperando somente serem novamente acordadas e ganharem vida e darem mais e mais fantasias as nossas vidas!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Todos os homens do mundo!

Um dia à toa, jogando conversa fora com uma amiga começamos a lembrar de "todos os homens do mundo", quer dizer dos nossos mundos.

- Já pensou se pudéssemos juntar as personalidades, os gestos, os gostos, os cheiros, o jeito de transar de cada um dos homens que passaram por nossas vidas?

- Ia ser no mínimo divertido e o resultado imprevisível (risos)

- Ia mesmo. Taí. Porque você não escreve um conto criando esse homem?

- Bela proposta. Desafiante.

- Você pode chamar o conto de O Homem Ideal. Gostou da sugestão?

- Não sei.

- Por quê?

- Porque não sei o resultado, ele pode ser o melhor do mundo ou um completo chato. Lembra daquela redação no colégio?

- Aquela que nós tivemos que criar personagens e uma história interminável com eles? Nossa, foi um sacrifício, eu sempre odiei escrever. Mas você se divertiu.

- Foi engraçado, mas lembra que eu queria matar o meu personagem antes do final da história e não podia porque não fazia parte da "proposta do trabalho"?

- Risos. Lembro! Você ficou puta com a professora. Só não lembro mais por que você queria matar o coitado.

- Porque eu criei alguém tão perfeito, mas tão perfeito que ele era insuportável!

- Foi mesmo! Eu tive que ouvir as suas reclamações muitos dias e falei que era bobagem sua bastava mudar o tal homem, mas você me deu uma explicação digna de uma escritora, que já era mas não sabia. Você me disse indignada: "Não dá para fazer isso" eu boba que era perguntei: - Por quê? Não foi você que criou? Mude a personalidade do carinha e pronto. Você ficou mais puta ainda e falou: - Não posso. Você não entende que depois que um personagem é criado, tem nome, forma e comportamento definido ele cria vida própria? Independente da vontade do escritor? Como vou poder mudar "o carinha"? Só matando! Resolvi ficar quieta porque não estava ajudando e não estava entendendo porra nenhuma do que você estava falando (risos).

- Foi mesmo. Ali eu aprendi a força que um nome pode ter e é por isso que a maioria dos meus personagens não tem nome, quando nós nominamos personalizamos e damos a eles o direito de sair do papel e muitas vezes eles têm que ficar só no papel.

- Olha, eu posso contribuir. Você quer "emprestado" os "meus homens"? (riso)

- Melhor não. Ia ficar um conto enorme (gargalhada)

- Risos. Até parece! Só se fosse juntando a minha lista e a sua, não é?

- Falando sério agora, vou escrever e criar o meu Frankestein

- Tadinho! Por quê um Frank?

- Porque ele é feito de retalhos de várias partes de muitos homens. Sei lá o que vai sair disso.

- Então cuidado para ele não criar mesmo vida, podia ser a "criatura se voltando contra o criador" (risos).

- Ou a "criatura" roubando e aprisionando de vez o coração da criadora!...

- Pronto! Acho melhor nos despedirmos agora, porque pelo jeito que falou você já embarcou na sua imaginação e eu não quero atrapalhar.

- Gosto demais de você! Você me conhece muito mesmo!

- É amiga, também depois de tantos anos conheço você mais pelo que não fala do que pelo que fala. Percebi "umas reticências" no final da sua frase.

- Nossa! Que perigo! Não sabia que podia ser tão transparente (risos)

- Transparente você? Até parece! Não é nada disso é que aprendi a te observar e entender e você a mim.

- É mesmo querida e vai ver que é por isso que somos amigas desde...

- Melhor não falar. Vou me sentir velha (risos).

- Pensando bem eu te proponho o seguinte: Vamos começar a escrever essa história agora?

- Agora?

- É vamos montar juntas o nosso Frank?

- Risos. Concordo mas só se eu puder dar palpites na sua história. Deixa?

- Deixo. Você até pode dar alguma características dos "homens da sua vida!". Topa?

- Melhor não dar, vai que alguém se reconhece...

- Então tá. Vamos começar a montar fisicamente o nosso Frank

- Começamos pelo principal? O "instrumento de trabalho"? (riso)

- Você só pensa nisso mesmo. Não. Começamos pela altura.

- Tá. Que tal 1,80?

- Pode ser pensando na média de altura de "todos".

- Cor do olhos? Complicado não da para fazer uma média.

- Não dá mas eu prefiro azuis.

- Uhmm! 1,80, olhos azuis tou gostando!

- Cor da pele?

- Moreno.

- Tipo de corpo?

- Atlético, ombros largos. Peito cabeludo, não muito se não faz cócegas (riso)

- Cor dos cabelos?

- Meio grisalho acho um charme! E as mãos?

- Mãos? Como assim? Com cinco dedos de preferência tá perfeito (risos)

- Não! Sou fissurada em mãos de homem. Dedos longos, mãos macias e bem tratadas.

- Eu me ligo na voz? Que tipo de voz?

- Ah! Outro quesito importante. A voz tem que ser agradável, máscula, mas modulada.

- Vamos agora para o "principal"? Tamanho do instrumento? (risos)

- Olha pela média uns 17,5cm. Gostou?

- Sei lá a média é sua a minha seria maior, sou gulosa.

- Você é... Deixa prá lá (risos) A minha média é essa, acho um tamanho muito confortável, não sobra nem falta. Posso arredondar para 18cm te deixa mais feliz?

- Tá de bom tamanho. E a largura? Não importa?

- Importa nem fino, nem grosso demais na média tá bom.

-Alto, moreno, olhos azuis, ombros largos, corpo atlético, peito cabeludo na medida certa, voz agradável, cabelos ligeiramente grisalhos, mãos másculas e bem tratadas com dedos longos, "belo instrumento de trabalho" (riso) já chega não é?

- Não! Preciso dizer que ele é cheiroso tem cheiro de uma boa loção após barba eu amo esse cheiro.

- Ele não tem barba?

- Não pela minha média não tem.

- Gosto de homem de barba!

- Eu sei mas você disse que não ia por características dos homens do seu mundo e no meu a média dá sem barba eu não me importo na verdade se tem ou não barba, se tiver tem que estar sempre limpa, cheirosa e bem aparada. Mas a maioria dos que entram nessa seleção não tem barba.

- Bom refazendo o nosso Frank: Alto, moreno, olhos azuis, ombros largos, corpo atlético, peito cabeludo na medida certa, voz agradável, cabelos ligeiramente grisalhos, sem barba, cheiroso, mãos másculas e bem tratadas com dedos longos, "belo instrumento de trabalho". Falta mais alguma coisa?

- Fisicamente não. Falta agora saber como é a personalidade dele.

- Não sei. Os homens de minha vida sempre foram muito diferentes dos seus, até na cor de pele.

- Bem, juntando todas as personalidades em linhas gerais eu diria que Frank é educado, gentil, cavalheiro, romântico, sedutor, poliglota, conhecedor de comidas e bebidas, aventureiro, meio tímido, sorriso franco, inteligente, protetor, amigo em todas as horas, amante competente, surpreendente, atento a detalhes, sentimental, geralmente bem humorado...

- Para! Ele é perfeito! Meu Deus! Dá o endereço dele? (risos)

-Tonta! Eu ainda não terminei, falta o resto da personalidade a parte imperfeita.

- Ah! Que alívio! Desse jeito eu me separava agora do meu marido para ficar com o Frank. Só falta ele ser rico, ai eu saia daqui agora e ia falar com um advogado para tratar do divórcio (risos)

- Rico? Não tinha pensado nisso, não me importa tanto, digamos que ele tem dinheiro suficiente para aproveitar a vida dá forma que gosta. Continuando: Ele é dominador, mandão, pode ser agressivo com palavras ou raramente com gestos, meio ciumento mas não admite, não admite ser confrontado, tende a ser rancoroso mas não vingativo, tem dificuldade em se por no lugar da outra pessoa (como todo homem "normal"), meio inseguro emocionalmente, tem medo dos próprios sentimentos, pode desaparecer da sua vida sem explicação da mesma forma que surgiu, tende a ser arrogante. Penso de modo geral é desse jeito a personalidade dele. E ai? Ainda está apaixonada por ele?

- Agora nem tanto.... Mas pesando as qualidades e os defeitos acho que dá para encarar, de verdade o que menos gostei foi essa história de sumir da vida da gente sem maiores explicações eu detesto homem que faz isso! Você sabe bem por que, não é?

- Sei. Também lembro quanto tempo você passou chorando e ouvindo a música: Esse Cara (Caetano Veloso) "Ah, esse cara tem me consumido. A mim e a tudo que eu quis. Com seus olhinhos infantis.
Como os olhos de um bandido..." (risos)

- Para se não eu choro. Lembra? É verdade como eu te enchi naquela época ouvia sem parar essa música e chorava feito uma tonta, e o pior é que fazia você ouvir junto comigo, como eu era tonta naquela época,

- Então. E eu ainda tinha que te fornecer os lenços de papel (risos).

