“...Dentre todos os amores e amigos de você me lembro mais, de você não esqueço jamais...”
As nossas vidas são pautadas por escolhas, escolhemos empregos, profissões, onde vamos morar, que tipo de roupas vamos vestir e tantas outras que fazemos racionalmente de acordo com as nossas necessidades ou conveniências. E os amigos e amores? Fazemos escolhas racionais? Ou nos guiamos somente pelas nossas emoções? Algumas pessoas conseguem fazer essas escolhas racionalmente, eu me guio pelos sentimentos e deixo que eles ditem os meus caminhos afetivos. Porque há muito tempo aprendi que sentimentos não são lógicos, sentimentos não são racionais, sentimentos simplesmente existem e mesmo quando tentamos racionalmente ignorá-los não adianta nada, eles vivem independente das nossas vontades e se alimentam da etérea matéria que constituem os sonhos! Cabe a nós dar-nos o direito de sentir e viver intensamente as emoções e surpresas que podem vir. Cada amor ou amigo nos é dado de presente, cada amor ou amigo nos acrescenta algo de bom, cada amor ou amigo nos ensina algo novo e o melhor é que isso não ocorre unilateralmente, também estamos nos dando de presente, também acrescentamos algo de bom às vidas deles, também ensinamos algo novo para aqueles que nos são caros. Racionalmente não sabemos por que gostamos tanto de uma pessoa e porque ela é tão importante para nós, somente sentimos e nesse caso "sentir é compreender, pensar é errar" (Fernando Pessoa). Assim se pauta o meu relacionamento com ele, uma deliciosa mistura de amizade, cumplicidade, respeito, admiração, afeição e sexo sem que racionalmente consigamos definir os limites que separam a nossa imensa amizade do nosso intenso envolvimento sexual, mas definir não é necessário, necessário é somente sentir essa troca deliciosa de carinho, de entrega quando estamos juntos, necessário é podermos saber que fazemos parte da vida um do outro, necessário é dizer sem palavras "estou aqui ao seu lado e isso me dá prazer". Nossas atribuladas vidas muitas vezes nos afastam por períodos maiores do que gostaríamos, mas faz parte do relacionamento de amantes essa circunstância e saber conviver com esse lado desse tipo de relacionamento é fundamental para que ele sobreviva. Relacionamentos amorosos são frágeis e delicados, qualquer relacionamento mesmo o de amizade porque estão baseados em sentimentos, em sensações e emoções. Mais frágeis ainda são os relacionamentos de amantes uma vez que amantes se vem quando dá, amantes tem uma "vida secreta" e uma oficial e muitas vezes a "vida oficial" não permite que os encontros ocorram e por isso muitas vezes a palavra dita ou não dita pesa tanto, o gesto não feito pesa tanto porque as explicações demoram. Os relacionamentos oficiais são diferentes por terem muitos aspectos envolvidos, sonhos em comum que foram vividos, sonhos e projetos futuros que podem ou não se realizar, vivem e se alimentam do mundo do ontem e do amanhã e assim constroem o presente sabendo que tem tempo para resolver os muitos aspectos da vida em comum, os amantes têm o presente, criado através de um passado que solidificou os sentimentos, mas sabem que o futuro é agora! Amanhã é um tempo que pode demorar semanas ou meses e ai o cuidado com essa fragilidade tem de ser redobrado, se não o amanhã não chegará nunca! Se por um lado isso estimula pela sensação de urgência por outro lado isso é perigoso porque pode criar situações muitas vezes delicadas demais que precisam de um tempo maior de contato para serem resolvidas. Mas vai ver que é disso que esse tipo de relacionamento se alimenta, da sensação de urgência e de perigo. Arriscaria dizer que amantes são na essência pessoas que gostam do perigo, que gostam de correr riscos, que gostam da parte incerta da vida, que gostam de viver ao sabor das surpresas que a vida reserva a todos nós. Depois de um longo período de desencontros onde só conseguimos dar uns deliciosos e interrompidos amassos por estarmos em locais públicos (risos), finalmente conseguimos nos encontrar tendo claro, que driblar alguns obstáculos inesperados mas isso tiramos de letra há muitos anos, somos especialistas em criar oportunidades e achar brechas nas nossas vidas "oficiais" (risos). Chegamos ao motel e assim que entramos no quarto começamos a nos beijar com volúpia enquanto tirávamos as nossas roupas e sempre me surpreendo como somos capazes de falar algum assunto sério e nos beijar ao mesmo tempo fazendo com que o assunto seja interrompido para dar espaço ao tesão que naquela hora nos une, sabemos que a conversa interrompida pode ser continuada depois de saciado o nosso imenso desejo! Mas olhando para trás vejo que isso sempre foi assim entre nós, e ai está à grande mistura de nossa amizade com o nosso relacionamento amoroso, não consigo ver as fronteiras que separam esses dois lados. Ele segurava com força as minhas costas, minha cintura e eu acariciava seu peito deixando minhas mãos descerem pela sua barriga até segurar com força o seu pau delicioso, sentia o seu cheiro, a textura de sua pele, seus pelos enquanto ele tirava a minha calcinha e punha seus dedos em meu sexo completamente molhado, sentia seus dedos massageando meu clitóris e isso me deixa absurdamente excitada. Andamos em direção a cama, ficamos um breve tempo ajoelhados um de frente para o outro nos acariciando e trocando beijos, até que ele me deitou com certa violência e enquanto acariciava meus mamilos sentia sua boca em meu sexo, sensação deliciosa, ser