- Deixa prá lá. Ainda bem que passou. Mas eu continuo odiando homem que faz isso!

- Eu te avisei que ele tinha defeitos. Recapitulando: Frank é, alto, moreno, olhos azuis, ombros largos, corpo atlético, peito cabeludo na medida certa, voz agradável, cabelos ligeiramente grisalhos, sem barba, cheiroso, mãos másculas e bem tratadas com dedos longos, "belo instrumento de trabalho", educado, gentil, cavalheiro, romântico, sedutor, poliglota, conhecedor de comidas e bebidas, aventureiro, meio tímido, sorriso franco, inteligente, protetor, amigo em todas as horas, amante competente, surpreendente, atento a detalhes, sentimental, geralmente bem humorado, é dominador, mandão, pode ser agressivo com palavras, raramente com gestos, meio ciumento mas não admite, não admite ser confrontado, tende a ser rancoroso mas não vingativo, tem dificuldade em se por no lugar da outra pessoa (como todo homem "normal"), meio inseguro emocionalmente, tem medo dos próprios sentimentos, pode desaparecer da sua vida sem explicação da mesma forma que surgiu, tende a ser arrogante, privilegia em demasia o lado racional e esquece do emocional. Penso que agora está completo. Bom, agora vamos criar a cena?

- Que cena?

- A do encontro dele com ela claro!

- Agora vai complicar como se faz isso?

- Imagine um filme. É como um roteiro, depois criamos as falas, já definimos o Frank, agora ele tem de estar em algum lugar onde a encontra e depois criamos as cenas mais digamos, "picantes" (risos).

- Nossa! Acabei de ter uma aula grátis de como se escreve um conto ou roteiro de filme. Você devia ensinar isso e cobrar, tem um montão de gente que precisa aprender para escrever melhor.

- Não sei como funciona na cabeça das outras pessoas, cada escritor tem uma técnica de criação para mim funciona assim, claro que isso só acontece depois que escolho o título, sem ele não escrevo nada.

- É bom ter uma amiga escritora, estou me sentindo uma criança brincando de faz de conta (risos).

- Eu sempre te falei que escrever é muito divertido, meu lado criança adora. Mas, ao trabalho! Ela sai de casa sem nada definido em sua cabeça, quer apenas andar e espairecer, seus passos a levam a rua onde Frank trabalha, ela não está pensando nele, na verdade ela anda um pouco aborrecida com ele.

- Por quê?

- Nem ela sabe, mas está e pronto. Bem, vamos a cena:

Ela caminha devagar pensando em muitas coisas quando de repente seu celular toca:

- Frank?

- Te surpreendi? Estava na janela quando a vi. Vamos?

- Como assim vamos? Você é muito desconcertante! O que eu faço com você?

- Dá para mim (risos)

- Risos. Quando?

- Agora!

- Mas eu...

- Não aceito uma recusa. Espera ai que estou descendo.

Ele chega com uma rosa que "roubou" da mesa da secretária, sorri para ela. Seu sorriso sempre a encanta, faz uma covinha na bochecha e seus lindos olhos azuis tem um brilho todo especial. Enquanto ele se aproxima ela o observa. Adora o seu jeito decidido de andar, seu corpo bonito e sua gentileza para com as pessoas. Ele se aproxima, dá-lhe um beijo, entrega à rosa e diz:

- Pronto. Vamos?

- Para que lugar?

- Para qualquer lugar. Eu estou aqui para te amar e te servir!

- Vamos comer? Estou com fome.

Sorrindo sacanamente ele responde:

- Só se você topar "nos comermos" eu também estou com fome, mas "outro tipo" de fome!

Enquanto ele fala isso ela sente suas mãos maravilhosas percorrendo sua nuca, provocando arrepios de prazer. Sente o cheiro de sua loção após barba, fecha os olhos e o despe mentalmente...

Estão agora no carro em uma garagem deserta.

Ele a observa em silêncio enquanto a acaricia e fala:

- Do jeito que estamos não sei se dá tempo de chegar em algum lugar. Sente!

Ele puxa a mão dela e leva ao seu pau, que está completamente duro por baixo das calças. Ela suspira e o segura com força. Abre o zíper e finalmente o segura, começa a acariciar, faz a sua mão deslizar suavemente massageando delicadamente da cabeça a base, ele suspira de tesão e as mãos dele agora estão entre as pernas dela, provocando com os dedos ele segura o seu clitóris. Ela geme baixinho, posiciona o corpo de uma forma que facilite a entrada de seus dedos em sua vagina completamente encharcada de tesão. Se masturbam entre gemidos e beijos. Os movimentos sincronizados dos dois ficam mais rápidos, os gemidos mais altos, passam para o banco de trás, ele a chupa fazendo a língua deslizar gostosamente, suga seu clitóris e ela fala:

- Deixa que eu te chupe!

Ele com voz rouca responde:

- Ainda não goze primeiro em minha boca e depois...

Sua fala é interrompida pelo gemido alto dela:

- Não dá mais vou gozar agora!!!

O gozo vem intenso ele sente os espasmos de seu corpo em suas mãos que a seguram com força pela cintura. Ela respira ofegantemente mas não quer interromper nada, quer fazê-lo gozar enquanto ainda sente os espasmos de seu próprio gozo. Começa a chupá-lo enquanto o masturba, sua mão acelera os movimentos enquanto beija delicadamente e chupa a cabeça de seu delicioso pau, lambe e suga delicadamente, sente em sua boca a maciez de sua glande, segura a cabeça de seu pau entre os lábios deixando que ele sinta uma leve pressão enquanto sua língua o lambe sacanamente, trocam um beijo ardente sentindo cada um o gosto do sexo do outro! Ele não aquenta não retribuir e novamente começa a massagear seu clitóris sentindo sua boceta ainda molhada pelo gozo anterior, ela facilita os movimentos dele ajeitando o corpo que ele entende como um pedido para os seus dedos irem cada vez entrando mais fundo e mais rápido em sua vagina.

Ele respira cada vez mais rápido e continua a masturbá-la e diz:

- Putinha safada! Vou gozar na sua boca!

- Goza! Goza que é isso que eu quero!

O gozo chega para os dois de forma violenta eles gemem de prazer, cada um perdido em seu mundo de imagens, sensações e fantasias, unidos somente naquela hora pelo imenso tesão!

Beijam-se novamente com violência, o beijo tem gosto de paixão represada, gosto de tesão acumulado, gosto de palavras não ditas, gosto de promessas não cumpridas, gosto de sexo violento que naquele momento povoa a imaginação de cada um.


 

Olho para a minha amiga e digo:

- Pronto! Gostou da prévia?

- Uauuuu! Que prévia? Gostei de tudo. Acho que meu marido terá uma imensa surpresa hoje!!!!

- Que bom! Mas foi uma prévia de outros encontros do Frank com ela. Deu para notar como ele alterna delicadeza com violência?

- Se deu? Deu até para imaginar do que eles serão capazes de fazer depois.

- Então consegui o que queria com o conto. Depois continuo a escrever sobre os desdobramentos dessa trepada rápida.

- Rápida e intensa você quer dizer né? Agora tenho que ir aproveitando que minha imaginação está a mil (riso) Você vai demorar a escrever o resto?

- Quem sabe? Depende de tempo, calma e imaginação e isso eu não sei planejo, simplesmente acontece. Obrigada pela companhia e participação na criação do Frank.

- De nada foi um prazer. Depois eu te ligo e conto o quanto esse prazer se prolongou. Antecipadamente o meu marido te agradece (riso). Olha continuo achando que com todos os defeitos vou me apaixonar pelo Frank e você? Ele rouba o coração da criadora?

- Ainda não sei. Vai depender do futuro...

- Não entendi muito bem, mas deixa prá lá. Aguardo uma surpresa, adoro surpresas.

- Então tá bom. Eu também adoro surpresas e não tento adivinhar o futuro e os caminhos da vida, eles simplesmente acontecem e serão o que tiverem de ser...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Mesmas iniciais, mesmo destino

Não se conheciam pessoalmente, em comum tinham duas coisas: As mesmas iniciais dos nomes, ele Gustavo e ela Gabriela e o envolvimento com duas pessoas que eram amantes.

Ele era engenheiro conceituado, senhor de si e muito bonito, ela era Administradora de empresas conhecida em sua região e culta.

Gustavo recebeu um e-mail dela, Rachel! Ah! Sempre ela! A mulher que há muito tempo povoava os seus sonhos mais íntimos, ela que fez com que ele muitas vezes se humilhasse e implorasse por uma atenção especial, mesmo sabendo que não era o único em sua vida, tinha entre eles o Saulo, mas o que importava? Tudo que queria era poder estar a seu lado, sentir seu cheiro, ouvir sua risada, desfrutar de sua conversa inteligente, ter a sua companhia interessante e poder finalmente conhecê-la na cama. Um dia finalmente teve essa oportunidade e foi complicado para ele mostrar o quanto a queria e manter a performance que achava ser necessária (risos). Mas ele era insistente e por isso não desistiu, até que um dia considerou ter tido o encontro perfeito.

Agora estava feliz, havia conseguido a mulher que há tanto tempo idealizava, e pensava poder quem sabe, um dia, convencê-la a ser só dele, ledo engano! Ela não seria, mas ele tinha esperanças, mesmo que remotas. Lembrava com todos os detalhes da primeira vez que a viu gozar em seus braços, da felicidade que sentiu, da expressão do seu olhar, dos espasmos de seu corpo em suas mãos, do cheiro de sexo no ar, da pressão de sua vagina em seu membro, da suavidade do toque de suas mãos percorrendo o seu corpo...

Deixemos Gustavo por enquanto em seus devaneios e vamos falar de Gabriela. Assim como Gustavo ela o queria só para ela, mesmo sabendo que ele tinha Rachel, mas, como Gustavo ela pensava que um dia o teria só para si. Novamente ledo engano! Ele também não era do tipo de ser só de uma pessoa. Aliás, Saulo e Rachel eram amantes também por isso, além de muitas coisas em comum os unia a certeza de serem infiéis devia estar escrito no DNA deles e isso não os incomodava em nada.

Por curiosidade Gabriela um dia perguntou a Saulo se além dele existia mais alguém na vida de Rachel, Saulo respondeu que sabia da existência de um tal Gustavo. Gustavo também teve a mesma curiosidade e perguntou a Rachel se além dela existia outra pessoa na vida de Saulo e ai ficou sabendo de Gabriela.

Rachel não dava detalhes a Gustavo nem a ninguém sobre a vida de Saulo, uma das suas características era separar assuntos e pessoas em sua vida, todas as coisas faziam parte dela, mas cada uma ocupava um lugar específico, só assim ela conseguia administrar sua vida íntima.

Um dia numa troca de e-mails sem grande importância encaminhados por Rachel e Saulo para vários contatos onde estavam Gustavo e Gabriela os dois por curiosidade, masoquismo ou sabe-se lá por quais outras motivações passaram a se corresponder, são as maravilhas do mundo moderno nada como aproveitar!

Ele agora morava fora do Brasil e só vinha esporadicamente, o que o deixava mais inseguro por estar longe e sem controle direto sobre a situação, Gabriela também morava em outra cidade e também se sentia insegura porque os amantes moravam na mesma cidade e ela como Gustavo estavam longe, sem controle se é que nesse tipo de situação pode existir algum controle. Novamente as coincidências da vida dos dois.

Combinaram corresponder-se com freqüência mantendo-se assim informados do que se passava. Gustavo era discreto e ocasionalmente perguntava a Rachel sobre o amante, às vezes até mandava algum e-mail com um assunto que pudesse interessar a ele e pedia para que ela repassasse. Gabriela por ser mulher usava de outra tática preferiu manter contato direto com Rachel porque pensava quem sabe assim, estabeleceria algum vínculo de amizade e estaria informada sobre Saulo, movida talvez pelo senso comum que diz "mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda" isso bem entendido na cabeça de Gabriela porque Rachel não tinha esse pensamento na verdade ela não se importava com o que Gabriela pudesse pensar sobre ela, sobre Saulo ou sobre o relacionamento dos dois porque pela sua maneira de ver as coisas isso não dizia respeito a mais ninguém que não a ela e Saulo.

Outra possibilidade para o comportamento de Gabriela é que quem sabe nutrisse a esperança de através de Rachel descobrir coisas que não sabia sobre Saulo, é parte inerente da natureza da mulher ser desconfiada e embora ele dissesse que não tinha segredos, ela fazia de conta que acreditava (risos). Como se pode perceber as possibilidades para o comportamento de Gabriela eram infinitas, desde as mais claras até as mais secretas todas as variáveis são possíveis em se tratando da imensa imaginação do ser humano.

Estratégias diferentes, mas com objetivos em comum pensavam assim Gustavo e Gabriela poderem ser uma presença constante na vida deles, mesmo que virtualmente. Fazendo lembrar um conto chamado "A presença de Laura" uma ex que continua fazendo parte da nova vida do ex-marido através de bilhetes que espalha pela casa endereçados a atual mulher dele, aparentemente com informações úteis a ela como, por exemplo, de quanto em quanto tempo ele gosta que vire o colchão da cama, ou como ele gosta que as camisas sejam penduradas nos cabides. No conto dá resultado porque a atual mulher não agüenta mais essa presença sem forma física e o abandona.

Não dá para negar que embora diferentes as estratégias poderiam ser eficientes. Poderiam, mas, em se tratando de dois traidores convictos nada mudou entre Saulo e Rachel porque dentre outras coisas sabiam exatamente o que queriam e precisavam um do outro e isso para eles bastava.

Assim, Gustavo e Gabriela continuavam a se corresponder mantendo o pacto de fidelidade firmado entre eles. Tudo que Gabriela descobria contava a Gustavo e ele, bem ele por ser homem era mais discreto, e aos poucos começava a se preocupar em não falar demais para não magoar Gabriela, preocupação meio sem sentido para a maioria das pessoas, mas ele era assim mesmo, protetor por natureza. Gabriela por sua vez não poupava Gustavo e nem dava uma trégua a Rachel chegando mesmo a descrever detalhes de seus encontros sexuais com Saulo.

Rachel brincava de gato e rato com Gabriela, no fundo se divertia com a situação, salvo quando Gabriela invadia demais seu espaço, era do temperamento de Gabriela ser invasiva e Rachel era uma pessoa muito reservada sobre detalhes íntimos de sua vida, quando Gabriela "forçava muito a barra" de uma "amizade sincera" fazia com que Rachel reagisse e espetasse sutilmente Gabriela na parede só para ter o prazer de vê-la recuar mas mesmo isso era divertido, pois Rachel possuía um lado sádico que se divertia com essa situação, mas Gabriela não sabia dessa faceta da personalidade dela.

E Saulo? Bem, dava a impressão de simplesmente assistir o desenrolar dos fatos sem se envolver diretamente neles, aliás, não precisava mesmo porque Gustavo não mantinha com ele nenhum tipo de contato pessoal, salvo quando se esbarravam em um site que os dois freqüentavam e deixavam comentários, ai era divertido esgrimar com as palavras, Saulo falava e Gustavo reagia e Saulo se divertia com isso. No mais Saulo às vezes cometia alguma indiscrição sobre Rachel em comentários com Gabriela, meio sem querer, ele por temperamento muitas vezes falava coisas que poderiam não ser ditas, quem sabe seguindo a sua linha de raciocínio que ele não tinha segredos. Só que isso fazia com que Gabriela se aproveitasse e invadisse demais o espaço de Rachel, bem não dava para ser diferente em se tratando de Gabriela (risos). Mas isso também podia ser parte do divertimento dele, meio sádico convenhamos, mas fazer o quê? Ele também era assim.

Como vocês podem ver, acabava sendo divertido para Rachel e Saulo, que possuíam o mesmo prazer no sadismo, que ia desde a prática do sexo entre eles, gostavam de uma brincadeira sado-masoquista até pequenas coisas do dia a dia. Ser divertido para eles não estava nos planos de Gustavo nem de Gabriela, mas a vida é mesmo muito curiosa e o destino costuma pregar peças em todos, principalmente nos desavisados! Por terem tantas preocupações e objetivos em comum Gustavo e Gabriela passaram a desenvolver um relacionamento muito próximo e aos poucos os seus e-mails foram ficando mais íntimos e pessoais e descobriram que eles se pareciam em muitas coisas, quando menos esperavam estavam envolvidos e isso ficou claro quando Gustavo escreveu:

- Vamos marcar um dia para nos conhecermos pessoalmente?

- Vamos. Quando?

- Te aviso quando estiver no Brasil.

Gabriela aos poucos se pegou pensando em Gustavo e veio à curiosidade de saber como ele era fisicamente e pediu:

- Mande um foto? Sinto-me meio boba de pedir isso, afinal não sou mais uma adolescente, mas sou muito curiosa.

- Claro que mando!

Gustavo sabia como Gabriela era fisicamente porque ela havia encaminhado um e-mail a ele com uma reportagem de uma revista onde havia a foto dela e por isso sabia qual era a sua aparência, não era bonita, mas quem sabe pessoalmente fosse mais interessante...