acariciada ali pela sua língua quente e macia que descreve movimentos rápidos e lentos, que alterna chupadas deliciosas segurando entre os lábios meu clitóris, eu gemia cada vez mais alto, segurava com força seus cabelos, minhas pernas estavam mais abertas e agora ele além de me chupar introduzia a língua e os dedos em minha vagina, eu arqueava o corpo e fazendo movimentos de vai e vem provocando uma penetração, sentia os seus dois dedos cada vez mais fundo enquanto ele me chupava com uma intensidade maior e claro que o resultado foi: - Vou gozar! Quantas vezes você quer que eu goze? Isso porque estava gozando pela segunda vez desde o momento que ele começou a me chupar, claro que ele não respondeu, estava com a boca muito ocupada (risos). Agora ele estava deitado e eu beijava seu peito, sua barriga até chegar ao seu pau, chupava de leve e acariciava, lambia enquanto ele segurava com força minha cabeça, senti seu dedo novamente em minha vagina, estava delicioso aquilo, mas tanto eu quanto ele queríamos bem mais! Ele me faz sentar em seu pau, enquanto segurava com roça minha cintura e minhas costas na altura das costelas, ele sabe o quanto isso me excita. Olhava para seu rosto cheio de tesão e sentia o mesmo que ele, pedi: - Pega o vibrador? - Não ainda não! Sente somente o meu pau dentro de você, curta esse pau que é seu. Vai gostosa! Sinta somente por enquanto. Enquanto falava movimentava de leve o quadril o que só aumentava a minha vontade de senti-lo com força, cada movimento fazia com que ele entrasse mais fundo. Eu gemia de prazer, ele molhou os dedos em sua saliva e acariciava meu clitóris, até que pegou o vibrador e trocou os dedos por ele, agora a sensação era maravilhosa, sentir o seu delicioso pau dentro de mim e o vibrador em suas mãos experientes, que sabem dosar força, delicadeza e velocidade constituem uma sensação intensa. - Vou gozar! Desse jeito vou gozar das duas formas ao mesmo tempo!! - Goza minha putinha! Goza gostosa! Gozar tendo ao mesmo tempo o clitóris e a vagina sendo estimulados intensamente é uma sensação que poucas vezes senti de forma tão intensa como dessa vez, já havia conseguido esse tipo de orgasmo outras vezes, mas não tão intensamente como acontecia agora. Logo depois de ter gozado dessa forma tão intensa ele se posicionou sobre mim e me penetrou de uma só vez, minhas penas enlaçavam o seu pescoço, gosto de ser possuída dessa forma faz com que eu o sinta muito fundo e sentir aquele pau delicioso muito dentro de mim é uma sensação maravilhosa! Naquela hora queria mesmo gozar junto com ele, sentir o seu gozo, fundir o nosso tesão, de repente ele pegou o vibrador em deu em minha mão, eu deslizava pelos meus mamilos enquanto sentia nossas respirações cada vez mais rápidas, nossos gemidos cada vez mais altos e o gozo cada vez mais perto que chegou de forma gostosamente intensa. Ficamos um tempo parados sentindo o ritmo de nossos corações e eu sentindo seu pau ainda dentro de mim, lentamente ele foi saído. Deitamos lado a lado, minha cabeça encostada em seu peito, minha perna sobre a sua pelve, trocamos um beijo suave, sem palavras por serem desnecessárias naquela hora, ele passava a mão em minha cabeça e eu acariciava delicadamente seu peito, sua barriga, seu pau. Estávamos de mãos dadas, segurávamos firmemente a mão um do outro. Agora era só mesmo uma demonstração de carinho e afeto, sem tesão envolvido. Depois de termos tomado muita água, fazia muito calor mesmo com o ar condicionado ligado, começamos a conversar e voltamos à conversa interrompida pelo nosso tesão, o engraçado é que sempre conseguimos retornar a conversa de onde paramos sem nos perdermos no assunto mesmo depois de termos nos perdido nos braços um do outro (risos). Ele de leve batia em minha bunda e falou: - Só um carinho - Percebi (risos) Enquanto conversávamos sobre muitas coisas, meus projetos, minhas descobertas recentes, ele também falava sobre sua vida e trocávamos opiniões sobre muitos assuntos que haviam ficado parados durante nossos desencontros. Eu dizia a ele o quanto sempre admirei a sua objetividade e quanto tenho procurado ao longo desses anos de nosso relacionamento aprender isso com ele, essa qualidade dele eu sempre vi e sempre procurei apreender porque sei ser necessária para a vida como um todo, e muitas vezes eu não consigo ser assim. Mas novamente nosso tempo estava terminando ele me disse: - Vamos comer. Estou com fome! - Vamos eu também estou. Levantei da cama e ele estava sentado, eu o abracei e dei um beijo, ele segurava as minhas costas, com a cabeça apoiada em seu ombro, beijando o seu pescoço falei: - Eu te quero muito bem! - E eu a você! Era tudo que precisávamos dizer um ao outro, porque sabemos a intensidade desse "querer bem" que nos une, mistura de carinho, companheirismo, cumplicidade, amizade, respeito e tesão. Saímos para comer alguma coisa rapidamente, tomar um café de olho no relógio como sempre (risos). No caminho eu disse: - Qualquer dia vamos almoçar juntos? Comer uma bela carne mal passada que eu e você gostamos? - Qualquer dia vamos sim. Despedimos-nos com um beijo rápido: - Obrigada por tudo. - Obrigado também. Essa é a síntese dos amantes, se alimentam do hoje e do lado leve da vida que é aproveitar os momentos da forma mais intensa que puderem porque o amanhã pode estar muito longe, mais longe do que gostaríamos mas esse é o lado objetivo da vida, a cada despedida voltamos a nossas vidas "oficiais" e as "secretas" aguardam o nosso retorno!