De fato parecia coisa de adolescentes, mas a situação que os dois estavam envolvidos era por si só estanha demais e quando isso acontece não costumamos nos preocupar com o que pode parecer ridículo pelas nossas idades, simplesmente nos guiamos pelo prazer de um jogo de se sentir desejado e isso desperta em nós sentimentos de uma juventude que existiu há muitos anos no caso das personagens (risos)

Gustavo fez o combinado e Gabriela percebeu que ele lhe agradava em cheio era muito bonito e parecia bem gostoso!

Daquele dia em diante Gustavo pensava em como seria estar na cama com Gabriela e ela também fantasiava estar transando com Gustavo. Começaram a entrar em salas de bate-papo e as conversas foram ficando cada vez mais quentes rendendo altas masturbações para os dois.

Finalmente chegará o grande dia, Gabriela nem pode acreditar quando abriu seu e-mail e tinha uma sucinta mensagem de Gustavo que dizia:

- Chego amanhã! Encontre-me na mesma sala de bate-papo de sempre no mesmo horário e marcamos o lugar do nosso encontro.

No dia seguinte Gabriela tinha a sensação que as horas não passavam tal à ansiedade por falar com Gustavo, quando finalmente o encontrou na sala de bate-papo foi à suprema felicidade. Marcaram um encontro para o dia seguinte e na hora marcada Gustavo a esperava com um buquê de flores que a deixou encantada, ele de fato era um cavalheiro!

Depois de um magnífico jantar finalmente era chegada à hora de ir para a cama, quando chegaram ao motel Gustavo agiu de forma carinhosa e aos poucos ela estava totalmente envolvida por suas mãos, másculas e delicadas ao mesmo tempo, pelo seu beijo ardente era uma de suas armas de sedução, ele beijava muito bem e sabia disso, sua forma delicada e incisiva de mostrar o seu tesão a deixaram totalmente molhada. Ele a fez gozar em pé mesmo, na escada que levava ao quarto, Gustavo a possuiu com força e delicadeza, ele sabia fazer isso de forma magnífica! Depois ele sentou em uma cadeira e ela foi aos poucos entrando em seu pau, primeiro delicadamente para depois se deixarem levar pela volúpia que os consumia.

Fizeram sexo muitas vezes naquela noite, em muitas posições e Gustavo se mostrava um amante a altura das expectativas de Gabriela, ele era mesmo assim bastava descansar um tempo e logo se mostrava novamente pronto, gostava de variar posições e sabia como despertar o tesão de uma mulher provocava usando a língua, fazendo-a acariciar o corpo da mulher, lambia, chupava, sugava. Gostava de começar esse jogo pela nuca, boca, descer pelo pescoço, chegar aos mamilos, primeiro rodeá-los para depois sugar com força, aos poucos, mas na medida certa para deixá-la muito molhada, fazia isso para depois continuar descendo pela barriga, pélvis até chegar ao sexo e ai era mesmo uma garantia de gozo, sentia-se realizado ao vê-la vibrar e implorar por mais! E nessa hora era capaz de se entregar por inteiro, muitas vezes esquecendo do próprio prazer, sonho de consumo da maior parte das mulheres (risos).

Saciado o desejo restava agora saber como iriam fazer com suas vidas. Contavam ou não para Rachel e para Saulo o que estava acontecendo? Depois de muito conversar resolveram que não iriam falar nada pelo menos por enquanto e que continuariam a contar um para o outro o que se passava entre Saulo e Rachel, masoquismo? Nem tanto, era só uma estranha forma de se excitarem, coisas da fértil e maravilhosa imaginação sexual humana!

Enquanto isso Saulo e Rachel começaram a desconfiar que os dois não só se correspondiam como passaram a ter alguma coisa, e um dia Saulo e Rachel conversando sobre o assunto sadicamente combinaram encostar Gabriela e Gustavo na parede e "fazer de conta" que estavam muito chocados com a atitude dos dois, só para ver o quanto isso os abalaria, pura sacanagem deles, mas fazer o quê? Eles eram sacanas e sádicos por natureza.

Parece que os nomes que temos acabam determinando nossas personalidades, às vezes de forma irônica como nesse caso, Saulo significa: O alcançado pelas orações; Rachel significa: Mansa e delicada, mas a pronúncia do seu nome em alemão é a mesma para a palavra Rache que quer dizer vingança de fato esse nome vem a calhar para ela, lado delicado mesclado de lado nada suave que a vingança sugere; Gustavo significa: Ajudante dos Deuses e Gabriela: Enviado de Deus.

Brincando com os significados Rachel assim definiu esse quarteto: Gustavo poderia ser o ajudante dos Deuses para que ela Rachel, cultivasse a virtude da delicadeza e mansidão esquecendo do lado sombrio de seu nome; Gabriela seria a enviada de Deus para alcançar Saulo pelas orações.

Ela não podia deixar de se divertir com esse tipo de pensamento, era um tanto sádico para com Gustavo e Gabriela e ao mesmo tempo irônico como era de seu feitio. Mas entre ser aquela que somente cultivaria a delicadeza, Rachel preferia cultivar um relacionamento com Saulo que seria manso e delicado mesclado com um lado forte e às vezes moderadamente violento, riu ao lembrar que uma vez brincando Saulo havia dito a ela: "Se você crê em Deus encaminhe pros céus uma prece e agradeça ao senhor você tem o amor que merece..." e olha que a recíproca era verdadeira! (risos). Gustavo e Gabriela fariam o par perfeito nada melhor do que o Ajudante dos Deuses se unir ao Enviado de Deus.

Lógico que nada disso invalidaria a opção deles fazerem uma grande mistura de significados e desejos nada divinos, bem carnais!

Bom, deixo a critério da imaginação de vocês saber o que aconteceu com os quatro por quais caminhos misteriosos o caprichoso destino os levou, se é que os levou...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Passado a limpo!

Dizem que arrumar gavetas, armários, estantes e outras tantas coisas que usamos no dia a dia e simplesmente vamos jogando lá dentro coisas sem estar em ordem, nos ajuda a arrumar as nossas vidas, arrumar nossos pensamentos. Porque como fazemos com as gavetas vamos ao longo da vida jogando em alguma gaveta ou caixa dentro de nosso cérebro informações, lembranças, frases que ouvimos um dia e tantas outras coisas que nem selecionamos a priori, simplesmente jogamos lá e pensamos quem sabe um dia seja útil. Mas será que de fato nos serão úteis?

Enquanto arrumava as gavetas e separava o que ia me desfazer pensava em como é complicado nos desfazermos das coisas guardadas por tanto tampo, cada objeto que pegava me contava uma história, lembrava com todos os detalhes quando comprei, com que finalidade, se ganhei de quem ganhei, o que senti quando ganhei e a importância que teve para mim. Algumas coisas usei, outras simplesmente guardei esperando uma oportunidade.

Aprendi ao longo dos anos por necessidade da vida a guardar somente o essencial, sempre viajei muito e morei em muitos lugares aprendi que mudanças são necessárias, boas e desafiantes, mas mudar implica em também aprender a deixar para trás, objetos, lugares, pessoas queridas e adquirir em outros lugares o novo. Como esse processo em minha vida teve início muito cedo, aprendi a não temer mudanças, aprendi a me desapegar rapidamente e assim sofrer menos e estar aberta para o novo, as surpresas, o inusitado e o desafio de outra cidade, outra cultura, outros hábitos e outras pessoas que passariam a fazer parte de minha nova vida. Porque a cada despedida sabia que me aguardava uma nova chegada surpreendente e desafiante.

Assim, ao longo da vida, passei a gostar do inusitado, passei a gostar de me aventurar e trilhar caminhos diferentes e abrir espaço para o novo. Se ser seletiva já fazia parte de minha personalidade as circunstâncias de minha vida só exacerbaram esse lado.

Parece uma forma meio fria de se relacionar com o mundo material afinal as coisas que guardamos são uma parte de nossas histórias de vida, e são inegavelmente, mas ai entra o critério da seleção, das escolhas que fazemos, do que queremos ou não guardar e no final aprendemos que devemos guardar o que for de fato é importante e significativo. Quando conseguimos fazer isso estamos prontos para a mudança, de lugar ou de comportamento, nos mudamos e com isso o que está a nossa volta muda também, para isso temos de estar abertos, disponíveis e dispostos a entrar no novo.

"Esse contorno material não me diz até onde eu sou...Bom... Aprendi que se eu quiser mudar você, tenho que antes me dispor a ser mudado. Isso é inevitável. E pertenço a todos os lugares que me fizeram nascer de novo. "Eu sou eu e minhas circunstâncias" (Ortega y Gasset)

Mas no terreno emocional as coisas são mais complicadas e a seleção do que vamos guardar e do que vamos nos desfazer passa por emoções, sentimentos e pessoas ficando mais difícil as escolhas, porque objetos podem ser desmembrados e guardados em partes ou guardamos somente uma parte, uma parte de uma roupa, uma parte de um jogo, uma parte de um papel escrito e muitas vezes somente uma parte de uma fotografia. Mas não podemos desmembrar pessoas e guardar somente uma parte delas, as guardamos por inteiro ou nos desfazemos delas por inteiro. Porque gostamos delas por inteiro e não em partes, gostamos do conjunto que forma aquela pessoa por mais que muitas vezes esse "todo" nos incomode, nos desafie, nos provoque sentimentos muitas vezes contraditórios e tem de ser assim porque cada pessoa é o novo! Abre-nos um mundo a ser explorado, conhecido, amado, respeitado e cheio de surpresas agradáveis ou não, afinal, pessoas são "pacotes completos" (risos).

Parei a arrumação para ler meus e-mails e tinha um dele, sucinto e direto:

"Encontra comigo amanhã? Por volta das 10hs posso pegar você em casa se quiser."

Surpresa! Foi o sentimento que tive, fiquei olhando muito tempo a tela do computador sem saber o que responder. Ele fazia parte de um passado que ainda não estava para mim resolvido. Queria ou não reviver alguma coisa com ele? Queria de verdade saber o que sentia por ele e se ainda sentia? Queria descobrir se ele havia mudado e de que forma? Ele era ainda alguém a ser guardado? Ou pertencia definitivamente ao passado que devia ser esquecido ou descartado?

Final de ano boa época para balanço da vida e dos acontecimentos do ano que está prestes a terminar se é assim normalmente todo ano, para mim esse ano que está se encerrando é um que jamais esquecerei por ter passado pela maior perda de minha vida, por ter tido de me despedir para sempre da única pessoa que sei me amava incondicionalmente, mas como diz a música: "... a barra da morte é que ela não tem meio termo..." e a vida tem de seguir seja lá como for. Pensando em tudo isso aceitei, não sem sentir um frio no estômago, afinal ele fez parte de minha vida, foi a minha grande paixão, meu noivo, o primeiro homem de minha vida e agora estava prestes a reviver momentos, diferentes porque o tempo certamente nos mudou.

Só tinha um jeito de descobrir e era aceitando o convite. Respondi que sim e ao fechar a gaveta no meio da arrumação, arrumava minha gaveta de calcinhas, e por hábito gosto de separar por cores minha estratégia para encontrar mais fácil a que quero usar, manias, cada um com as suas (risos) me deparei com uma de renda preta, ousada, muito pequena e frágil que comprei para usar um dia com a finalidade de realizar uma fantasia (risos) brinquei com ela entre os dedos pensando na minha fantasia e no homem com quem queria realizar, sorri com esse pensamento porque ele me desperta bons pensamentos, me faz feliz. Segurei por um tempo, dobrei com cuidado e essa eu guardei, não fazia parte do que queria me desfazer faz parte do que é significativo para mim.

Ele chega no horário combinado e num primeiro momento pesava entre nós um silêncio, pontuado por medo, incertezas dos dois e muitas recordações do nosso passado juntos. Resolvi quebrar o gelo puxando uma conversa boba sobre o trânsito e a loucura de viver nessa maravilhosa cidade, ele não mora aqui e estava de passagem.

Enquanto ele dirigia para um lugar que seria óbvio (risos) mas que não havíamos combinado eu o observava e via que ele ainda guardava as mesmas expressões faciais de que me lembrava, o mesmo sorriso meio tímido, as mesmas poucas palavras que o caracterizavam, o mesmo gesto de levar a mão ao bolso da camisa para pegar o cigarro e ai novamente meus pensamentos se desviaram para outra situação envolvendo um homem especial para mim, que também fuma, quando sofri muito com a separação desse que agora havia ressurgido, eu estava um dia voltando de uma viagem e contando a esse homem especial em minha vida o quanto estava triste com os acontecimentos e pus a mão no bolso de sua camisa para pegar o maço de cigarros e o isqueiro, só que ele punha o isqueiro de um lado do bolso e o homem assunto de nossa conversa, punha do lado oposto, manias (risos). Surpreendi-me com essa lembrança, afinal esse fato havia ocorrido há séculos atrás (riso). Esse homem especial sorriu para mim e disse:

- Homem errado (risos)

Fiquei sem graça na hora pela minha grafe e tentei explicar e ele novamente sorrindo pacientemente me falou:

- Tudo bem. É assim mesmo, demora a se esquecer, estou disposto a conviver com o "fantasma" dele (risos).

Essa lembrança me fez sorrir e dizer:

- Pelo jeito fumar ainda faz parte de sua vida. E você ainda guarda no bolso o maço de cigarros e o isqueiro do mesmo jeito.

- É tentei parar algumas vezes mas ainda não consegui. Você lembrava disso?

- Claro que lembrava, foram muitos anos de convivência e lembro de muitos detalhes de tudo, na verdade lembro de quase tudo.

- Boas lembranças?

- Algumas sim. Como as que você deve ter de mim.

Ele ficou calado muito tempo e falou:

- Você nem de longe imagina como me lembrei de você em todos esses anos! Eu tentei te encontrar, liguei para o telefone que tinha, deixei recado mas você não retornou as ligações e um dia desisti de continuar tentando, entendi que você não queria falar comigo. Falando em cigarros e lembranças, você ainda tem o isqueiro que te dei com o seu nome gravado? Foi num aniversário de namoro não foi?

- Foi. É um isqueiro muito bonito eu ainda tenho mas nunca mais usei.

- Ele quebrou?

- Não fisicamente.

- Não entendi a resposta mas é melhor deixar para lá (riso) se bem me lembro de você dependendo da sua resposta é prudente não querer maiores explicações.

- Tem razão. Hoje não é o dia para isso.

Meu coração batia acelerado ao chegarmos ao nosso destino, enquanto ele entregava os documentos e esperava a chave segurou com força a minha mão e sua mão estava fria como a minha, demonstrando claramente nosso nervosismo e expectativa. Mas agora não era à hora de racionalizar nada, agora era à hora da verdade, das nossas verdades emocionais e elas tinham que falar.

Assim que entramos ele me beijou e seu beijo ainda tinha o gosto que lembrava, gosto de desejo, gosto de sexo intenso, mas não tinha mais gosto de amor, ele continuava beijando muito bem, sabia exatamente o que fazer com a língua, sabia como usá-la para provocar, disso eu lembrava muito bem. Ele parou de me beijar por um breve instante para falar:

- Seu beijo continua me enlouquecendo! Você continua beijando muito bem. Agora melhor!

Beijos, abraços, nossos corpos entrelaçados, ele começou a descobrir agora a mulher que estava em seus braços, percorria minha barriga com meus lábios,
subindo até meus seios, eu segurava a sua cabeça e mostrava o que queria.
Ele sugava os meus mamilos, queria que ele sentisse as curvas e a textura, ele sempre me disse que gostava dos meus seios.
Minhas mãos nesse momento também exploravam, sentia o corpo que não era mais daquele menino que me lembrava, mas de um homem.

Ele esfregava seu pau em meu ventre,
eu lembrava dessa sensação por causa de muitos amassos deliciosos trocados no passado (riso) Foi tirando minha roupa, primeiro a calça, falei ao seu ouvido:

- Ainda gosta disso? (ele sempre teve fetiche por mulher de blusa e calcinha).

Sua resposta foi abrir a minha calça com a boca, enquanto beijava minha barriga e foi descendo junto com a calça que cobria minhas pernas,
beijava e mordiscava a parte de dentro de minhas coxas, eu gemia e foi à vez dele perguntar:

- E você gosta disso?


Levantou a cabeça olhou fixamente para mim.

- Cena linda! Nem acredito que agora posso ter nos meus braços a mulher que tive um dia e depois desejei ter novamente há tantos anos!

Andamos até o sofá e o fiz sentar, passava a mão pelo seu peito tirando a sua camisa, eu amo fazer isso, despir um homem aos poucos me dá um imenso prazer, gosto de curtir cada botão que abro, gosto de fazer isso devagar sentir o cheiro de seu corpo, que aliás, era tão gostoso quanto me lembrava!

Passava minha língua em seu peito, e lembrei que ele gostava que acariciasse com a língua seus mamilos, eu sempre achei isso engraçado mas ele sempre me dizia que sentia o maior tesão, bom tesão é tesão e cada um sente onde gosta (risos)
Fui descendo pelo seu corpo abrindo sua calça e nessa hora nos olhamos , sorrimos e falei baixinho:

- Lembra quando machuquei a mão no zíper da sua calça?

Ele sorriu e segurou com força minha mão sobre a calça me fazendo sentir o seu pau completamente duro e sacanamente me falou:

- Lembro. E você lembra da primeira vez que segurou ele?

Respondi o livrado de vez das calças e da cueca e finalmente segurei seu membro, havia me esquecido dos "detalhes" e agora lembrava porque, no começo eu ainda era virgem, tinha achado muito "desconfortável" (riso). Primeiro acariciei com as mãos enquanto nos beijávamos para depois começar a chupar de leve e lamber bem devagar, eu gosto de fazer isso e ele também gostava muito, foi com ele que fiz pela primeira vez sexo oral em um homem.

Ele gemia e falava:

- Sensação diferente, que boca maravilhosa!

Acariciava seu membro com grande cuidado e ia com a boca segurando entre meus lábios, até que pediu para parar.

- Para por favor! Para não quero gozar ainda!


Parei, ele me pegou com força, tirando minha calcinha e após estarmos devidamente protegidos, me segurou firmemente com um braço, envolveu minha cintura, andamos juntos até a escada, escada nos despertava muitas lembranças (risos) era uma de nossas especialidades! Sexo em pé na escada sempre achei gostoso, sempre teve para mim um quê de transgressão. Ele me penetrou, vindo por cima, de uma só vez, senti seu corpo por inteiro, minhas pernas enlaçavam a sua cintura, ele me segurava, seus olhos fixos nos meus e neste momento deixei que ele conhecesse de verdade a mulher que estava possuindo a mulher na qual eu havia me transformado, não mas a menina inexperiente por quem um dia ele havia se apaixonado.

Ele me possuía na medida em que eu o possuía nossos movimentos eram ritmados e rápidos, o bom era que agora ele não mais ditava o que deveria ser feito, agora ele não mais me ensinava como agir, agora jogávamos em termos de sexo de igual para igual pela primeira vez em nossa história.

Mudamos de posição e ele me pegou de quatro, ainda estávamos na escada, ficou em pé atrás de mim. Segurou-me pelos ombros,
me possuía com força, entrando todo dentro de mim
enquanto falava:

- Você continua apertadinha como me lembro! Isso sempre me deu o maior tesão!!!

Gozei com intensidade, mas confesso que naquela hora queria mais digamos "vigor" na sua pegada, mas isso eu tenho muito e com muita qualidade com outro homem, que não era ele (risos) e não cabia naquele momento falar nada, estava muito curiosa para saber as mudanças que o tempo havia provocado naquele "menino" do meu passado e qualquer interferência estava fora de cogitação, falei:

- Vamos para a cama. Deita! Quero agora te ver gozar!

Ele deitou e eu me encaixei em seu corpo, segurava firmemente seu quadril com minhas coxas, sentia seu pau duro e ele entrava e saia devagar, nos olhávamos muito sérios, não sorrimos, não nos acariciamos com os olhos como amantes sabem fazer, parecia um desafio, ele tentava mostrar o quanto o tempo o deixará melhor na cama e eu tentava mostrar o quanto havia aprendido depois dele.

Resolvi fechar os olhos e me guiar somente pela sensação de tê-lo dentro de mim, ele continuava a mexer agora mais depressa, os movimentos estavam uma delícia, sentia sua língua em meus mamilos lambendo delicadamente, instintivamente eu levei suas mãos a minha cintura e fiz com que ele me segurasse com força ele não sabia que essa era uma das minhas taras (risos).

Ele entendeu o eu queria e me segurava com força, sentia agora seu pau indo cada vez mais fundo e os movimentos mais rápidos até que gozei, abri os olhos e ele me olhava com um ar meio surpreso, percebi que ele não havia gozado ainda, continuei a me movimentar provocando, fazendo de conta que ia sair, quando sentia que ele estava quase saindo sentava com força e após um tempo o provocando ele gemeu alto e finalmente gozou.

Diferente do que gosto de fazer dessa vez sai rapidamente de cima e deitei ao seu lado, ele respirava ofegante e depois de algum tempo tirou a camisinha, levantou e foi ao banheiro.

Enquanto ele estava no banheiro eu tentava descobrir o que de verdade havia sentido e o quanto foi significativo esse encontro, claro eu não tinha ainda as respostas era tudo muito antigo e recente ao mesmo tempo. Ele voltou deitou ao meu lado.

- Sabia o tempo ia te transformar nessa mulher maravilhosa na cama! Você sempre teve todo o potencial para isso só não sabia, mas olha superou em muito a minha imaginação!

- Pode ser porque eu precisasse de outras experiências, outros professores e muita prática. E você também aprendeu bastante, hoje eu sei que você não sabia tudo (risos)

- Aprendi muito como por exemplo a me segurar, a não gozar rápido, a esperar e no dia de hoje mesmo que quisesse gozar rápido não conseguiria.

- Por quê?

- Porque estava muito nervoso e ansioso por esse encontro, mas valeu a demora para gozar. Foi maravilhoso!

- Foi intrigante.

- Intrigante?

- No momento é a única palavra que me ocorre.

- Não sei se isso é bom ou ruim. Espero que seja bom.

- De verdade eu também não sei além disso: Foi intrigante.

Ele me olhou fixamente nos olhos e sorrindo falou:

- Intrigante como a cor dos seus olhos. Eu sempre gostei, defino como "gateado" e dependendo do seu estado de espírito muda, ficam mais claros, com outras nuances de cor, mais esverdeado, mais cor de mel, não sei só sei que de qualquer forma sempre gostei. Lembro que sabia exatamente como você estava se sentindo simplesmente vendo a cor que estavam os seus olhos.

- É dependendo do que acontece, tudo muda mesmo. A cor dos relacionamentos também!

Ficamos em silêncio cada um perdido em suas recordações e ai ficou claro para mim que ele pertencia de fato ao meu passado, nada mais tínhamos em comum ou "Tudo o que mais nos uniu separou, tudo que tudo exigiu renegou, da mesma forma que quis recusou" (Mordaça – Paulo César Pinheiro).

Ficamos abraçados, fumamos em silêncio, depois levantei fui ao banheiro, tomei um banho e pensava em como com esse ato o estava tirando de dentro de mim física e emocionalmente. Sai do banheiro e sem dizermos nada começamos a nos vestir, na saída do quarto trocamos um beijo gostoso, terno, mas sem promessas e sem maiores emoções, era para nós a prova que pertenceríamos sempre um ao outro mas em nossos passados, estaríamos sempre unidos nas nossas recordações e na história que vivemos e um dia interrompemos, no nosso presente não havia mais espaço em nossas gavetas, agora ocupadas pelo novo, pelas novas pessoas que havíamos nos transformado!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

“...Dentre todos os amores e amigos de você me lembro mais, de você não esqueço jamais...”

As nossas vidas são pautadas por escolhas, escolhemos empregos, profissões, onde vamos morar, que tipo de roupas vamos vestir e tantas outras que fazemos racionalmente de acordo com as nossas necessidades ou conveniências.

E os amigos e amores? Fazemos escolhas racionais? Ou nos guiamos somente pelas nossas emoções? Algumas pessoas conseguem fazer essas escolhas racionalmente, eu me guio pelos sentimentos e deixo que eles ditem os meus caminhos afetivos. Porque há muito tempo aprendi que sentimentos não são lógicos, sentimentos não são racionais, sentimentos simplesmente existem e mesmo quando tentamos racionalmente ignorá-los não adianta nada, eles vivem independente das nossas vontades e se alimentam da etérea matéria que constituem os sonhos!

Cabe a nós dar-nos o direito de sentir e viver intensamente as emoções e surpresas que podem vir. Cada amor ou amigo nos é dado de presente, cada amor ou amigo nos acrescenta algo de bom, cada amor ou amigo nos ensina algo novo e o melhor é que isso não ocorre unilateralmente, também estamos nos dando de presente, também acrescentamos algo de bom às vidas deles, também ensinamos algo novo para aqueles que nos são caros.

Racionalmente não sabemos por que gostamos tanto de uma pessoa e porque ela é tão importante para nós, somente sentimos e nesse caso "sentir é compreender, pensar é errar" (Fernando Pessoa).

Assim se pauta o meu relacionamento com ele, uma deliciosa mistura de amizade, cumplicidade, respeito, admiração, afeição e sexo sem que racionalmente consigamos definir os limites que separam a nossa imensa amizade do nosso intenso envolvimento sexual, mas definir não é necessário, necessário é somente sentir essa troca deliciosa de carinho, de entrega quando estamos juntos, necessário é podermos saber que fazemos parte da vida um do outro, necessário é dizer sem palavras "estou aqui ao seu lado e isso me dá prazer".

Nossas atribuladas vidas muitas vezes nos afastam por períodos maiores do que gostaríamos, mas faz parte do relacionamento de amantes essa circunstância e saber conviver com esse lado desse tipo de relacionamento é fundamental para que ele sobreviva. Relacionamentos amorosos são frágeis e delicados, qualquer relacionamento mesmo o de amizade porque estão baseados em sentimentos, em sensações e emoções. Mais frágeis ainda são os relacionamentos de amantes uma vez que amantes se vem quando dá, amantes tem uma "vida secreta" e uma oficial e muitas vezes a "vida oficial" não permite que os encontros ocorram e por isso muitas vezes a palavra dita ou não dita pesa tanto, o gesto não feito pesa tanto porque as explicações demoram. Os relacionamentos oficiais são diferentes por terem muitos aspectos envolvidos, sonhos em comum que foram vividos, sonhos e projetos futuros que podem ou não se realizar, vivem e se alimentam do mundo do ontem e do amanhã e assim constroem o presente sabendo que tem tempo para resolver os muitos aspectos da vida em comum, os amantes têm o presente, criado através de um passado que solidificou os sentimentos, mas sabem que o futuro é agora! Amanhã é um tempo que pode demorar semanas ou meses e ai o cuidado com essa fragilidade tem de ser redobrado, se não o amanhã não chegará nunca!

Se por um lado isso estimula pela sensação de urgência por outro lado isso é perigoso porque pode criar situações muitas vezes delicadas demais que precisam de um tempo maior de contato para serem resolvidas. Mas vai ver que é disso que esse tipo de relacionamento se alimenta, da sensação de urgência e de perigo. Arriscaria dizer que amantes são na essência pessoas que gostam do perigo, que gostam de correr riscos, que gostam da parte incerta da vida, que gostam de viver ao sabor das surpresas que a vida reserva a todos nós.

Depois de um longo período de desencontros onde só conseguimos dar uns deliciosos e interrompidos amassos por estarmos em locais públicos (risos), finalmente conseguimos nos encontrar tendo claro, que driblar alguns obstáculos inesperados mas isso tiramos de letra há muitos anos, somos especialistas em criar oportunidades e achar brechas nas nossas vidas "oficiais" (risos).

Chegamos ao motel e assim que entramos no quarto começamos a nos beijar com volúpia enquanto tirávamos as nossas roupas e sempre me surpreendo como somos capazes de falar algum assunto sério e nos beijar ao mesmo tempo fazendo com que o assunto seja interrompido para dar espaço ao tesão que naquela hora nos une, sabemos que a conversa interrompida pode ser continuada depois de saciado o nosso imenso desejo! Mas olhando para trás vejo que isso sempre foi assim entre nós, e ai está à grande mistura de nossa amizade com o nosso relacionamento amoroso, não consigo ver as fronteiras que separam esses dois lados.

Ele segurava com força as minhas costas, minha cintura e eu acariciava seu peito deixando minhas mãos descerem pela sua barriga até segurar com força o seu pau delicioso, sentia o seu cheiro, a textura de sua pele, seus pelos enquanto ele tirava a minha calcinha e punha seus dedos em meu sexo completamente molhado, sentia seus dedos massageando meu clitóris e isso me deixa absurdamente excitada.

Andamos em direção a cama, ficamos um breve tempo ajoelhados um de frente para o outro nos acariciando e trocando beijos, até que ele me deitou com certa violência e enquanto acariciava meus mamilos sentia sua boca em meu sexo, sensação deliciosa, ser acariciada ali pela sua língua quente e macia que descreve movimentos rápidos e lentos, que alterna chupadas deliciosas segurando entre os lábios meu clitóris, eu gemia cada vez mais alto, segurava com força seus cabelos, minhas pernas estavam mais abertas e agora ele além de me chupar introduzia a língua e os dedos em minha vagina, eu arqueava o corpo e fazendo movimentos de vai e vem provocando uma penetração, sentia os seus dois dedos cada vez mais fundo enquanto ele me chupava com uma intensidade maior e claro que o resultado foi:

- Vou gozar! Quantas vezes você quer que eu goze?

Isso porque estava gozando pela segunda vez desde o momento que ele começou a me chupar, claro que ele não respondeu, estava com a boca muito ocupada (risos).

Agora ele estava deitado e eu beijava seu peito, sua barriga até chegar ao seu pau, chupava de leve e acariciava, lambia enquanto ele segurava com força minha cabeça, senti seu dedo novamente em minha vagina, estava delicioso aquilo, mas tanto eu quanto ele queríamos bem mais! Ele me faz sentar em seu pau, enquanto segurava com roça minha cintura e minhas costas na altura das costelas, ele sabe o quanto isso me excita.

Olhava para seu rosto cheio de tesão e sentia o mesmo que ele, pedi:

- Pega o vibrador?

- Não ainda não! Sente somente o meu pau dentro de você, curta esse pau que é seu. Vai gostosa! Sinta somente por enquanto.

Enquanto falava movimentava de leve o quadril o que só aumentava a minha vontade de senti-lo com força, cada movimento fazia com que ele entrasse mais fundo. Eu gemia de prazer, ele molhou os dedos em sua saliva e acariciava meu clitóris, até que pegou o vibrador e trocou os dedos por ele, agora a sensação era maravilhosa, sentir o seu delicioso pau dentro de mim e o vibrador em suas mãos experientes, que sabem dosar força, delicadeza e velocidade constituem uma sensação intensa.

- Vou gozar! Desse jeito vou gozar das duas formas ao mesmo tempo!!

- Goza minha putinha! Goza gostosa!

Gozar tendo ao mesmo tempo o clitóris e a vagina sendo estimulados intensamente é uma sensação que poucas vezes senti de forma tão intensa como dessa vez, já havia conseguido esse tipo de orgasmo outras vezes, mas não tão intensamente como acontecia agora.

Logo depois de ter gozado dessa forma tão intensa ele se posicionou sobre mim e me penetrou de uma só vez, minhas penas enlaçavam o seu pescoço, gosto de ser possuída dessa forma faz com que eu o sinta muito fundo e sentir aquele pau delicioso muito dentro de mim é uma sensação maravilhosa! Naquela hora queria mesmo gozar junto com ele, sentir o seu gozo, fundir o nosso tesão, de repente ele pegou o vibrador em deu em minha mão, eu deslizava pelos meus mamilos enquanto sentia nossas respirações cada vez mais rápidas, nossos gemidos cada vez mais altos e o gozo cada vez mais perto que chegou de forma gostosamente intensa.

Ficamos um tempo parados sentindo o ritmo de nossos corações e eu sentindo seu pau ainda dentro de mim, lentamente ele foi saído. Deitamos lado a lado, minha cabeça encostada em seu peito, minha perna sobre a sua pelve, trocamos um beijo suave, sem palavras por serem desnecessárias naquela hora, ele passava a mão em minha cabeça e eu acariciava delicadamente seu peito, sua barriga, seu pau. Estávamos de mãos dadas, segurávamos firmemente a mão um do outro. Agora era só mesmo uma demonstração de carinho e afeto, sem tesão envolvido.

Depois de termos tomado muita água, fazia muito calor mesmo com o ar condicionado ligado, começamos a conversar e voltamos à conversa interrompida pelo nosso tesão, o engraçado é que sempre conseguimos retornar a conversa de onde paramos sem nos perdermos no assunto mesmo depois de termos nos perdido nos braços um do outro (risos).

Ele de leve batia em minha bunda e falou:

- Só um carinho

- Percebi (risos)

Enquanto conversávamos sobre muitas coisas, meus projetos, minhas descobertas recentes, ele também falava sobre sua vida e trocávamos opiniões sobre muitos assuntos que haviam ficado parados durante nossos desencontros.

Eu dizia a ele o quanto sempre admirei a sua objetividade e quanto tenho procurado ao longo desses anos de nosso relacionamento aprender isso com ele, essa qualidade dele eu sempre vi e sempre procurei apreender porque sei ser necessária para a vida como um todo, e muitas vezes eu não consigo ser assim.

Mas novamente nosso tempo estava terminando ele me disse:

- Vamos comer. Estou com fome!

- Vamos eu também estou.

Levantei da cama e ele estava sentado, eu o abracei e dei um beijo, ele segurava as minhas costas, com a cabeça apoiada em seu ombro, beijando o seu pescoço falei:

- Eu te quero muito bem!

- E eu a você!

Era tudo que precisávamos dizer um ao outro, porque sabemos a intensidade desse "querer bem" que nos une, mistura de carinho, companheirismo, cumplicidade, amizade, respeito e tesão.

Saímos para comer alguma coisa rapidamente, tomar um café de olho no relógio como sempre (risos). No caminho eu disse:

- Qualquer dia vamos almoçar juntos? Comer uma bela carne mal passada que eu e você gostamos?

- Qualquer dia vamos sim.

Despedimos-nos com um beijo rápido:

- Obrigada por tudo.

- Obrigado também.

Essa é a síntese dos amantes, se alimentam do hoje e do lado leve da vida que é aproveitar os momentos da forma mais intensa que puderem porque o amanhã pode estar muito longe, mais longe do que gostaríamos mas esse é o lado objetivo da vida, a cada despedida voltamos a nossas vidas "oficiais" e as "secretas" aguardam o nosso retorno!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O que te seduz?

Sedução palavra chave para relacionamentos antigos ou novos, sem sedução eles viram rotina, eles acabam porque relacionamentos são feitos de fantasias que podem ou não se realizar pouco importa, o que importa é serem alimentados por elas.

Dia atribulado muitas coisas para resolver antes de uma viagem para dessa vez, somente descansar afinal, descansar é delicioso porque ninguém é de ferro (risos).

Chego à portaria, converso rapidamente com o porteiro, pego o jornal e ele me entrega um envelope dizendo que logo cedo um rapaz havia deixado lá para mim. Enquanto espero o elevador observo intrigada o envelope sem nada escrito, não estava esperando receber nada via portaria, entro no elevador, cumprimento os vizinhos e aquele envelope queima em minhas mãos, tudo que quero é chegar logo ao meu andar para poder finalmente abri-lo, meu lado curioso fala muito alto (risos).

Finalmente chego ao meu andar, me livro rapidamente do que tenho em minhas mãos e finalmente abro o envelope. Dentro encontro uma passagem aérea para outro país com um sucinto bilhete que reconheço a letra, dizendo somente: - "O convite continua valendo". Por um tempo fico parada com a passagem em minhas mãos e logo começo a sorrir pensando em como ele pode ser sedutor quando quer, a resposta a esse convite ele já sabia mas conseguiu me surpreender com a sua atitude.

Ligo para ele e...

- Gostou da surpresa?

- Gostei mas a resposta continua a mesma.

- Eu sei. Somente tive a intenção de mostrar que o convite era sério e também gosto de surpreender você porque sei que te deixa feliz.

- Obrigada. De fato me deixa feliz, e olha, eu não imaginei que o convite fosse uma brincadeira, sei exatamente quando você está brincando e quando está falando sério.

- Almoça comigo hoje? Não tenho muito tempo mas pelo menos poderíamos almoçar juntos.

- Tempo nesse momento é artigo em falta para mim, mas almoço sim.

- Que bom! Agora você me deixou feliz.

Desligo o telefone depois de termos marcado hora e local, olho para o relógio e penso em tudo que ainda tenho para fazer, mas pensando bem o que tenho para fazer pode esperar, porque administrar o tempo é uma de minhas especialidades e sei que quando queremos o tempo é relativo, quase sempre podemos arrumar um intervalo entre um compromisso e outro para podermos encontrar quem achamos que devemos ou queremos e depois dessa surpresa sedutora por parte dele eu achei que no mínimo devia encontrá-lo, costumo retribuir e reconhecer atos de gentileza e sedução, se gosto de ser seduzida gosto de seduzir e principalmente gosto de retribuir delicadeza com outra delicadeza.

Adianto o que posso e vou tomar um banho e me arrumar, tudo rápido porque é o jeito para poder encontrá-lo, às vezes me sinto uma equilibrista de pratos, giro vários ao mesmo tempo e tento não deixar cair nenhum, nem sempre consigo mas eu tento e a escolha mais difícil quando vejo que não vou conseguir é saber qual dos pratos posso deixar cair, escolho aquele que sei poder colar os cacos depois e fazê-lo novamente girar (risos).

Chego ao local marcado e ele está me esperando com uma bebida bem gelada, o dia estava absurdamente quente, minha bebida preferida mas um gesto de delicadeza que eu adoro. Não esquecer o que a outra pessoa gosta, não esquecer o que a deixa feliz e fazer isso considero fundamental, só mostra o quanto prestamos atenção naquela pessoa, o quanto ela é especial para nós. Como diz um ditado antigo: "Educação e gentileza não custam caro e não ocupam espaço" Então porque não fazer?

Trocamos um beijo rápido e ele me diz:

- Obrigado por ter arrumado um tempo para vir. Sei que hoje seu dia está complicado.

- Obrigada também. Seu dia não está muito diferente do meu.

Rapidamente pedimos a comida e enquanto aguardávamos falei:

- Gostei da sua surpresa.

- Eu sei. Nesse ponto te conheço bem.

Sorrindo perguntei:

- Mas você entende que a minha resposta não mudou não é?

- Entendo e respeito, não tive uma segunda intenção só queria mesmo mostrar a você o quanto falava sério e o quanto gostaria de tê-la ao meu lado nessa viagem.

Fiquei um tempo olhando para ele e pensando como um simples gesto de delicadeza pode nos deixar feliz, um gesto que fazemos sabendo que a resposta da outra pessoa não vai mudar, fazemos porque queremos agradar, fazemos somente para deixarmos o outro feliz. Acho isso generoso, mas relacionamentos devem e precisam ser generosos, afinal num relacionamento os dois se dão de presente e presentes são sempre muito bons de receber e de dar independente do valor monetário que possam ter. Aliás, diria que os melhores presentes que recebi e dei até hoje não foram os mais caros em termos monetários, mas foram os mais caros em termos afetivos por serem a entrega de emoções e sentimentos e isso para mim não tem preço.

- A passagem é válida por um ano, quem sabe não seja agora mas depois...

Sorri novamente e segurei a sua mão por cima da mesa.

- Eu sei. Em um ano tudo pode mesmo acontecer, tudo muda a cada minuto não é?

Ele olhou ternamente para mim e disse:

- É verdade, quando penso em nós vejo isso claramente e ainda bem que mudou, porque imaginei que tivesse perdido a chance de reconquistá-la.

- Eu lembro. Mas no fundo sabia que era só uma questão de podermos nos entender, de ajustarmos o nosso relacionamento dentro de nossas expectativas e realidades de vida. Você mudou e eu também, e agora penso estarmos prontos para uma nova fase, mais realista, menos idealizada e com isso tudo fica mais fácil.

- Idealizar. Você tocou num ponto chave, eu idealizava mesmo um relacionamento sem perceber que o meu ideal era diferente do seu. Pensando bem, mentira minha (risos) eu percebia só não queria aceitar e ai você me mostrou claramente que era possível continuar se achássemos que valia a pena mas agora dentro de um novo contexto. Foi duro na hora mas depois entendi e agradeço a sua sinceridade.

- Sinceridade. Agora foi você que tocou num ponto chave, sem sinceridade não existe nada, temos de ser sinceros primeiro conosco e sabermos o que queremos de verdade e só ai podemos ser igualmente sinceros com a outra pessoa. Eu também levei um bom tempo pensando no que queria de verdade com relação a você e só quando tive certeza me senti pronta para conversar calmamente, sempre confiei na sua inteligência e sensibilidade e sabia que na hora certa você entenderia.

- Que bom minha querida que voltamos a nos entender, você nem imagina a falta que senti de você, do seu carinho, da sua atenção, da sua delicadeza e até das nossas brigas (risos) que não foram poucas.

- Não foram, mas agora sei que foram necessárias porque através delas passamos a nos entender melhor, a nos respeitar mais, a conhecermos os nossos limites e estabelecermos assim os limites que envolvem a nossa história.

Ficamos um bom tempo em silêncio apenas aproveitando a companhia um do outro e a deliciosa comida, comer em boa companhia é um dos prazeres da vida, mesmo que naquela hora o comer fosse só os pratos que havíamos escolhido (risos).

Pratos! Estava na hora de correr antes que algum dos que estava equilibrando caísse porque nesse dia eu ele não podia deixar nenhum cair (riso). Simultaneamente olhamos para o relógio ele também estava equilibrando os seus pratos e como eu não dava para deixar cair nenhum. Hora de nos despedirmos pelo menos por enquanto, saímos apressados e como almoçamos perto de seu trabalho voltamos a pé, jeito de termos mais alguns minutos juntos antes da despedida.

Despedimo-nos com um beijo mais demorado cheio de promessas e fantasias que poderiam ou não se realizar, mas esse detalhe não importava naquela hora, importava para mim saber que havíamos feito juntos uma escolha e assim ditado os nossos novos caminhos.

- Boa viagem e divirta-se muito, você merece isso.

- Obrigada pela companhia e tente não trabalhar demais, faz mal para o coração, gostou do conselho (risos)

- Gostei. Embora tenha sido uma provocação mostra que você se importa comigo.

- Bom, é uma retribuição, o fato de você ter feito hoje uma surpresa para mim também mostra isso o quanto você se importa comigo.

Sai pensando no que seduz uma pessoa, imagino as mais variadas respostas, sei o eu me seduz e vocês o que alguém pode fazer para seduzi-los?

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